quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sala de aula não é cartola de mágico

Um crime de grande repercussão transforma logo todo mundo em sociólogo, criminalista ou no Gandhi.
Existe um mito no Brasil de que uma sala de aula é uma tenda mágica que transforma criminosos bestiais em anjinhos que vão passar a seguir a lei. A educação, claro, transforma vidas e dá oportunidades, é necessária e importante para aqueles que só precisam de um empurrão - ou de quem não atrapalhe - para superar sua própria condição.
Mas aulas de português, inglês, espanhol, história, geografia, matemática e demais ciências em geral não vão demover uma mente criminosa de cometer crimes. Quem tira a vida de alguém por causa de um celular ou uma bicicleta só merece estar num tipo de instituição estatal: o presídio.
A pobreza ou a "sociedade capitalista" não são justificativas para alguém optar por tirar a vida de um semelhante. A maioria pobre deste e de tantos outros países não opta pelo crime, mas pela dureza do dia a dia com coragem. Essa merece oportunidade. O criminoso não é um negro criminoso, um adolescente criminoso, um pobre criminoso, assim como não é um branco, um adulto ou um rico criminoso. São apenas criminosos. Ponto.
Não interessa a cor da pele, o sexo, a idade, a história familiar, a situação financeira. Você não tem o direito de matar outra pessoa a menos que seja em legítima defesa. Ainda mais sendo reincidente.
Vários atenuantes podem ser previstos em lei, mas não existe atenuante possível para você roubar alguém, a pessoa entregar seus pertences sem reação como recomendam os "especialistas" em transformar a sociedade em cordeiro de abate, e ainda assim você esfaquear a pessoa. Por quê? Por diversão? Porque você pode? Porque sabe que a justiça do país é frouxa e sempre haverá quem relativize seu crime?
Existem pessoas que não são ressocializáveis, existem seres humanos irrecuperáveis. Para estes há duas opções: aliviá-los do peso da própria existência ou trancafiá-los onde não possam fazer mais nenhuma vítima.
Eu concordaria em resolver essa questão num plebiscito. Mas será que a esquerda concordaria?
Veja o caso do ciclista da Lagoa. É a 16ª passagem pela polícia do animal de 16 anos que o matou para roubar uma bicicleta. A média de um crime para cada ano de vida, mas temos que sentir pena dele?
Não. Precisamos proteger todos de gente como ele.
Imagine só: quando as pessoas se encherem de ser esfaqueadas e começarem a andar na rua armados com peixeiras, canivetes e estiletes, sabe qual será a solução mágica proposta pela esquerda? Proibir o comércio de facas.
Não ria, não é algo tão impossível assim.
Finalizando, é preciso que sociólogos, criminalistas ou Gandhis de ocasião entendam que a primeira preocupação de todos não deve ser com os motivos do coitadinho matar alguém ou o destino do coitadinho depois de matar alguém, mas com as pessoas que não merecem virar vítimas porque o país está muito ocupado discutindo enquanto os criminosos agem.
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