quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quem fabrica o ódio e desumaniza adversários não tem moral para humanizar nada


Preste bem atenção nessa sequência de fatos: o PT difamou e atacou Marina Silva, chegou a levar a então candidata do PSB às lágrimas, no que Dilma (que no segundo turno virou uma donzela indefesa) comentou "para ser presidente não pode ser frágil" ou algo assim. A máquina trituradora comandada por João Santana reduziu a pó as intenções de voto da ex-senadora..
Quando o embate foi Dilma x Aécio, a sujeirada recomeçou. Nas redes sociais se lia de tudo: cheirador, espancador de mulheres, etc. Visivelmente alterado Lula o chamou de "playboy cafajeste" e a propaganda petista fez literalmente o diabo, só não chamou o Aécio de bonito.
Quando o PSDB resolveu - tardia e covardemente - responder aos ataques, o petista enxertado no STF e no TSE, Dias Toffoli, resolveu que era hora de "acabar com a baixaria" e proibiu ataques de lado a lado.
Longe de demonstrar isenção, ficou claro o seguinte: o TSE permitiu que o PT batesse a vontade e quando o partido começou a apanhar, proibiu todo mundo de bater. O estrago estava feito e a campanha mais suja da história foi premiada com uma vitória ilegítima, que deu mais quatro anos ao governo mais incompetente da história da República.
Agora veja o que acontece na internet. Há muito tempo um monstrengo pago com dinheiro dos outros chamado "Militância em Ambientes Virtuais" aliada a blogueiros sujos, perfis apócrifos e militantes a soldo transforma as redes sociais em terra de ninguém.
Montagens toscas, calúnias, difamações, mentiras, ofensas das mais cabeludas, como quando o ministro Joaquim Barbosa foi comparado a um macaco pelo "Blog da Dilma".
Artistas atrás de verbas, parasitas em cargos comissionados, ex-jornalistas sexagenários convertidos em mercenários, tinha e tem de tudo. Conseguiam distorcer e confundir qualquer história, como a agressão a José Serra ocorrida no Rio de Janeiro na campanha de 2010 transformada em "bolinha de papel", insinuações das mais diversas sobre as famílias de adversários, etc.
Batiam sozinhos, até que os cidadãos desaparelhados encheram o saco e resolveram revidar. Páginas foram criadas, perfis, blogs, gente de todas as matizes se uniu para combater o exército do esgoto petista.
No início a luta era inglória mas pouco a pouco o jogo foi virando e hoje sob qualquer parâmetro que se analise o PT leva uma coça atrás da outra nas redes sociais.
Então o que o governo Dilma resolve fazer? Primeiro usar dinheiro público para contratar gente para "monitorar" as redes sociais a procura de "discursos de ódio" - leia-se: críticas ao PT - e agora surge com um tal "Humaniza Redes" que nada mais é do que uma polícia política paga com o dinheiro do cidadão para censurar o próprio cidadão.
O PT adora um discurso de ódio, um nós contra eles, adora ofender, acusar, difamar, mas quando vem a reação, resolvem pregar uma paz que não praticam.
Dona Dilma quer "humanizar a rede"? Sugiro que comece pela turma que o seu partido mantém para agir como milícia virtual sempre que alguma mentira precisa ser repetida até se confundir com a verdade. Comece humanizando os robôs pagos pelo PT que o Thomas Traumann citou no seu relatório vazado. Retire o patrocínio de gente que vive de sugar a própria irrelevância remunerada.
Até lá nem Dilma nem o PT têm moral alguma para falar em humanizar ou moralizar nada.
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