terça-feira, 30 de junho de 2015

A coerência é a vítima

Pronto, também passei a ser a favor da desmilitarização da polícia. Sou a favor também da desmilitarização do exército, da marinha e da aeronáutica.
E digo mais, passarei a defender que todos, polícia, exército, marinha e aeronáutica sejam desarmados. Desarmamento total. Além disso proponho que seja criminalizado o ato de um agente da lei prender alguém. Quem se meter a prender um fora da lei será imediatamente preso. Se estiver armado será agravante. E por arma entenda-se até mesmo um cortador de unha.
Qualquer cidadão só poderá ter em casa talheres de plástico, tal qual em presídios americanos.
A menos que seja um menor de idade brincando de polícia e ladrão com um fuzil enquanto toma conta de uma boca de fumo, nesse caso cadeia não resolve, cadeia só aumenta o problema, tanto que será criminalizada.
Cadeia não resolve para assalto, tráfico, sequestro, estupro, assassinato. Cadeia só deveria existir mesmo para policiais que prendem alguém e, claro, para racistas, machistas, fascistas e homofóbicos. Esses merecem ser jogados numa cela e ficar lá mais tempo do que o conde de Monte Cristo.
Fiu-fiu? Cadeia.
Defendeu privatização? Cadeia.
Fez piada politicamente incorreta? Cadeia.
Depois de ouvir que é um branco assassino, genocida, asqueroso, saudoso da escravidão não se ajoelhou e se ofereceu para a chibata reparatória? Cadeia.
Assaltou uma casa e deu um soco no pai de família que estava ali, um tapa na cara da esposa dele, enfiou o dedo no olho da avó e tem menos de 18 anos? Aí não, cadeia nem pensar. Nesse caso você merece uma ONG para tomar conta de você e uma caravana de "estudantes" para te defender.
E o melhor do desarmamento total é que sabendo que ninguém mais andaria armado, nem polícia e nem cidadãos, ninguém nem com faca de manteiga, os bandidos não precisariam mais usar armas eles mesmos, optando por pedir - por favor, por gentileza, por obséquio - para você entregar seus pertences ou o seu corpo.
Quer dizer, eles não vão usar suas armas se você não reagir, agradecer e pedir desculpas no final por fazer parte da sociedade que os obrigou a ser bandidos, caso contrário te dão um corretivo.
Merecido, claro, porque as vítimas são eles.

República Federativa da Crise

A República no Brasil não nasceu de um movimento popular ou do anseio da maioria, mas de uma quartelada na qual os golpistas levantaram um marechal que estava na cama de pijamas para fazer a proclamação.
A partir do dia 15 de novembro de 1889, os primeiros dez anos anos da República podem ser descritos em termos como escândalos, arrocho salarial, clientelismo, aumento de impostos, repressão, desvio de verbas, impunidade, fraude eleitoral, fechamento do Congresso, estado de sítio, crimes políticos, confronto entre civis e militares.
O primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, mandou fechar o Congresso quando sofreu um processo de impeachment. Adoeceu e seu sucessor, o vice-presidente Floriano Peixoto, foi também o primeiro ditador.
Reprimiu revoltas, depôs governadores e até mesmo sua posse deveu-se a uma manobra inconstitucional, já que pelas regras da época deveriam ser convocadas eleições caso o presidente não completasse os dois primeiros anos de mandato, o que não ocorreu com Deodoro.
Passados os primeiros anos, a relativa calma da República Velha foi basicamente um arranjo entre oligarcas e coronéis, que escolhiam o presidente através da conhecida "política do café com leite".
A partir de 1922 os movimentos tenentistas, a coluna Prestes e finalmente uma revolta armada que originou o Estado Novo acabaram com a República Velha e jogaram o país em nova ditadura.
O Estado Novo terminou em 1945, mas Vargas retornaria eleito em 1950 e cometeria suicídio em 1954, depois de governar de crise em crise.
JK, venceu as eleições de 1955, num pleito que a UDN depois tentou impugnar. Juscelino governou com relativa calma, mas gastando caminhões de dinheiro na construção de Brasília, por exemplo, que ficaria pronta a tempo de ver a renúncia de Jânio Quadros, a posse conturbada de João Goulart, uma experiência parlamentarista fracassada e um golpe militar seguido de 20 anos de ditadura.
Terminada mais essa ditadura em 1985, o Brasil teve um presidente, Tancredo Neves, que até hoje não sabemos mesmo se morreu ou "foi morrido", o governo caótico de José Sarney que chegou a ter uma picareta arremessada em sua direção durante um protesto no Rio de Janeiro e um caçador de marajás que foi defenestrado do poder num processo de impeachment.
Veio Itamar, o Plano Real e os dois governos de FHC, com alguma tranquilidade e logo depois Lula, com seu primeiro governo marcado pelo escândalo do mensalão e o segundo pela pouca vergonha como método para eleger uma ex-terrorista como sua sucessora, a mesma que terminou de quebrar o país e entre um elogio à mandioca e outro às mulheres sapiens não sabe se termina o segundo mandato que conquistou gastando muito dinheiro dos outros, contando mentiras e espalhado calúnias.
O resto está no noticiário destes tempos em que vivemos.
Aonde quero chegar com essa narrativa aparentemente longa porém ainda assim resumida e incompleta da história do Brasil? Simples: o eterno país do futuro nunca chega ao futuro porque não consegue sair do lugar.
A política brasileira não é a arte de vencer obstáculos e encontrar consensos, mas de criar crises, subtrair numerário e inventar dificuldades para vender facilidades.
Nos poucos períodos da história em que o Brasil não estava em crise, debaixo de ditadura ou conspirando para criar uma, o país conseguiu avançar um pouco, mas esses períodos se contam nos dedos, porque o "normal" é a ruptura, o governo autoritário, o caos administrativo e econômico, o Estado inchado e ineficiente.
Sem que haja um mínimo de normalidade e o país não viva entregue a salvadores da pátria, "pais dos pobres", "mães do PAC" e outros personagens - maiores ou menores - que só podem existir onde domina o atraso, estaremos condenados a viver nesse dia da marmota de dimensões continentais que é a história do Brasil.
É tragédia, farsa e comédia ruim para ninguém botar defeito.

