sexta-feira, 27 de março de 2015

Como a extrema-esquerda trava todos os debates


Um debate pressupõe duas partes interessadas em ouvir uma a outra. A "casamento" gay no Brasil é um desses casos onde não há debate, há berraria generalizada.

Talvez seja um dos temas mais polarizados de todos. Quem é contra não admite discutir nem as menores exceções, quem é a favor não admite nem os menores critérios fora dos que desafiam o bom senso. A histeria que envolve este assunto é tanta que temo jamais haver um consenso e as partes seguirão procurando se impor umas às outras, mantendo sempre uma parcela 100% insatisfeita e outra 100% na defensiva.

Hoje a maioria é contra, mas não é uma maioria tão absoluta e cristalizada assim.

Outras questões da atualidade, pelo contrário, não são tão polarizadoras quanto parecem. Os melhores exemplos são a redução da maioridade penal e o porte de armas para civis sob certas circunstâncias. Qualquer plebiscito que se fizesse verificaria - a exemplo do que ocorreu em 2005 - que o brasileiro é amplamente favorável tanto à redução da maioridade quanto ao porte de armas.

Por que então esse debate parece tão polarizado quanto o debate sobre o "casamento" gay? Simples: lobby.

A mesma esquerda que acusa as "grandes corporações" de impor seus interesses à maioria utilizando grupos de pressão para isso é a que lança mão de ONGs e movimentos sociais para interditar qualquer debate sobre os dois temas invadindo comissões no Congresso aos berros, interrompendo audiências, usando manobras procrastinatórias.

A vontade da maioria não avança porque a esquerda não deixa. Hoje o cidadão não dá a mínima para financiamento público de campanha ou controle da mídia. O cidadão quer é se defender e está cansado de impunidade.

Mas a esquerda não deixa.

Quem mesmo é autoritário?
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