quinta-feira, 30 de julho de 2015

O curioso caso de um casal negro que se ofendeu por ser descrito como um casal negro


A revista Marie Claire noticiou a polêmica envolvendo uma garçonete e um casal de clientes de um restaurante de St. Louis, nos Estados Unidos, que ficaram ofendidos pela atendente ter se referido a eles como "casal de negros" na nota de serviço.

Entre outras coisas a cliente se disse chocada, ofendida, traumatizada, arrasada e diminuída porque, em pleno ano de 2015, esse tipo de coisa ainda acontece.

Precisei reler umas duas vezes a história para entender qual era o grande absurdo que "ainda acontece em 2015". Seria a existência de negros? Que estes frequentem restaurantes? Que sejam servidos por garçonetes brancas (suponho que a moça fosse da cor "errada" para ter causado tanta confusão)?

Não, o absurdo foi um casal de negros ser descrito como, pasme, um casal de negros.
O recibo que oprimiu tanto a cliente não trazia escrito algo como "casal de crioulos" ou "casal de negros indesejáveis", mas "casal de negros", já que a garçonete disse ter dificuldades para decorar os números das mesas e por isso descreveu os clientes.

Se fossem asiáticos seriam asiáticos, se estivessem fantasiados de índios seria um casal fantasiado de índio, se usassem estrelas do PT os clientes teriam que esconder as jóias e carteiras, mas era um casal de negros e assim foram descritos.

Pois a garçonete foi sumariamente demitida pelo dono do restaurante que declarou estar "muito triste com essa situação toda", "sem palavras" e "sem nem consiguir mais dormir direito".

No seu lugar eu diria:

- Olha, tenho uma notícia para contar pra vocês, estão preparados? Então lá vai: vocês são negros. Mas se acham a cor da sua pele uma ofensa, então desculpem a minha funcionária por usar corretamente o próprio idioma e chamar negro de negro e não de verde.

Ainda poderia dizer muito mais sobre isso, mas não seria nada muito diferente do que já disse tantas outras vezes: que o coitadismo, a indústria do ofendido e o politicamente correto estão transformando as pessoas em tarados sociais, em histéricos suscetíveis.

É tudo tão chato e repetitivo que nem dá vontade de contestar, porque você acaba falando as mesmas coisas óbvias e usando os mesmos argumentos que qualquer pessoa com um cérebro não dilapidado pelo progressismo farofeiro compreende, mas aí, se você os deixa falando sozinhos, eles vencem e mais dia, menos dia, ainda será ofensivo até dar bom dia ou deixar de dar.

terça-feira, 28 de julho de 2015

As universidades não formam mais acadêmicos, mas ativistas


Um excelente artigo publicado no site Spotniks diz que as universidades não estão mais formando acadêmicos, mas ativistas. O texto menciona os livros que são recomendados para leitura extraclasse de universitários americanos, que cada vez mais substituem os clássicos por livros de "escolha" dos acadêmicos, em temas como ativismo social, racismo, imigração, entre outros.

E se é assim nos Estados Unidos, imagine no Brasil, onde, dependendo do curso frequentado, as matérias são basicamente "marxismo I, II, II", "marxismo aplicado à questão do campo", "marxismo das cidades", "marxismo de gênero", "comunismo jedi" e por aí vai?

Talvez mais grave do que o conteúdo, é essa ilusão de que tais temas são "escolha" dos alunos. Será mesmo que isso é uma "escolha"? Porque tal coisa pressupõe analisar alguns lados, ponderar e aí sim escolher o que mais interessa. Como alguém pode realmente "escolher" algo no atual ambiente universitário?

Como disse William F. Buckley Jr., citado recentemente pelo grande Alexandre Borges, "esquerdistas alegam querer conhecer visões diferentes, mas depois ficam chocados e ofendidos quando descobrem que existem visões diferentes". É justamente isso que acontece nas universidades brasileiras, onde o que menos existe é respeito por visões diferentes de mundo.

