domingo, 15 de março de 2015

Resumo das declarações de José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto


1) Disseram tacitamente que essas manifestações de hoje são fruto de golpismo de gente que não aceitou perder a eleição.

2) Citaram muito mais os pelegos alugados a 35,00 no dia 13/03 do que a multidão que foi às ruas hoje.

3) Advertiram que não aceitam uma tal "violência nas manifestações", algo que não houve.

4) Apresentaram novamente a reforma política bolivariana do PT que já tinha sido apresentada em 2013 e 2014 e que ninguém, fora os puxa-sacos e sanguessugas lulopetistas, quer.

5) Advertiram que "não admitem" que alguém peça impeachment, como se isso dependesse da autorização deles.

6) Prometeram que o governo vai lançar um "pacote contra a corrupção", como se colocar uma estrela de xerife no peito do bandido resolvesse o problema da criminalidade.

7) Praticamente afirmaram que hoje, 15/03, nas ruas só havia "insatisfeitos", "pessimistas de plantão" e "gente que já não gostava mesmo do governo".

8) Aconselharam todos a voltar calminhos para casa, porque vão ficar aí até 2018 (só faltaram avisar que depois tem Lula de novo).

Ao invés disso tudo me irritar, confesso que me deixou contente. Quanto mais se fizerem de surdos, quanto mais desqualificarem as pessoas insatisfeitas, quanto mais empurrarem a agenda de pelegos da CUT, vagabundos do MST, estudantes profissionais da UNE e sanguessugas de movimentos sociais, mais o PT e Dilma se enfiarão num buraco de onde só sairão para a lata do lixo da história a que pertencem.

A conclusão do pronunciamento dos ministros é: tudo vai continuar exatamente como está, até que Dilma e o PT não estejam mais ali.

Fica a dica.
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