sábado, 27 de junho de 2015

O amor venceu?

O ISIS praticando horrores cada vez maiores e publicando vídeos na internet, escolas ensinando crianças a odiar e se dividir desde a mais tenra idade, violência urbana no Brasil assumindo níveis insuportáveis, instituições públicas falidas e desacreditadas, poluição das águas e do ar galopando na irresponsabilidade e na insensibilidade de empresas e governantes, fome e doenças espalhadas pelos grotões do planeta, a instituição família cada vez mais desprezada gerando vícios,comportamentos antissociais, as pessoas cada vez mais violentas umas com as outras por qualquer motivo, a opinião e o debate sobre quase qualquer tema interditados pelo politicamente correto e pelo vitimismo, a crescente condenação do mérito e do esforço individual, o Estado cada vez maior e se metendo no íntimo das pessoas, impostos sugando a produção, grandes centros urbanos caóticos, sujos, desconfortáveis, gerando um mal-estar cada vez mais frequente, a falta de tempo para sequer olhar o azul do céu ou o pôr-do-sol, o homem cada vez mais lobo do homem, mas, claro, a suprema corte dos Estados Unidos resolveu que pode se meter na definição de uma instituição secular, então só por isso o "amor venceu".
Nota-se como o mundo está mesmo muito melhor por causa disso.
Agora pode sequestrar um belo fenômeno da natureza e usá-lo não para comemorar algo, mas como provocação contra aqueles que você considera "atrasados", tal como uma briga de torcida.
Uma geração inventou a penicilina, outra o automóvel, outra o avião, outra a roda, a pólvora, a lâmpada, as leis da física. Essa mudou o conceito de casamento e esfregou na cara dos reaças, sambou na cara da sociedade, mandou um "aceita que dói menos" pros crentelhos.
Einstein e Darwin se reviram de inveja no paraíso. Vocês ainda permitem que se acredite em paraíso, né?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Merkel e a cidadania

Outro dia eu li uma excelente reportagem da New Yorker sobre a chanceler alemã Angela Merkel. Nela o jornalista buscava entender as razões para o seu sucesso - chega a ser chamada de "mutti" (mãe) pelos alemães - num país que tomou aversão por cultos à personalidade.
E desde a sua juventude até o atual período como comandante da nação, uma característica é sempre presente: a monotonia. Sim, Angela Merkel é uma mulher comum, uma pessoa "sem graça", no entanto é justamente isso que faz seu sucesso, porque as pessoas podem saber o que esperar dela e a enxergam como uma delas.
Em 1991 o fotógrafo Herlinde Koelbl começou uma série de fotografias chamada "Traços do Poder" onde retratava políticos alemães e observava como mudavam ao longo de uma década. O fotógrafo conta que homens como o ex-chanceler Gerhard Schröder ou o ex-ministro das relações exteriores Joschka Fischer pareciam cada vez mais tomados pela vaidade, enquanto Merkel, com seus modos desajeitados, não passava nenhuma idéia de vaidade, mas de um poder crescente que vinha de dentro.
A vaidade é subjetiva enquanto a ausência desta é objetiva, daí que Merkel é tão eficiente enquanto outros políticos parecem se perder nas liturgias e rapapés do poder.
Essa normalidade é vista em vários outros países - ainda que exista a vaidade, que é de cada pessoa - como no caso de deputados suecos que moram numa espécie de república tal qual a de estudantes e lavam e passam a própria roupa.
Certa vez vi uma reportagem de um jornal britânico analisando uma foto do primeiro-ministro David Cameron lavando a louça na cozinha. A reportagem não se espantava com o fato do primeiro-ministro lavar a própria louça, já que Tony Blair fazia o mesmo e Margaret Thatcher cozinhava para o marido, mas observava uma tábua de cortar carne com a expressão "calma, querida" num canto.
A própria Angela Merkel mora no mesmo apartamento de sempre com o marido e a única mudança que houve em relação ao seu tempo fora do poder é a presença de um guarda na porta do prédio. Eles compram entradas para assistir ópera com o próprio cartão de crédito e entram no teatro junto com todos, sem nenhum esquema especial.
Daí partimos para o Brasil, onde um simples governador de estado possui jatinhos, helicópteros, ajudantes de ordem e comitivas com batedores de moto que param o trânsito para que ele passe. Pessoas que vivem em palácios, como se ainda fosse alguma corte real. Empregadas, arrumadeiras, garçons, equipes de cozinheiros, serviço de quarto, motoristas, inúmeros seguranças, esquemas especiais para entrar ou sair de algum lugar.
Essa é a diferença: a normalidade do poder, a noção de que um servidor público é apenas um servidor público, seja um escriturário ou o presidente/primeiro-ministro da nação. Eles continuam sendo homens e mulheres, maridos e esposas, pagadores de impostos, trabalhadores e cidadãos.
Cidadania é isso.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O símbolo do atraso