Qualquer afirmação ou mesmo pergunta que questione os preceitos da esquerda é tratada com espanto, como coisa de gente ignorante que precisa estudar mais.

O indivíduo chega e metodicamente é enquadrado na cartilha do pensamento único. Sei disso porque presenciei essas metamorfoses algumas vezes. O aluno entra cheio de idéias indesejáveis, falando de livre mercado, defendendo algum tipo de conservadorismo social ou não tratando privatizações como se fosse um palavrão, por exemplo, e pouco a pouco é "liberado de suas reproduções de ideologia burguesa".

Eles começam sendo ignorados, depois são chamados para uma "conversa" pelos alunos veteranos, em seguida sofrem deboches e desqualificações e finalmente são agredidos verbal e até fisicamente, sendo mal vistos. Geralmente o sujeito entra na linha na primeira ou na segunda etapa, muito porque vê o que acontece com aqueles que teimam e sofrem a terceira e a quarta.

Assim gente que passa para uma universidade interessado em estudar Mises, aprender sobre Thatcher ou ostentando alguma posição contrária às militâncias gay, racialista, feminista, etc., em breve estará defendendo cotas, colocando fotos de arco-íris nas redes sociais ou falando em "opressores e oprimidos". O que diferencia é o grau, uns mais timidamente, outros deixando logo crescer os cabelos no sovaco ou a barba mal lavada, ocupando reitorias e berrando contra o sistema.

Claro que tal fato poderia se dar devido à um convencimento natural de uma ética superior, ainda mais porque universidades supostamente fazem a pessoa evoluir intelectualmente, rever conceitos, enxergar de forma diferente o mundo à sua volta.

Mas o que levanta justas suspeitas de que nada disso ocorre, mas mera doutrinação ideológica é um fato simples: todas, literalmente todas as mudanças ocorrem numa única direção: à esquerda.

Você não vê um babaquara do PSOL juvenil entrar numa federal e sair dali acreditando nos benefícios da meritocracia, mas é comum um sujeito criado brincando no play do condomínio virar um Che Guevara de tênis da Vans no máximo até o quarto período da faculdade. 

E quase todos saem dali não acadêmicos, mas ativistas, que vão formar novos ativistas e assim alimentar a linha de montagem de repetidores de discurso que é a esquerda.

Link do artigo: http://spotniks.com/universidades-estao-formando-ativistas-e-nao-academicos-alertam-especialistas/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O PT só é perseguido pela lei e pela justiça


Antes de mais nada me permita confessar uma coisa: pela primeira vez em muito tempo eu concordo com os petistas, realmente se o Aécio tivesse sido eleito seria muito pior. E seria pior porque esta corja que hoje se agarra como pode aos seus cargos e verbas estaria aos berros na oposição, ao invés de estar sendo desmascarada perante todo o país pela crise que construiu com esmero e pela operação lava-jato, que expõe toda a podridão das catacumbas do petismo.

Até o líder da seita, antes considerado um "Pelé das urnas", anda desmoralizado, só falando em ambientes controlados e para plateias amestradas. Já notaram como os petistas agora já se dividem em seus gritos de guerra entre "Lula 2018" e "Lula não será preso, se for incendiamos o país"? Pois é, mais uns meses e só a ala carcerária permanecerá.

A situação é tão crítica que mesmo enviando mensagens por moleques de recado da imprensa, o PT não conseguiu que seus "patos" do PSDB caíssem em mais uma esparrela de "união nacional". Tirando Geraldo Alckmin, que tem pretensões presidenciais e precisa queimar Aécio Neves, nem o ex-presidente Fernando Henrique se mostrou mais disposto a dialogar com petistas, como se algum dia petistas tivessem dialogado com alguém que não seu próprio rebanho.

Com 70%, 80%, 90%, 110% de aprovação dos seus governos embusteiros, o PT tratava a oposição e o seu eleitorado como párias que mereciam ser confinados num gueto. Eram então os "pessimistas", os "coxinhas", a "elite raivosa", a "minoria que cabia numa Kombi e devia mudar pra Miami". O diálogo do PT sempre foi um: passar com o trator em cima de quem não se curva ao partido.

