domingo, 8 de março de 2015

PTitanic


O navio do PT está fazendo água. Por anos a estratégia de Lula e sua seita foi dividir o país em "nós" e "eles".
Isso beneficiava a companheirada, já que do seu lado eles contavam com o apoio de centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais, ONGs, professores universitários e os delinquentes do MST, enquanto o outro lado era apenas uma massa desorganizada que esboçava alguma ação em época de eleição para logo depois cair novamente em sono profundo.
Aqui e ali ouviam-se vozes dissonantes, mas estas logo eram ridicularizadas e atacadas pelas milícias do partido, ainda que se mantivessem na luta, talvez esperando o dia em que o canto da sereia lulopetista não enganasse e desanimasse tanta gente.
De tanto apanhar, essa massa amorfa anti-PT resolveu bater de volta, primeiro nas redes sociais e depois em universidades, veículos de comunicação e até no Congresso, ainda que de forma incipiente.
Esses protestos do dia 15 de março contra Dilma e contra o PT podem ser a expressão maior deste fenômeno. Ainda sem uma organização central e profissional como é com a turma de vermelho, mas já sem medo de dizer chega, o "outro lado" está desnorteando a companheirada, até então única dona das ruas e da narrativa.
Neste ponto o PT parece adotar duas estratégias: uma é tragar o máximo de gente possível para a lata do lixo onde o partido já se encontra, disseminando a teoria da "farinha do mesmo saco" e desanimando os movimentos contrários ao partido.
A outra é partir para a porrada, com militantes batendo nas pessoas como os delinquentes da CUT fizeram na porta da ABI no ato "em defesa" da Petrobras.
O problema com a primeira estratégia é que o PMDB precisará aceitar ser jogado às feras para salvar a pele de Dilma, tal qual Dirceu e Delúbio foram para salvar Lula. Pode começar a rir.
A segunda é temerária porque as pessoas podem não querer ser "disciplinadas" pelo "exército do Stedile" assim na boa e passarem a reagir. Não acredito em guerra civil, mas em guerrilha civil, ou melhor, em arruaça civil.
Aí o exército de verdade, o de Caxias, pode querer intervir para garantir a ordem, o que também é sua função.
Todos os cenários levam à ingovernabilidade e ao colapso da máquina e do projeto de poder petistas, duas coisas excelentes para o país.
Como se vê, plantaram divisão, colheram divisão. Metade do país é irreconciliável com o PT e a outra metade, excluídos os beneficiários de programas sociais que estão petistas por conta do terrorismo eleitoral, nem é tão metade assim, são, no máximo, os 30% que o PT sempre teve. Se tanto.
Como se vê, os ventos não estão favoráveis a quem pretende esquerdar.
Iceberg à vista.
0 Comentários