Quando um esquerdista não quer resolver nada, geralmente cria uma comissão para estudar o assunto. Esquerdistas são tarados por comissões, já notou?
Cinquenta pessoas reunidas num auditório para decidir que vão formar uma comissão com dez que depois vai formar duas subcomissões com cinco para no final ficarem exatamente onde começaram. Sempre que numa reunião qualquer com menos de cem pessoas alguém propõe criar uma comissão eu me pergunto: mas isso aqui já não é uma comissão?
Essa tara esquerdista se explica por uma das principais características do seu modo de pensar, que é o apego a símbolos. A esquerda não cria comissões porque deseja pensar melhor sobre nada, as cria porque simplesmente não conhece forma alguma de passar do discurso à ação sem que isso envolva revoluções, paredões, expurgos e supressão de liberdades.
Na falta de uma linha de ação construtiva qualquer - já que só o que sabem defender é expropriação, taxação, divisão, luta - optam por símbolos como "o negro", "o sem terra", "a feminista", "o gay" e assim por diante. Até mesmo sua noção do que é bom é idealizada e simbólica, já que conseguem a proeza de pregar a tolerância sendo intolerantes, por exemplo.
Não há como negar que existem problemas relacionados a certas minorias no mundo de hoje - vou usar o termo "minoria" ainda que ele me incomode, já que negros são maioria na África e sofrem mais lá do que em qualquer outro continente - é fato que precisamos resolver questões como os direitos dos gays, a igualdade para as mulheres, a intolerância religiosa e social. Mas qual a melhor maneira de resolver isso?
Abrindo espaços para que o mérito e o esforço pessoal possam fazer a diferença, aceitando que as mulheres devem ter seu lugar no mercado de trabalho, combatendo focos de intolerância onde eles efetivamente estejam ou idealizando símbolos como ações afirmativas, feminismo histriônico e o ataque às crenças alheias como condição para a existência de um tal "Estado laico"?
A eleição de Obama foi comemorada como histórica por causa do simbolismo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Tirando isso, o que mais foi Obama? Eu respondo: um péssimo presidente tanto interna quanto externamente. Mas a esquerda em geral continua celebrando Obama, ainda que nem mesmo a vida dos negros daquele país tenha melhorado durante seu governo. Vê o que digo? Símbolos ao invés de ações.
O que é a imagem de revolucionário romântico criada para Che Guevara além de um símbolo que esconde um sujeito violento e sanguinário?
Por isso tanta importância ao "fiu-fiu" ou ao "beijo gay na novela" ou ao "black face" (artistas pintando o rosto de negro no teatro), porque todos estes são símbolos muito mais fáceis de serem ostentados do que realizações de fato.
Temos um conjunto de leis que, se aplicadas, já criminalizam qualquer um que bate em alguém na rua independente de sua orientação sexual. Não precisamos de uma lei específica para saber que um casal se estapear dentro de casa é errado. Não é removendo um crucifixo de uma repartição pública que ela será mais ou menos eficiente. Símbolos valem muito pouco na prática.
Mas a esquerda sabe que valem bastante para a propaganda, por isso é que conseguem enganar tanta gente por tanto tempo e só por isso é que temos que perder um pouco do nosso tempo desconstruindo esses símbolos.
Sair do imobilismo e retrocesso que a esquerda representa depende dessa ação.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Pedala, Dilma

Um governo que vai bem, que está dentro da normalidade, não precisa fazer o menor esforço para mostrar para o público que vai bem e está dentro da normalidade.
A princípio tal afirmação pode soar redundante - e não deixa de ser - mas serve para identificar muitas situações onde as aparências enganam.
Ninguém precisa mergulhar no mar de Fernando de Noronha para provar que a água não está contaminada por resíduos químicos ou coliformes fecais. Mas outro dia um secretário de governo do Rio de Janeiro precisou mergulhar na Baía de Guanabara - escolheu um local onde a influência do oceano na maré cheia dissipa a poluição mais facilmente - para tentar mostrar o contrário do que todo mundo sabe: que a Baía é um imenso penico.
Filmes mostram como a corte de Luís XVI organizava festas intermináveis enquanto a plebe se preparava para cortar-lhes as cabeças, o presidente russo Vladimir Putin caça, monta a cavalo e nada no gelo enquanto a economia do seu país afunda, Saddam Hussein realizava desfiles militares para mostrar seu "poderio" meses antes de ser defenestrado e enforcado.
Mas não precisamos ir tão longe no tempo ou no mapa mundi. No início da década de 1990, Fernando Collor andava de jet-ski e realizava corridas matinais testemunhadas pela imprensa para mostrar o vigor do seu governo. Acabou sofrendo impeachment e saindo do Palácio do Planalto debaixo de vaias.
Por que relembro isso tudo? Porque de uns tempos para cá uma certa governante de um certo país em crise resolveu mandar beijinhos para a imprensa e realizar passeios de bicicleta devidamente fotografados, num esforço para mostrar como tudo vai bem, como tudo está dentro da normalidade.
Cada vez que Dilma sai naquela bicicletinha cercada de seguranças ela mostra, ao contrário do que procura demonstrar, como, na verdade, está em apuros e como parece cada dia mais próxima a sua hora de cair do cavalo.
Ou da bicicleta.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O PT corre em direção ao abismo

Em 1954 o governo Vargas vivia o auge de uma crise que se arrastava. Segundo vários relatos históricos, o presidente em si estava determinado a seguir a constituição e tirar de si a fama de ditador e por isso recusou seguidos conselhos para decretar estado de sítio.
A princípio o próprio Vargas não tomou conscientemente o rumo da crise. Relatos de gente como o ex-presidente Tancredo Neves asseguram isso. Mas sobre o seu entorno - família e puxa-sacos - conta-se outra história.