Agora com 7% de aprovação, com seus líderes impedidos de sair às ruas sob risco de vaias e insultos, querem "conversar". Mas conversar com quem? Com quem vai tirar a comida da mesa do trabalhador? Com quem tem raiva de pobre? Com quem deseja entregar o país para os estrangeiros? Com quem é vira-lata? Não, podem latir sozinhos, aqui não tem conversa.

A única conversa que o Brasil que presta deve ter com o PT se resume a ouvir a confissão de seus criminosos, receber de volta o dinheiro roubado e desejar boa sorte nesse terreno desconhecido aos militantes do partido, que se chama mercado de trabalho. Pagar impostos e colaborar ao invés de sugar o país para variar será um bom começo.

Por fim, Lula disse que sua seita está sendo mais perseguida do que os judeus pelos nazistas. 

Só que os petistas não estão sendo enviados em vagões como gado para campos de extermínio, não estão sendo mortos de fome deliberadamente, não estão sendo desumanizados e dizimados simplesmente por ser quem são. A comparação é ofensiva até mesmo quando feita por um boquirroto mal educado e grosseiro.

Como se os judeus tivessem sido eleitos para o governo da Alemanha contando mentiras e difamando adversários, tivessem aparelhado o Estado e assaltado seus cofres e nutrissem planos de hegemonia total, enquanto os nazistas trabalhavam para sustentar a farra.

Não, Lula, o PT não é perseguido por nada além da lei e da justiça. Andasse de acordo com ambas e não haveria "perseguição" alguma. Agora acertem as contas com o país e paguem o que devem.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

(Clique na imagem para ampliá-la)


O PT, que mentiu, caluniou e difamou o quanto pode o PSDB durante a eleição de 2014 agora quer "diálogo". 

Colunistas chapa-branca, artistas viciados em Lei Rouanet, pelegos que "representam" trabalhadores sem nunca ter trabalhado um dia sequer nos últimos 30 anos, estudantes profissionais e toda a trupe de circo mambembe de beira de estrada que orbita em torno do PT agora resolveu se escandalizar com a "polarização" da política brasileira, com a "exacerbação" dos ânimos, com a "radicalização" do debate.

Logo a turma do "nós e eles", do "pau nos coxinhas", do "chupa elite" quer fingir que sempre teve modos dignos da Câmara dos Lordes inglesa e não do chão de botequim que sempre foi o nível do debate que travaram.

Lula, Dilma e o PT não querem "diálogo" com a oposição, querem é arrego. Querem tempo para levantar a cara da lama e poder continuar enganando os outros por mais alguns anos.

Enquanto tinham 70%, 80%, 90%, 110% de aprovação a retórica era sempre a do "muda pra Miami" ou "aceita que dói menos", agora patinando nos 7% querem "conversar"?

Qualquer político da oposição que tenha um pingo de vergonha na cara só terá um tipo de conversa com o PT: qual a forma que eles preferem desinfetar do Palácio do Planalto, se por bem - renúncia - ou por mal - impeachment. Se preferem se entregar à justiça e contar tudo ou se vão ser desmascarados pelas delações premiadas que iluminam as catacumbas do petismo.

A catacumba de um cérebro baldio do cado não é o típico petista - desses que deixam o chorume espalhado por onde passam - dizendo que "fazer um acordo com o PSDB agora é negócio para os dois partidos: elimina de vez uma ameaça PMDB e, lá na frente, a gente come (mais uma vez) o rabo dos tucanos".

O linguajar e a moral é típica dos seguidores da seita.

Catacumba de um cérebro baldio é mesmo a do governador Geraldo Alckmin e sua teoria da "policrise" e da "colaboração com Dilma".

