segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jesus era barbudo, mas não era revolucionário


Me enviaram um lixo pelo email, uma mensagem de alguém comparando a vida de Cristo com o que acontece em "becos e favelas" do Rio de Janeiro.

Dentre os detritos mentais, havia coisas como "Jesus foi morto por quem achava que bandido bom é bandido morto" ou "Jesus foi morto porque era um jovem subversivo, revolucionário, que queria mudar o mundo".

Não aguento essa gente que geralmente detesta o cristianismo e os cristãos, mas curiosamente usa Jesus para confundir a cabeça dos outros (isso quando a deles mesmos não está confusa) e, no fim desse milk-shake cerebral, dizer mais ou menos que Jesus hoje seria "de esquerda".

Toda essa pachorra iria por terra simplesmente fazendo a seguinte pergunta: Stalin, Ceausescu, Pol Pot, Guevara, Fidel, Raul Castro, terroristas de grupos de esquerda variados, Chávez, Lula, Dilma e aquela geração de golpistas que desejavam transformar o Brasil numa ditadura do proletariado, os lunáticos da Coréia do Norte, fora o resto, algum deles pode ser - ainda que de longe - dito "cristão" ou comparado ao que foi a vida e o exemplo de Jesus Cristo?

Jesus não dizia "tome o que é dos outros dizendo que é para os pobres e viva como um nababo", Jesus não dizia "controle a informação para que as pessoas só saibam o que for interessante a mim", e certamente Jesus jamais diria "detenha vidas que possam proibir a vida", como o "patrono da educação brasileira" disse, enfim, Jesus não tem absolutamente nada a ver com essa escumalha que subtrai recursos e liberdades e que confunde a defesa de "direitos humanos" com uma leniência estúpida que se baseia em nada além de culpa.

O Papa Bento XVI, certamente um dos maiores teólogos da história, esclareceu bem o mito do "Jesus revolucionário" em seu livro "Jesus de Nazaré, da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição", onde ele diz que "Jesus não vem ao mundo como um destruidor, não vem empunhando a espada de um revolucionário", mas sim "com o dom da cura" para revelar "o poder do amor".

E o amor de Cristo não tem nada a ver com colar cartazes escritos "mais amor, por favor" nos muros enquanto se odeia quem pensa diferente. É um amor que só um cristão pode reconhecer e que um não cristão dificilmente irá entender.

Finalmente, Jesus não venderia drogas nos morros, Jesus não seria um policial corrupto, Jesus não usaria crianças para cometer crimes e assim burlar a maioridade penal, Jesus não financiaria black blocs, Jesus não tentaria destruir a família porque ela é a base da "sociedade burguesa romana", Jesus não se empregaria numa estatal e defenderia até bandidos se precisasse para viver ali como um parasita.

Jesus deu a Sua vida para que todos tenham vida. Jesus, filho de Deus, Aquele que supera toda a dor e sofrimento, que tira os pecados do mundo, que nos dá a Paz, que é o Caminho e a Salvação, não tem nada a ver com o que acontece hoje no Brasil.

Pelo contrário, é por andar tão esquecido por estas bandas que tudo o que vemos hoje acontece.
0 Comentários