Gregório Fotrunato, posto a serviço do presidente por seu irmão e metido em negócios suspeitos com seu filho, encomendou o assassinato de Carlos Lacerda, tentativa que não deu certo mas matou um oficial da aeronáutica e finalmente elevou a crise a tal ponto que Getúlio suicidou-se.
Dez anos depois o presidente João Goulart foi aconselhado a não participar de um comício na Central do Brasil - de frente para o QG do exército - e não só foi como fez um discurso provocativo. Dias depois foi aconselhado de novo a não participar de um ato dos sargentos no Automóvel Club e não só foi como fez outro discurso tão provocativo quanto o outro.
Tancredo, esse onipresente personagem da política nacional durante décadas, contou em entrevista que disse que João Goulart entraria no Automóvel Club como presidente, mas que não sairia dali como presidente. Dito e feito. Veio o golpe e 20 anos de ditadura.
Em comum ao entorno de Getúlio e ao comportamento de Jango, uma húbris assustadora. O lobo mau esperando para avançar e ao invés de se recolher em casa a Chapeuzinho vai passear no bosque. Mandar matar um jornalista que fazia oposição agressiva ao governo e desafiar generais é tudo o que não se deve fazer quando você não deseja agitação política que possa te derrubar.
Como a história se repete de tempos em tempos, vemos esse governo do PT agindo da mesma forma, só que dessa vez ambos, o ator principal - ou atores, já que Lula e Dilma ainda não se fundiram - e seu entorno agem da mesma forma. Parece que não tem ninguém para puxar o freio.
Depois de uma eleição polarizada onde a presidente usou e abusou da mentira e da calúnia contra os adversários para se eleger, a prudência recomendaria recato, conciliação e algum mea culpa. Mas, ao contrário, as hostes petistas estão cada vez mais agressivas, o governo cada vez mais determinado a seguir nos próprios erros (aparelhamento, super-Estado e triunfalismo lunático, por exemplo) e o "líder" comete erros típicos de quem está certo de que vai enganar todos o tempo todo.
O tempo do PT no poder acabou, isso está cada dia mais claro, a dúvida é como essa saída do poder se dará, e o que virá depois.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Bancada da bala?

O Brasil tem uma taxa de violência de fazer inveja ao ISIS. E é muito mais seguro caminhar em Sderot, cidade de Israel localizada a 3 quilômetros da Faixa de Gaza, do que na avenida Brasil, no Rio de Janeiro.
Enquanto isso no mesmo estado, a Alerj, assembléia legislativa local - que só é lembrada por causa dos seus escândalos e palhaçadas - aprovava uma lei do deputado Geraldo Pudim - e o nome nem é o mais ridículo nesse estafeta de Anthony Garotinho enxertado em cargos que não interessam diretamente à "família" - que promovia o "desfacamento", ou seja, a proibição do porte de armas brancas em todo o estado.
E o pior é que isso nem é o pior.
Hoje o povo é um abandonado por tudo. Só o que funciona no país é a corrupção e o recolhimento de impostos. A bandidagem toma conta das ruas e moleques de 14 anos que já são bestas-feras incorrigíveis são tratados como "crianças". Ainda assim a maior preocupação da classe política é desarmar o cidadão porque ele "pode ferir alguém numa briga".
Quer dizer, os bandidos que JÁ ESTÃO FERINDO PESSOAS não importam, o que importa mesmo é o cidadão continuar sendo ferido porque um ou outro pode não ter equilíbrio psicológico.
Daí proíbe-se o porte de armas e agora até o de facas.
Nossa, já me sinto até mais seguro por isso! Afinal, graças a um gênio como o deputado Pudim agora o marginal vai sair de casa decidido a cometer um assalto ou sequestro e desistir no meio do caminho por medo de infringir a lei do "desfacamento".
Me perguntaram como um chef de cozinha vai andar por aí ou se um vendedor de coco vai precisar de autorização da polícia federal para usar seu facão. Não sei, mas minha sugestão é que o vendedor quebre os cocos na cabeça dos cretinos que aprovaram uma lei estúpida dessa.
Não se discute o direito ao porte de armas de forma racional no país. As duas abordagens mais comuns são a emocional - "isso aqui vai virar o Iraque!", como se já não fosse - e a reativa - "vamos proibir tudo", como se criminosos de repente fossem passar a respeitar alguma lei. Quer algo mais cretino do que o termo "bancada da bala"?
Ora, se os parlamentares que defendem que o cidadão possa se defender fazem parte da "bancada da bala", os que acham normal que apenas bandidos andem armados são o quê? A "bancada do PCC ou do comando vermelho"? A "bancada dos marginais"?
"Bancada da bala" é aquela que defende o seu direito de não ficar por aí só levando bala de bandido, mas de meter bala nele também.
Por isso a equação é simples: bancada da bala = a favor do seu direito de se defender = contra bandidos = legal, gente fina, bacana.
Bancada da bala neles.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Esse tipo de "pensamento" é mais ou menos como um patê de bosta de vaca: o cheiro é ruim, o gosto ruim e não presta pra nada.
Isso que dá a mãe beber agrotóxico na gravidez, ser criado dentro de uma antena de celular ou ouvir discursos do Lula e da Dilma em excesso.