A prosseguir com esse tipo de ação Alckmin é um polimprestável ou até mesmo um polidiota.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Macacos me mordam, mas não me operem


Você quer saber como o país chegou neste cenário? Nessa situação de "filme de terror" conforme o Financial Times descreveu o segundo mandato de Dilma Rousseff?

É simples e não precisa ser cientista político, economista, sociólogo, filósofo ou engenheiro espacial, basta ter imaginação e pensar numa sala de cirurgia onde um neurocirurgião realiza uma delicada operação.

De repente acaba o tempo que ele tinha para operar e chamam um babuíno (ou chimpanzé, você escolhe) viciado em tubaína para o seu lugar.

A cirurgia ia muito bem até ali, o foco da doença fora removido, os sinais melhoraram e faltava apenas estabilizar o paciente e fechar o acesso cirúrgico. Algo fácil, desde que você entenda de neurocirurgia, o que não era o caso do babuíno (ou chimpanzé, você escolhe).

O macaco preferiu roubar a touca de uma enfermeira, se pendurar na luz de foco da sala, jogar os instrumentos no chão, dar um show e depois ainda chamou um outro macaco (ou macaca, você escolhe) para "dar continuidade" à sua brilhante cirurgia.

Lógico que o paciente descompensou. Lógico que só podia dar em filme de terror. 

Álvaro Dias por lebre


Um dos instrumentos de fiscalização e garantia de eficiência dos mandatos eletivos mais interessantes que existe é o instituto do recall. 

Este mecanismo permite que um certo número de cidadãos formule uma petição dirigida ao ocupante de cargo eletivo que traiu sua confiança solicitando que este renuncie ao cargo para que seja substituído. Caso não haja resposta ou a resposta não seja satisfatória, é convocada uma votação onde o eleitorado votatá "sim" ou "não" pela remoção do ocupante do cargo, já escolhendo o nome de seu substituto naquele momento. Se o "sim" vencer, o escolhido toma posse para completar o restante daquele mandato.

O que ocorre hoje no Brasil é que o candidato conta as mentiras que bem entende, adota posturas que são apenas um teatro para enganar seu eleitorado, calunia adversários, difama porções da sociedade incluídas na guerra do "nós contra eles" e, uma vez eleito, faz o que quiser, contra ou a favor da vontade original de seus eleitores. A estes cabe apenas lamentar e aprender a lição para dali a quatro ou oito anos, isso quando aprendem.

Se todo poder emana do povo, o povo deve, a partir desta prerrogativa, delegar e subtrair poderes de seus governantes. Se o voto pelo menos teoricamente é, antes de qualquer coisa, um voto de confiança, nada mais natural do que o ocupante do cargo perder seu mandato no momento em que essa confiança já não mais existir.

A decadência das instituições, a crise de representatividade e a certeza da impunidade escorada na "memória fraca" do cidadão deixariam de assombrar a vida política brasileira para assombrar os maus políticos brasileiros. 

Elegemos servidores públicos e não uma nobreza iluminada que depois de apurados os votos passa a ter quatro anos para fazer com as pessoas e com o país o que bem entenderem. 

Por isso é que o recall - ou, para não desagradar quem tem alergia à língua inglesa, o referendo revogatório - é um dos itens mais urgentes para ser incluído em qualquer reforma política que pretenda ser digna deste nome. 

Se o eleito cumprir suas promessas e não começar a agir como se fosse o dono daquele mandato, partindo para alianças heterodoxas, políticas incompatíveis com o que dizia em seu discurso e práticas que façam seu eleitor ter a certeza de que é feito de palhaço, não terá o que temer. Caso contrário receberá merecidamente o bilhete azul com a frase "você está demitido".

O velho e conhecido "estelionato eleitoral" passaria a ter consequências reais. 

Pensem, por exemplo, no eleitor paranaense que votou em Álvaro Dias na eleição de 2014. Em outubro daquele ano este eleitor escolheu um candidato do PSDB que prometia oposição ao projeto petista de poder. Caso quisesse optar pelos planos do PT para o país, este eleitor teria votado no candidato ao senado do PC do B, que fazia parte da chapa da petista Gleisi Hoffmann. Mas o que o sujeito levou para casa depois da eleição?

