quarta-feira, 20 de maio de 2015

Punir é preciso

Leio que "dois adolescentes" esfaquearam e mataram um ciclista na Lagoa, Rio de Janeiro. Não, não foram dois "adolescentes", foram dois marginais, dois monstros, duas bestas-feras que continuarão soltas porque fazem parte do contingente de zumbis que a "justiça social" resolveu que são inimputáveis.
Outro dia eu estava assistindo ao programa da jornalista Greta Van Susteren que comentava a condenação à prisão perpétua do ex-jogador da NFL, Aaron Hernandez.
Dizia ela algo mais ou menos assim:
- A vida deste rapaz acabou. Eu já estive visitando um presídio desses e posso afirmar, aquilo não é vida. Mas não sinto pena dele, ele vai pagar pelas suas próprias escolhas.
A prisão onde o ex-astro do New England Patriots vai passar o resto da vida é equipada com celas onde o presidiário passa 23 horas por dia. Suas visitas são restritas, a comida é fornecida em três turnos e fora disso ele tem direito a gastar uma pequena quantia mensal que a família envia em uma cantina.
Há uma televisão com programação controlada, cama, mesa e uma latrina chumbadas no chão e, segundo o responsável pela segurança do presídio que foi entrevistado, a sensação constante que um presidiário ali experimenta é o tédio.
Não há programas de recreação, não há nenhuma atividade profissional, os banhos de chuveiro ocorrem a cada dois dias e a hora diária fora da cela é passada num caixote de concreto com uma grade no teto, sem contato com os outros presos.
O segurança terminou a reportagem dizendo:
- O objetivo aqui não é recuperar ninguém, é punir.
A princípio você, assim como eu, pode achar excessivo, mas pense bem, uma pessoa que estupra e/ou mata em série, que comete crimes bárbaros sem o menor sinal de arrependimento, que assassina alguém por causa de uma bicicleta ou um celular, esse tipo de lixo humano tem regeneração? Não perca tempo pensando, porque não tem.
Nesses casos a fronteira entre a humanidade e a bestialidade foi cruzada e este é um caminho sem volta. Cabe ao Estado, que já nos toma tanto, retirar esses marginais do convívio social.
O Brasil tem essa obsessão por "recuperar". Como se costurar bolas de futebol ou varrer o pátio da cadeia fosse transformar um psicopata em um cidadão seguidor das leis.
É preciso entender que há os que podem ser recuperados e há os casos perdidos. Não querem condenar à morte e poupar o pagador de impostos da despesa? Tudo bem. Mas gastem seu dinheiro direito e tranquem o marginal, sem chance de ver a luz do dia novamente.
Finalizando, idade é apenas um detalhe. Latrocínio, estupro, sequestro são crimes sem idade, quem os pratica merece punição severa independente de ter 30, 20, 16 ou 12 anos. A natureza hedionda do crime deve determinar a punição.
Criem um sistema onde o júri possa declarar o réu maior de idade dependendo do crime. Aumentem a capacidade do sistema carcerário. Só não venham dizer de novo e de novo para as vítimas que a culpa é delas ou da sociedade.
Não enquanto seus algozes continuam soltos por aí, não enquanto forem elas que morrerem diariamente na mão dos "coitadinhos".
Chega. Chega MESMO.
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