A esquerda brasileira é uma bad trip

Enquanto decide se prefere esperar para pedir o impeachment, depois de afirmar que pediria e antes de dizer que não quer mais, anuncia-se que o PSDB - essa oposição que todo governo sonha em ter - é a favor da redução da maioridade, mas "só para crimes hediondos", ou seja, esfaquear alguém para roubar uma bicicleta continuará sendo legal e batuta caso o marginal tenha menos de 18 anos.
O que ocorre hoje é que um galalau de quase 1,80 ataca um senhor na rua, agride, rouba e dali a no máximo três anos - e raramente chega a isso porque as tias do juizado o "desinternam" antes - está solto por aí que nem o Lula, com ficha limpa e tudo.
Quem é contrário à redução da maioridade diz que isso "não vai resolver o problema da segurança", como se alguma ação sozinha fosse fazer isso. Reduzir a maioridade é apenas uma dessas medidas, além do que os atingidos por tal medida não merecem complacência, mas punição. É castigo.
Garanto que um jovem que estude, faça estágio, tenha amigos, namore e viva uma vida normal não será preso mesmo se a maioridade penal for de 10 anos. Só os bandidos perderão.
Mas o PSDB é aquele garoto da escola que adoraria andar com a turma que considera popular mas não consegue, daí passa a vida bajulando a esquerda na esperança de ser aceito. Por isso declara-se a favor da redução - já que precisa agradar o eleitorado que tem - pero no mucho - porque tem pavor de ser associado à "direita". Desta os tucanos querem apenas os votos.
Bem, eu seria a favor da redução da maioridade apenas para crimes hediondos se esfaquear alguém pra roubar um celular passasse a ser considerado crime hediondo. Espancar velhinhas na fila do INSS também e por aí vai, entre outras "artes" que os "meninos" cometem.
Mas a desonestidade da esquerda - a real e a wannabe - é tanta que eles não querem nem que o povo que serve para eleger um furúnculo como Dilma Rousseff para a presidência possa decidir sobre a redução da maioridade num plebiscito. Todos sentem medo do que pode vir por aí.
E a coisa chega finalmente ao nível Brasil de bizarrice quando sabemos que os vagabundos profissionais escalados para tumultuar uma sessão da comissão especial sobre a redução da maioridade cometeram furtos dentro do Congresso.
Tudo bem que não há incoerência ou surpresa alguma em defensores de bandidos praticarem crimes, mas nem um texto de jornalismo gonzo escrito sob o efeito de drogas psicodélicas poderia imaginar tamanha rapioca.
Se bem de que gente defendendo que assassinos, estupradores e psicopatas sejam tratados como "crianças e adolescentes vítimas da sociedade" também é algo que só uma mente entupida de alucinógenos até a tampa pode aceitar.
A esquerda brasileira é uma bad trip.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O desespero do PT

O PT, apesar do nome, nunca foi realmente um partido. Até aí tudo bem, porque também nunca foi "dos trabalhadores". Mas adiante.
Antes o PT era uma frente de esquerda que abrigava desde os lunáticos que foram para o PSOL até os lobotomizados do PSTU. Depois virou um condomínio de espertos com o objetivo de chegar ao poder e, uma vez lá, tornou-se uma sofisticada organização operando em dois sentidos: ocupar e pilhar o Estado.
Com as denúncias do mensalão e agora do petrolão, vemos que a organização pode ser também uma organização criminosa que não mede esforços para manter poder e impunidade. A violência de seus militantes a soldo, leões de chácara contratados e todo tipo de parasita que orbita em torno do partido é apenas a face mais chocante e revoltante deste caráter deletério do suposto partido à democracia brasileira.
Goste-se e concorde-se ou não com o senhor Marcelo Reis, principal figura do grupo Revoltados On Line - e eu particularmente discordo de muita coisa, desde alguns métodos até a sua abordagem da luta contra o lulopetismo - o fato é que ainda vivemos num país livre e como tal as ruas estão franqueadas a qualquer cidadão desde que respeitadas as leis.
Marcelo se hospedou em Salvador num hotel onde estão delegados do 5º Congresso Nacional da seita petista e circulou pelas dependências do estabelecimento com uma camisa defendendo o impeachment de Dilma Rousseff.
Concordo com você que acha que esse tipo de provocação é dispensável, mas tenho a certeza de que achar dispensável e manifestar-se contra é o único caminho possível para um cidadão que não quer cair na marginalidade. Ameaçar e tomar a iniciativa de agredir alguém por conta disso te faz agir como bandido.
E foi como braço truculento da bandidagem que petistas presentes no local agiram, atirando objetos e finalmente agredindo seriamente o "revoltado".
Os antigos "donos da rua" estão desorientados porque agora existe alguém do outro lado da praça. Não importa se os milhões de março ou 100, 50, que aparecem para demonstrar repúdio ao partido na porta de cada um dos seus eventos, mas o fato é que em todo o país as pessoas se encheram do fascismo, da corrupção, da truculência e do cinismo exercidos em nome de virtudes que não existem.
A coisa é tão séria que o ator e petista Sérgio Mamberti chegou a pedir que os black blocs fossem de novo para a rua "expulsar essa gente que tomou conta da Paulista". E o que o artista em seu ocaso verbalizou é somente a essência da ação de MST, CUT, UNE e demais braços do lulopetismo na vida política do país, no Congresso e agora nas ruas: berraria, agressões, violência.
Nas redes sociais os blogs financiados com dinheiro sujo e "jornalistas" que dependem de patrocínio do suposto partido incitam esse tipo de clima, com ofensas e baixarias contra adversários do PT.
O resultado está aí, a Venezuela batendo à nossa porta. Um governo fraco, caótico, a economia desmoronando, a violência urbana assustando a todos, a corrupção corroendo cada espaço da administração pública e um partido dividido entre uma incompetente, mentirosa e incapaz e um tiranete cretino, camelô de empreiteira.
Concorde-se ou não com o senhor Marcelo Reis, essas agressões que ele sofreu foram um tapa na cara do país que presta e que ainda não se vendeu ao lulopetismo, foram um aviso do PT ao "resto": ajoelhem-se ou então vamos fazer vocês se ajoelharem na porrada.
Está feito o desafio.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A reação do eleitor