Um Álvaro Dias que se aliou à Gleisi Hoffmann e se comportou como cheerleader - Gleisi ainda vai, mas ele? Com aqueles pompons? - da candidatura de um ex-advogado do MST indicado pelo PT para aparelhar ainda mais o Supremo Tribunal Federal. Agora especula-se até que pode deixar o PSDB e ir para o PSB.

Respondam rapidamente: será que se tivesse o risco de enfrentar um recall pela frente, o ensaboado Álvaro Dias agiria com esse desprezo pelo eleitor que agora demonstra quando sabe que ainda tem mais 8 anos de mandato?

O plebiscito revogatório é isso: a certeza de que você pode mandar o gato que se fantasiou de lebre para roubar seu voto ir afanar sardinhas em outra freguesia.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Fora Cunha, fica Dilma! Um dia na confusão mental de um blogueiro chapa branca




Na redação daquele site de notícias governista - na verdade um quartinho transformado em escritório na casa do blogueiro chapa branca - o estagiário - na verdade a esposa ou o filho ou o cachorro - chega apressado e dá a notícia ao chefe: figurão da República está acabado após graves denúncias de um delator.

- Mas o que houve?, pergunta o blogueiro.

- Não soube? Um delator da lava-jato entregou um chefe de poder, a casa caiu!

- Só pode ser o Cunha, só pode ser o Cunha!, diz o blogueiro, a saliva bovina já escorrendo pelo babador com a cara do Lula estampada.

Rapidamente abre o MacBook com um adesivo do MST e começa a digitar, nervoso, enquanto vai falando as palavras em voz alta:

- Eduardo Cunha, amigo do Aecim, é pego com a boca na botija! As provas são incontestáveis, um delator mudou o depoimento e disse que o imaculado parceiro do Gilmar embolsou dinheiro sujo do petrolão. O Príncipe da Privataria já mandou os coxinhas recolherem o pedido de impítim, porque a casa grande agora vai pegar fogo. E aí? Tá ficando bom?

- Tá muito bom, chefe, mas falta chamar o Moro de juizeco e os procuradores de fanfarrões.

- Calma, tá só no começo. - Diante de tão grave mar de lama nada mais resta ao EduCu além de renunciar à presidência da Câmara antes que seja afastado dali na marra por conta do processo, a menos que algum engavetador geral da República esteja pronto para aliviar seu lado como fizeram com o trensalão, o helicoca e os tucanalhas que o juizeco da Guantánamo do Paraná livra a cara. - Curtindo?

- Tá valendo um joinha no Facebook e tudo.

- Agora é a hora dos brasileiros irem para as ruas e para as janelas defenderem a presidenta eleita democraticamente. É panelaço contra o CuCunha, black blocs na rua e cassação nele! Depois a gente bota o Sibá na presidência da Câmara, o Requião no Senado e o Ciro Gomes na justiça pra peitar a classe média. Chora, elite branca paulista, 2018 é Lula de novo. Fora, corrupto!

- Chefe...

- Bom demais, né?

- Não, não é isso, é outra coisa, chefe.

- O que? Já defendi que ele caia, pedi panelaço, baderna e gente de confiança nos postos chave do país, o que foi? Faltou xingar o Serra?

- Não chefe, chegou a informação aqui que o figurão que entregaram é a Dilma.

- Hein?

- O tal delator, disse que a campanha da Dilma é que recebeu dinheiro sujo.

- Putz, pera aí, deixa apagar essa baboseira toda, vê se tá bom: vara da Guantánamo arma mais uma para a presidenta. Um bandido mentiroso caluniou Dilma num depoimento dirigido e sem provas com o único intuito de promover um golpe paraguaio com ajuda da mídia. Paneleiros gourmet de elite vão para a janela fazer barulho enquanto o povo de panela cheia ignora a palhaçada.

