sexta-feira, 20 de março de 2015

Ainda não é proibido criticar Paulo Freire, do contrário, deveria ser estimulado


Vi várias pessoas "chocadas" com uma faixa exibida nas manifestações de 15/03 que dizia "basta de Paulo Freire".

Teve quem dissesse que ele é adotado na Europa e nos Estados Unidos, que existem setores dedicados a ele em bibliotecas universitárias no estrangeiro, que somente "idiotas" poderiam falar mal desse gênio da educação brasileira.

Ora, bolas, o método Paulo Freire é tão bom, com sua substituição de conhecimento por ideologia, com a tara de enxertar luta de classes emtodo buraco que puder, que a educação brasileira hoje é avaliada sempre entre as piores do mundo e o país é notório formador de analfabetos funcionais.

Eu mesmo, que já fui monitor de Sociologia Geral, vi alunos de federal (vários), que teoricamente seriam a nata da intelectualidade do país, não conseguirem se expressar de forma clara e concatenada no próprio idioma, mas saberem direitinho apontar opressores e oprimidos até numa fila do Mc Donald's.

Os Estados Unidos e a Europa adotaram também o Justin Bieber e o sovaco cabeludo, e daí? Usar esse tipo de argumento "ah, mas ele é admirado pela ONU, pelos europeus e americanos" soa bem esquisito em pessoas que acreditam que a CIA quer roubar o pré-sal, por exemplo. Quando convém, os "estadunidenses" servem até para uma faláciazinha de autoridade marota? Faz-me-rir.

O problema não é só "basta de Paulo Freire" com sua "pedagogia do oprimido", mas saber como recuperar todo o estrago que esse lixo já fez.

Garanto também que existem prateleiras e mais prateleiras de livros sobre distúrbios sexuais em universidades estrangeiras, mas nem por isso você deve ensinar coprofilia para crianças em idade escolar, ainda que fique difícil decidir o que é pior: se a coprofilia ou substituir história, geografia e demais matérias curriculares por variações de "luta de classes".

Acho que dá empate.
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