O deputado BBB Jean Wyllys fez uma grave denúncia em sua conta no Twitter: "fundamentalistas" rezaram no plenário da Câmara dos deputados. Isso mesmo, rezaram, veja que coisa terrível.
Por onde começar? Sinceramente, a vontade é de começar pelo aeroporto e deixar essa jaula de javalis com diarreia mental para trás.
Porque imagine ter que conviver pacificamente com a existência de um PSOL ou de uma Maria do Rosário? Quer dizer então que pode roubar tudo, comprar e vender votos, saquear a Petrobras, cometer estelionato eleitoral, mas REZAR não pode porque aí o PSOL e os defensores da "tolerância" se incomodam?
Se tivessem feito beijaço gay e debochado da crucificação ainda vá lá, mas ISSO, isso não!
E reclamam do "perfil conservador do Congresso", ora bolas, o perfil do Congresso é o de quem o coloca lá e quanto mais forçarem a mão de um lado, mais o eleitor vai forçar do outro. Ação e reação.
Vocês acham esse Congresso conservador? Esperem 2018 pra ver então. Vai ser nível audiência do Cidade Alerta.
A minoria não pode e nem deve ser esmagada pela maioria, mas não pode e nem deve querer se impor a esta no berro.
E quando o Congresso estiver cheio de ex-delegados e coronéis, apresentadores de programas policiais e políticos cada vez mais conservadores, lembrem-se apenas de uma coisa: foram vocês, "progressistas" com odor de fascistas, que os colocaram ali.
O eleitor apenas reagiu.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Vai ter lei da empregada doméstica sim, acabou a escravidão, é a lei áurea da Dilmãe. Ué, cadê a renda que tava aqui?
Só sendo muito pateta (pra ser legal e não chamar de coisa pior) pra não saber que mais regulação e taxação estatal geraria diminuição do rendimento e desemprego.
Mas tudo bem, agora a classe média se quiser ter empregada vai ter que pagar trocentos impostos ou então a madame que lave a própria louça e mande a empregada embora.
Qualquer coisa quando a empregada estiver desempregada sem ter como se sustentar - conselho da "Socialista Morena", não tem como pagar, manda pra rua - a Dilma diz que foi o gato ou o cachorro que comeu aquele emprego que sumiu.
Esses poodles e angorás de dondoca. Tudo culpa deles.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O feminismo real e o imaginário

Observe o feminismo atualmente e me diga se tal gaiola de loucas é uma luta por direitos, igualdade, tolerância ou simplesmente uma terapia de grupo para histéricas, despeitadas, mal-amadas, psicopatas, delinquentes e rebeldes sem causa - clinicamente compensadas ou não - em geral?
Logo vai aparecer alguém e dizer "não generalize!", o que é uma outra forma de opinar sem dizer nada, mas generalizo sim, generalizo com gosto. E já explico. Vejamos:
Maria, 26 anos, acorda de manhã, dá café para o filho ou para a filha ou para o gato, tanto faz, se veste, toma uma condução, trabalha, resolve problemas, se estressa, paga seu próprio aluguel pelo internet banking, resolve matar aula na pós e dar uma passadinha no shopping, toma uma cerveja, liga pro namorado e combina com ele de se verem no sábado quando ela voltar da praia com as amigas, volta pra casa e vai dormir depois de assistir um pornô softcore no Multishow ou hardcore no XVideos ou "Alice no País das Maravilhas" no Telecine Cult.
Joana, 22 anos, acorda mais ou menos 11:00 da manhã, vai na cozinha e descobre que a mãe deixou um pão com manteiga pra ela comer, se veste, pega a mochila, toma uma condução e observa o macho opressor olhando com cara de lobo estuprador. Chega na facul e ao invés de ir pra aula vai fumar um com as amigas anarcas na sala do DCE, volta a tempo de bater um rango no bandejão e fazer uma panfletagem contra o patriarcado.
Umas duas da tarde briga com uma companheira de luta sobre quem compreende melhor a opressão sobre uma negra feminista ou uma lésbica feminista ou uma vegetariana feminista. Não resolvem nada e saem dali para colar cartazes promovendo seu evento "racha macho" no dia seguinte. Fumam mais um e saem da facul para uma manifestação contra o corte de verbas na educação onde exigem que o Estado DÊ mais dinheiro por um lado e jogam pedras na polícia berrando até mostrar a úvula contra o mesmo Estado opressor do outro.
Chegando em casa bate boca com a mãe porque ela é uma oprimida frouxa e frígida que não sabe lutar e por isso não exige do pai ausente o dinheiro do aluguel.
Maria, trabalha, estuda, trepa, paga suas próprias contas, vive sua vida.
Joana, finge que estuda, se droga, briga com o mundo à sua volta fingindo que seu ódio contra tudo é um movimento a favor de algo, toma conta da vida dos outros e não produz nada além de pichações como "vamu cortar pau" na parede e decibéis com seus berros.
Agora responda rapidamente: quem contribui mais para a emancipação, os direitos e o respeito às mulheres na sociedade? Maria ou Joana?
Dica: a pergunta é retórica.