E prossegue:

- Essa elite que não dá bom dia ao porteiro e fura fila na padaria quer fazer parecer que o PT inventou a corrupção. Delação sem prova é armação para tirar o governo popular eleito democraticamente na marra. Mas não esperem que seja fácil, vai ter guerra civil! O tom tá bem sensacionalista e apelativo?

Nisso o cachorro entra e responde:

- Au, au.

terça-feira, 21 de julho de 2015

O PSOL é uma ilha de insignificância cercada de patetas por todos os lados




Estava voltando para casa de madrugada e para afastar o sono resolvi ligar o rádio do carro para escutar as notícias e o que acabei ouvindo só não piorou o meu sono por causa do medo de pesadelos.

Uma reportagem ouvia o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) - um dos que acha que afastar Dilma Rousseff é "golpismo" - dizer que defende o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da câmara. 

O que pensa ou deixa de pensar Ivan Valente é quase tão irrelevante quanto a votação da Luciana Genro. Espantoso mesmo é a importância que a imprensa em geral dá ao PSOL, um partideco sectário que inexiste de fato longe de bairros de classe média repletos de revolucionários de playground e subcelebridades engajadas.

A maior prova de que a imprensa brasileira é esquerdopata sim, cheia de viúvas da utopia socialista e do tempo em que o PT não era um ralo de dinheiro dos outros é a atenção que dá a um partido como o PSOL, que tem menos deputados que o PROS e o PSC. 

Um partido que possui quatro deputados federais tem um peso político eleitoral digno de disputar atenção com o PRTB do Levy Fidelix - a outra ponta do extremismo histriônico que se opõe ao do ex-BBB Jean Wyllys - e não mais do que isso.

Mas não. Por ser uma agremiação caricata, porém queridinha de artistas viciados em Lei Rouanet e esquerdistas caviar, dão ao PSOL uma importância que ele não tem. Convenhamos, Gregório Duvivier, Clarice Falcão ou Tico Santa Cruz podem ter a capacidade de encher a paciência de milhões, mas continuam valendo somente um voto na urna cada um.

Marcelo Freixo, o queridinho do partido, não passa de um demagogo que aplica o mesmo velho discurso - no estilo "a solução é a educação" - que o Rio de Janeiro conhece desde os tempos do brizolismo e que só trouxe desordem, caos, favelização e violência para o estado.

Luciana Genro ou Randolfe Rodrigues são apenas dois políticos folclóricos e impregnados de ideologia imprestável, mais ou menos como esses professores militantes que infestam as salas de aula do país. Caso ambos não ficassem por aí na política repetindo palavras de ordem contra o "capital financeiro", poderiam muito bem estar molestando intelectualmente jovens em alguma escola, formando mais idiotas úteis com a ajuda do método Paulo Freire.

Não fosse pelos DCEs de universidades que aparelha, por sindicatos que domina e por elites culpadas que se deixam enganar, o PSOL seria uma completa nulidade. As duas primeiras prefeituras que o partido conseguiu em sua história são o melhor exemplo disso.

Em Itaocara, interior do Rio de Janeiro, o prefeito anda pela cidade com um Fusca equipado com alto-falantes vociferando contra a câmara dos vereadores, enquanto o município vive na inércia e no caos. 

De um lado o prefeito diz que o fracasso de sua administração se deve à "perseguição contra a esquerda" e de outro, preocupado com o dano que isso poderia causar à imagem do partido, o deputado Marcelo Freixo procura Anthony Garotinho para pedir que os vereadores ligados ao ex-governador "ajudem" a situação do prefeito.

Em Macapá, o prefeito Clécio Luis foi mais esperto e fez logo uma aliança com partidos tradicionais como o PSDB, o PTB e o DEM, o que lhe valeu a raiva da militância psolista purista e lunática que, segundo palavras do próprio prefeito, querem fazer do PSOL um PSTU do B, como se já não fosse.


