quinta-feira, 30 de abril de 2015

Não é a educação, estúpido

Curitiba ontem virou a Faixa de Gaza, assim como São Paulo já tinha virado, como o Rio de Janeiro virou, como qualquer cidade que não seja governada pelo PT vira sempre que algum sindicato resolve usar uma categoria como boi de piranha para sua politicagem rasteira.

Para se ter uma idéia de como eles nem disfarçam, só este ano greves de "professores" - e usarei aspas até o final deste texto porque não acho que essa gente tenha o que ensinar a ninguém - atingiram 10 estados, a saber: São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Pará, Roraima, Paraná, Goiás, Alagoas, Amazonas e Distrito Federal. Em comum entre eles o fato do PT não ser governo em nenhum.

É verdade que alguns são governados por "aliados" da companheirada, mas quem conhece o PT só até a página 2 já sabe que para eles aliado ou adversário dá no mesmo, o PT só é fiel ao PT e a mais ninguém.

Adiante.

O caso do Paraná serve de exemplo para todos os que já aconteceram e que ainda acontecerão. Os manifestantes chegam com suas bandeiras vermelhas e palavras de ordem e logo se inicia uma confusão.

A sequência é: berram, fecham ruas, tentam invadir algum prédio público, incendeiam alguma coisa, jogam pedras, a polícia reage e o local vira uma praça de guerra. Não interessa o motivo ou a pauta, manifestação de ordinário de esquerda só vale se virar baderna. Depois, claro, reclamam da violência da polícia e se fazem de vítimas.

Pedem amor enquanto espalham o ódio, exigem respeito enquanto praticam o desrespeito, dizem querer a paz enquanto promovem a guerra, lutam pela educação transformando seus alunos e consequentemente a sociedade em uma manada de xucros repetidores de palavras de ordem.

Mas ainda assim é preciso deixar algo bem claro: quem faz ato de apoio ao Maduro - como eles fazem - não tem moral para falar em truculência policial. E muito menos quem usa greve como ferramenta para sequestrar parcelas da sociedade e favorecer os chefes do partido.

A razão no Paraná é um remanejamento de aposentados para um fundo de previdência estadual para sanar um déficit, mais ou menos como a Dilma quer dar uma pedalada no FGTS para cobrir seus rombos no BNDES. Onde está a gritaria dos sindicatos contra esse confisco? Porque é o PT está tudo bem? Sejamos honestos, o fato é que se fosse "governadora Gleisi Hoffmann" nada disso teria acontecido por lá, ainda que ela fizesse pior do que o Beto Richa, governador do PSDB.

Mas posso simplificar mais: quando a CUT transformar Belo Horizonte numa praça de guerra porque o Fernando Pimentel não paga nem o piso dos professores, passo a considerar essa pelegada menos pilantra intelectual do que considero.

Porque do contrário, parece que a fórmula para um governador evitar greves e baderna no seu estado é simples: não precisa pagar bem, em dia e muito menos ser competente, basta se filiar ao PT.
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