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Não tá fácil conviver com tanto machismo, colegxs, pena que manequim de loja não tem pinto, senão castraria ele. E chega de fiu-fiu, amig@s, "sejem menas".

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Campo de concentração federal

O pró-reitor substituto da Universidade Federal de Santa Maria, Herr José Fernando Schlosser, enviou um memorando aos responsáveis pelos programas de pós-graduação cobrando o envio de uma relação de alunos e professores israelenses presentes na instituição.
Atendendo a uma solicitação do SEDUFS, ASSUFSM, DCE e Comitê de solidariedade ao povo palestino, Herr Schlosser determinou que no Brasil, em pleno 2015, judeus fossem identificados e listados, não para uma celebração do Rosh Hashanah, do Yom Kippur ou do Purim, mas para que sejam expostos à ira santa dos "progressistas".
A universidade emitiu uma nota justificando tal ato baseado na "lei de acesso à informação", logo num país onde o governo doa dinheiro do pagador de impostos para ditaduras companheiras e alega "sigilo" ou que os gastos da amiga íntima do Lula com o cartão corporativo da presidência são considerados "segurança nacional", mas isso nem é o pior.
O principal é o seguinte: sindicatos coalhados de parasitas e estudantes profissionais aparelhados precisam deste tipo de informação PRA QUÊ? Por acaso a UFSM vai começar a exigir que israelenses usem estrelas amarelas na roupa?
A defesa da Palestina - e nem vou entrar no mérito de não existir povo palestino propriamente dito, já que são todos árabes - hoje é o bunker ideal para antissemitas e esquerdistas de fanfarra em geral. Nem preciso dizer que seu ideólogo mais famoso era um judeu que tinha ódio da própria gente porque gastava mais do que podia (isso deve estar no DNA do esquerdopata).
E a universidade pública brasileira hoje virou cafua desse tipo de gente, verdadeiro galinheiro cheio de marxistas farofeiros e psicopatas ideológicos, com produção acadêmica de qualidade duvidosa e um fim em si mesmo. Para se ter uma idéia, Israel com OITO universidades tem produção científica mais abundante e relevante do que os SESSENTA E QUATRO chavascais federais do Brasil.
E chegamos num tal nível de degradação que este bando que sequestrou o ensino superior acha perfeitamente normal CADASTRAR e FAZER LISTAS de judeus.
Agora imagine se algum professor pede uma lista de auto-declarados gays ou cotistas raciais. A OAB já estaria com seus advogados-de-porta-de-polêmica fazendo um escarcéu.
A UFSM tem apenas uma solução para lidar com esse absurdo: afastar todos os cretinos envolvidos imediatamente ou então mandar logo cercar um pedaço do campus com arame farpado e "reservá-lo" para "alunos e professores oriundos de Israel".
Defensores de ocasião de terroristas, genocidas, assassinos, mutiladores genitais, pedófilos, polígamos e qualquer outra coisa desde que seja anti-Israel e anti-EUA certamente vão aprovar.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Grande diferença


A diferença mais notável entre nazistas e comunistas é que os nazistas possuíam um estilista com mais bom gosto além de cuidar da higiene pessoal

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Pronto, não basta dizer com o que você pode se indignar, contra o que pode protestar e quando e onde deve bater panela, agora os progressistas-da-diversidade-da-tolerância-e-do-bem também vão virar síndicos do boicote alheio.
Antes de boicotar alguém, algo ou alguma marca, primeiro consulte com eles se o seu boicote consta na lista pré-aprovada de boicotes aprovados pelo comissariado da planificação humanizadora coletiva da sociedade , caso contrário cale a boca e compre o produto mesmo se não quiser (ou se for homem e a empresa boicotada for uma loja de calcinhas, porque ainda por cima você estaria sendo misógino e homofóbico).

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dilma e a maioridade eleitoral

