quarta-feira, 15 de abril de 2015

Festa estranha com gente esquisita (e pilantra)


Um termo interessante, porém meio equivocado, é o tal "esquerda festiva". Claro que sei que se refere à gritaria característica dos esquerdistas,à sua preferência por "parecer ser" do que ser de fato, mas é equivocado pois a esquerda não é uma festa, a esquerda é um acidente, uma intercorrência.

Um automóvel andando numa velocidade baixa não consegue tumultuar uma cidade inteira, mas um simples automóvel quebrado pode, sozinho, engarrafar a Marginal Tietê ou a Avenida Brasil e infernizar a vida de milhares. Isso é a esquerda: um automóvel parado atrapalhando a vida de todos os demais.

Como vive de mitos - de Marx a Che Guevara, todos ídolos com pés de barro - criou-se o mito de que a esquerda representa as massas. Se já foi assim um dia - e tenho sérias dúvidas - certamente hoje não é mais.

O PT, maior partido de esquerda do país, vai pouco a pouco retornando para o seu gueto original, sendo abandonado por aquele eleitorado cooptado por uma ética de conveniência e que se deu conta de que carros a prestação e televisores LCD podem custar mais do que seu preço de etiqueta. No final dão prejuízo.

Daí a preferirem se aliar sempre aos tais "movimentos sociais" e a chamada "sociedade civil", que nada mais é do que gente que tem por profissão ser "sociedade civil" e dizer exatamente o que a liderança quer.

Nada representa mais a "força" popular da esquerda do que 200 vagabundos do MST depredando uma fazenda, 100 pelegos da CUT queimando pneus, 50 estudantes profissionais da UNE fechando a porta de alguma universidade ou 25 black blocs vagando pela cidade de madrugada quebrando agências bancárias e entrando em conflito com a polícia. Tudo filmado pela "mídia ninja", claro.

Como carecem de povo, fazem espetáculo para sair no noticiário. Sua real importância é mais ou menos a mesma que a fumaça de pneus e colchões incendiados, que pode ser vista de longe, mas não passa de fumaça. Sequestram as cidades e suas vias assim como sequestram a "sociedade" nos debates em Brasília: pelo barulho, pela violência, pela truculência, pelo excesso de tempo para se dedicar a isso e principalmente porque é a única forma de impor sua vontade.

A maioria calada, acossada, saqueada por essa gente só conta na hora de chegar junto com a grana para pagar a festa.

É o povo de verdade, aquele que faz protesto num domingo. Que coloca 2 milhões na rua num mês e 800 mil no outro, só para ser chamado de "chacota" ou "fracassado" por quem não consegue juntar mais de algumas centenas mesmo oferecendo transporte, dinheiro e refeição.

O PT e o resto da esquerda sabem que seu tempo acabou. O quanto durar o mandato de Dilma Rousseff é o que resta para solaparem o quanto puderem a democracia, aparelharem instituições, achincalharem com a justiça e tentarem venezuelizar o que der.

Suas propostas como controle da mídia, voto em lista, financiamento público de campanha, censura na internet, essas indicações sorumbáticas para o STF, isso é a esquerda já fazendo o que sabe de melhor: terra arrasada, para quem vier depois encontrar um terreno minado.

A maioria deve estar ciente disso e deve exercer sua pressão legítima para que esse pesadelo acabe o quanto antes. Porque a festa da esquerda festiva é o pesadelo do resto do país que presta.
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