quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dilma e a maioridade eleitoral

Vários jornais noticiaram que Dilma pediu uma "mobilização" contra a redução da maioridade penal. Ao ler isso imediatamente pensei "aumentaram as chances da redução ser aprovada".
Dilma Rousseff parece não cair na real que hoje apenas 10% do país a suporta. Continua a viver num mundo imaginário onde é a "Mãe do PAC", a "gerentona" e onde o assistencialismo e a pilhagem dos cofres públicos garantiam altas taxas de aprovação para seu arremedo de governo.
Eu quase fico tentado a passar a ser contra o seu impeachment. Pelo menos agora. E já explico.
Nos livros e filmes o diabo cobra caro seus favores. Em 2014 Dilma prometeu e fez o diabo para conseguir este segundo mandato. Permitiu que mentissem, difamassem e caluniassem em seu nome. Maquiou contas públicas, deu pedaladas fiscais e quebrou o país com a gastança para seguir sentada no trono (leia aqui trono com duplo sentido, dada a qualidade da sua administração).
Hoje o diabo apresenta a fatura. Dilma não pode sair às ruas, não pode visitar parentes, não pode ir num evento público, não pode falar na TV. Basta sua carranca aparecer que logo surgem vaias e panelaços. Basta apoiar alguma coisa, que aquilo passa a ter chance de não ter sucesso. Dilma hoje é a cara feia do fracasso emaciado por emagrecedores.
A economia ainda vai demorar muito para melhorar, os escândalos estão só começando, as prisões ainda possuem muitas vagas para companheiros que estão soltos por aí quando não deveriam estar.
Se cair hoje, Dilma passará ao país a ilusão de que o perigo do flagelo petista passou. Se demorar mais um pouco levará o partido e seu criador junto com ela.
Não defendo a famigerada "teoria do sangramento" que livrou Lula de um chute no traseiro na época do mensalão. Os tempos são outros e não haverá febre de consumo para tirar a popularidade do governo do charco. É crise econômica e crise política demais para se dissipar assim tão rápido e, pelo menos dessa vez, dizer que não sabia de nada não será o bastante.
Ao fingir que ainda governa Dilma mostra que não percebeu que o governo dela acabou e que ela própria é um zumbi político mal-cheiroso que vai passar quatro anos arrastando correntes por aí.
O papel da oposição e do Brasil que presta é não diminuir a pressão nem um segundo. Dilma deve viver o inferno da crise todo dia, sem trégua, deve viver aquele clima que seu bando travestido de partido trouxe para o país na campanha de 2014 até que, daqui a um ou dois anos, sofra o merecido impeachment, mas não sem antes amargar o inferno para onde ELA e seu partido tragaram o país.
Se a ex-terrorista incompetente e cercada de corruptos cair hoje, a culpa pelo período de vacas magras que está apenas começando recairá sobre os ombros de quem entrar no seu lugar. E em 2018 corremos o risco do pai de todas as desgraças políticas brasileiras retornar como "salvador da pátria", logo ele, que é o destruidor da pátria.
Dilma não merece terminar os seus quatro anos mandato, ela merece a infâmia de descer aquela rampa posta dali para fora pelo Congresso.
Mas antes disso ela merece sofrer no poder que tanto quis, que "fez o diabo" para conseguir. Vamos dar ao PT o que é do PT e só depois enterrá-lo no aterro sanitário da história, que é seu merecido lugar.
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