Vários jornais noticiaram que Dilma pediu uma "mobilização" contra a redução da maioridade penal. Ao ler isso imediatamente pensei "aumentaram as chances da redução ser aprovada".
Dilma Rousseff parece não cair na real que hoje apenas 10% do país a suporta. Continua a viver num mundo imaginário onde é a "Mãe do PAC", a "gerentona" e onde o assistencialismo e a pilhagem dos cofres públicos garantiam altas taxas de aprovação para seu arremedo de governo.
Eu quase fico tentado a passar a ser contra o seu impeachment. Pelo menos agora. E já explico.
Nos livros e filmes o diabo cobra caro seus favores. Em 2014 Dilma prometeu e fez o diabo para conseguir este segundo mandato. Permitiu que mentissem, difamassem e caluniassem em seu nome. Maquiou contas públicas, deu pedaladas fiscais e quebrou o país com a gastança para seguir sentada no trono (leia aqui trono com duplo sentido, dada a qualidade da sua administração).
Hoje o diabo apresenta a fatura. Dilma não pode sair às ruas, não pode visitar parentes, não pode ir num evento público, não pode falar na TV. Basta sua carranca aparecer que logo surgem vaias e panelaços. Basta apoiar alguma coisa, que aquilo passa a ter chance de não ter sucesso. Dilma hoje é a cara feia do fracasso emaciado por emagrecedores.
A economia ainda vai demorar muito para melhorar, os escândalos estão só começando, as prisões ainda possuem muitas vagas para companheiros que estão soltos por aí quando não deveriam estar.
Se cair hoje, Dilma passará ao país a ilusão de que o perigo do flagelo petista passou. Se demorar mais um pouco levará o partido e seu criador junto com ela.
Não defendo a famigerada "teoria do sangramento" que livrou Lula de um chute no traseiro na época do mensalão. Os tempos são outros e não haverá febre de consumo para tirar a popularidade do governo do charco. É crise econômica e crise política demais para se dissipar assim tão rápido e, pelo menos dessa vez, dizer que não sabia de nada não será o bastante.
Ao fingir que ainda governa Dilma mostra que não percebeu que o governo dela acabou e que ela própria é um zumbi político mal-cheiroso que vai passar quatro anos arrastando correntes por aí.
O papel da oposição e do Brasil que presta é não diminuir a pressão nem um segundo. Dilma deve viver o inferno da crise todo dia, sem trégua, deve viver aquele clima que seu bando travestido de partido trouxe para o país na campanha de 2014 até que, daqui a um ou dois anos, sofra o merecido impeachment, mas não sem antes amargar o inferno para onde ELA e seu partido tragaram o país.
Se a ex-terrorista incompetente e cercada de corruptos cair hoje, a culpa pelo período de vacas magras que está apenas começando recairá sobre os ombros de quem entrar no seu lugar. E em 2018 corremos o risco do pai de todas as desgraças políticas brasileiras retornar como "salvador da pátria", logo ele, que é o destruidor da pátria.
Dilma não merece terminar os seus quatro anos mandato, ela merece a infâmia de descer aquela rampa posta dali para fora pelo Congresso.
Mas antes disso ela merece sofrer no poder que tanto quis, que "fez o diabo" para conseguir. Vamos dar ao PT o que é do PT e só depois enterrá-lo no aterro sanitário da história, que é seu merecido lugar.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Boicote ao Boticário

Continuarei boicotando o Boticário como sempre fiz, ou seja, não comprando nenhum produto deles que não me agrada.
Tirando isso, se gostar do produto - deles e de qualquer outra empresa - eu compro, estou pouco me lixando para a posição política da empresa. Agora, sigo CONTRA chamar união gay de casamento.
Mas sou a favor de que tenham todos os direitos relativos ao casamento, inclusive o de exigir pensão e metade dos bens em caso de separação.

O futebol é mesmo a cara do Brasil

Del Nero fugiu às pressas da Suíça com medo de ser preso. Declarou, entretanto, que veio ao Brasil "esclarecer" o escândalo da FIFA. Ao chegar, disse que não sabia de nada. Esse foi o esclarecimento.
Ricardo Teixeira tem tanta certeza da própria inocência que já colocou até sua mansão em Miami para vender. Sabe como é, nos EUA o sujeito não é "suposto" corrupto até que se ache um vídeo dele nadando numa piscina de dólares com um carimbo "roubado" em cada nota.
O futebol realmente é a cara do Brasil. O Brasil é realmente o país do futebol.
E o futebol, assim como o país, precisa ser menos Brasil, senão vai ser toda hora um 7x1.
Achei sensacional a ameaça da UEFA de sair do circo. Tudo bem que, ao menos aparentemente, era só ameaça, mas pense que legal: FIFA e CBF adoram lembrar a todos que são entidades privadas, no entanto comandam com mão de ferro - e sem concorrência - suas atividades.
Imagina se amanhã a UEFA se retira e, ao invés de Alemanha, Itália, Espanha, França, Inglaterra, a FIFA tem que fazer copa com Tuvalu, Qatar e Vanuatu?
O poder da FIFA, assim como o da CBF, se baseia em puro consenso. Sem aqueles que lhes conferem legitimidade, estas não passam de balcões de negócios e negociatas.
É preciso dizer chega ao consenso. Em nível mundial liderados pela UEFA e em nível nacional pelos grandes clubes, essa é uma boa hora para que todos abandonem esses tanques de piranhas. Deixem o Blatter e o Del Nero com a brocha na mão.
Criem tudo novo, sem vícios. A FIFA, assim como a CBF, é um lixo, acabou, não tem mais moral nem pra abrir uma barraca de camelô.
Sem as principais seleções, o valor da FIFA é menor do que a tintura acaju que os seus diretores passam no cabelo. Sem os clubes, sem jogadores que atendam suas convocações, a CBF é só um saco de gatos gordos.
Vão vender o quê? O clássico Honduras x Fiji? O topete do Ricardo Teixeira?
Pena que essa pode ser uma oportunidade perdida, afinal, cada cartola parece só querer mesmo é tomar o lugar do cretino que vinha antes dele.
De novo: o futebol é mesmo a cara do Brasil. E vice-versa.
P.S.: Enquanto escrevia isso Joseph Blatter renunciou. É grande o risco de que alguma mosca nova entre em seu lugar.