segunda-feira, 4 de maio de 2015

Valente contra cristão, covarde contra muçulmano

(Clique na imagem para ampliá-la)


Um concurso de caricaturas de Maomé terminou com um tiroteio e dois terroristas muçulmanos mortos no Texas, Estados Unidos, neste domingo 3 de maio de 2015. 

Como todo mundo sabe, para os muçulmanos a religião deles deve ser respeitada a todo custo, enquanto a dos outros não vale nada (se duvida de mim procure no Google o que fazem com cristãos na Arábia Saudita). Logo a resposta adequada para uma caricatura de Maomé na concepção deles é matar a pessoa que fez o desenho.

Sorte que no Texas a turma do bem ainda não chegou, então o desarmamento não transformou cidadãos em alvos e os psicopatas molestadores de cabras foram encontrar suas 72 virgens mais cedo. Don't mess with Texas, já diz o aviso.

Em frente.

A notícia foi publicada por sites e portais brasileiros, gerando um tsunami de chorume nos comentários. Antes de começar a transcrever alguns deles, permita-me lembrar um dado: o Brasil é o país onde a menor menção de religião é recebida com berros de "o Estado é laico!" e onde não achar "normal" que feministas façam sodomia com imagens religiosas num evento com a presença do Papa é considerado "coisa de fundamentalista religioso".

Fica então esclarecido que afrontar o cristianismo, com especial atenção ao vilipêndio do catolicismo, é coisa não só tolerada como estimulada, afinal, "a religião dos outros não pode se meter na vida dos 'ativistas'".

Só que quando o assunto é o islã, queridinho dos doutrinadores de esquerda pelo simples fato de ser "inimigo" de Israel e dos Estados Unidos, tudo muda. Vamos então ao que disseram os inteligentes, ponderados, independentes e valentes brasileiros sobre o tiroteio:

- "Melhor não desenhar Maomé".
- "O atentado ao Charlie Hebdo mostrou do que eles são capazes (...) esses babacas americanos não compreenderam a mensagem".
- "Nego sabe que vai dar merda e insiste".
- "Respeitem a religião alheia".
- "GOSTAM DE ZOMBAR AGUENTEM AS CONSEQUÊNCIAS"(SIC).
- "Não respeita na paz, respeita na base da BALAAAA".
- "É pedir pra levar bala mesmo".
- "Porra, deixa Maomé quieto na dele...é sagrado pros caras...".
- "A liberdade de expressão acaba quando ofende os outros".

Esses são apenas alguns comentários, tem muito mais na página do Facebook do Globo (alguns estão na imagem que acompanha esse texto).

Mas o que se depreende disso? Primeiro que o brasileiro está sendo doutrinado para virar um bunda mole que enfia a viola no saco caso do outro lado alguém grite mais alto e ameace. Depois, que a ditadura dos ofendidos deixou sequelas no já combalido raciocínio do brasileiro médio: hoje o maior valor a ser defendido não é a liberdade, mas "não ofender" quem se ofende com qualquer coisa.

Fora isso aprendemos que o recurso à violência contra quem faz algo com o qual você não concorde - uma das bases do pensamento esquerdista - se tornou parte do modo de pensar nacional. O brasileiro realmente acredita que alguém que diga ou faça algo que o desagrade merece ser agredido, fuzilado, eliminado. Isso na terra da "tolerância" e do "mais amor, por favor".

Tudo bem que negros, mulheres, gays, muçulmanos e demais bezerros de ouro do "progressismo" possuem uma espécie de salvo-conduto para agir com truculência, porque "quando o oprimido fala, o opressor se cala". Mas não deixa de ser curioso que gente tão apaixonada pela "diversidade" e pelo "multiculturalismo" se renda tão facilmente ao atraso, mesmo para os seus padrões, que representa o radicalismo inerente ao islâ.

A lógica segundo a qual desenhar Maomé justifica tentar matar pessoas poderia até ensinar algo aos cristãos: sejam menos renovação carismática e mais cruzadas. A porrada gera o respeito.

Mas na verdade devemos pensar um pouco mais além: não se render ao politicamente correto, à ditadura dos oprimidos e muito menos a terroristas lunáticos que tentam impor ao mundo sua visão e seus valores.

A nome do jogo não é distribuir porrada, mas devolver porrada. Duas vezes mais forte, até que o outro lado entenda - por mal mesmo, se for preciso - que não tem como vencer essa guerra.

O Texas mostrou como se faz.
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