O resumo disso tudo é que o PSOL, a linha auxiliar do PT, é igual a Cuba: uma ilhota insignificante que só chama atenção porque é pitoresca politicamente e encanta babacões cheios de culpa e dinheiro.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Operação lei seca: uma forma falsamente bem intencionada do Estado te achacar (mais)


A cena é comum no Rio de Janeiro: no meio da noite, em pontos estratégicos da cidade, um gigantesco balão de plástico iluminado anuncia que ali se realiza mais uma blitz da operação lei seca. O objetivo teoricamente é dos mais nobres: impedir que pessoas bebam e dirijam, evitando acidentes, mas como estamos no Brasil, nem tudo o que parece, é.

O sujeito é escolhido, estaciona seu carro, ouve uma explicação do porque daquilo tudo e sopra um aparelho - o popular bafômetro - que indica a quantidade de álcool no seu sangue. Tenho críticas ao limite adotado no Brasil, mas isso não vem ao caso. Passando no teste, o policial ou agente de trânsito dá parabéns e boa noite e manda o cidadão embora, correto? Não.

Aí começa a malandragem arrecadatória estatal travestida, como sempre, de "cuidados com a sua segurança". Terminado o teste do bafômetro - em alguns casos nem esperam terminar, é tudo ao mesmo tempo - os agentes da blitz começam a consultar se o IPVA está pago, se o veículo tem multas, se passou pela vistoria anual, se o extintor de incêndio está dentro do prazo, se o estepe está calibrado, se a pintura é bonita, o estofamento é confortável, se o motorista é charmoso, etc., você já entendeu o ponto: a "operação lei seca" é, na verdade, a "operação multa e reboque", o que significa tomar mais dinheiro dos outros para enfiar no saco sem fundo do Estado.

Não vou aqui discutir filigranas do que não é minha especialidade, mas o valor do IPVA no país não é o de um mero imposto para manutenção de vias que sempre estão em péssimo estado, é um confisco. A vistoria anual nada mais é do que a criação de dificuldades para vender facilidades e a blitz da lei seca é uma farsa. Mas uma farsa bem pensada.

Afinal, quem seria contra uma ação que coíba o absurdo que é encher a cara e dirigir? Falar que é contra esse tipo de coisa é quase como dizer que apoia o vírus da dengue. Tudo é "para a sua proteção", como aqueles kits de primeiros socorros que obrigaram todos os proprietários de veículos a comprar e logo depois dispensaram a obrigatoriedade. Como os extintores de incêndio que mesmo na validade não duram nem 5 segundos e não apagam nem vela de aniversário. Mas se é "para o seu bem", quase todo mundo aceita.

Sabendo disso, o Estado se aproveita para achacar mais o pobre coitado do pagador de impostos e ao invés de de verificar se o motorista é habilitado, se o carro não é roubado, se o sujeito bebeu e mandá-lo embora, começam - sob ameaça de reboque no meio da noite, deixando o cidadão a pé - a cuidar das máquinas registradoras do governo.

Se a preocupação fosse mesmo com a segurança das pessoas, o fato de ser habilitado, não andar num carro roubado e estar sóbrio já seria o bastante. Nunca ouvi falar de ninguém que foi vítima de uma guia de IPVA não quitada ou de uma multa não paga.

Por isso é que essa operação lei seca não passa de um caça-níquel maquiado. Tanto que o governo se desespera com aplicativos que avisam aos motoristas onde está arapuca mais próxima, acusando quem foge dessas blitzes de incitar o "crime",quando na verdade tudo o que elas fazem é se proteger do maior assaltante de todos.

Não se dá golpe em quem não tem mandato

Não se dá "golpe" em quem não tem mandato. Lula hoje não é nada, no máximo é um camelô de empreiteira, logo não há golpe e nem tem como haver.
O que há é um cidadão investigado por suspeita de falcatruas o que, se for provado, retirará dele quaisquer condições legais e muito menos morais de sequer ser candidato a algum cargo eletivo, quanto mais diplomado e empossado para que, só aí, possa sofrer algum golpe.
Sei que militantes pagos ou voluntários do PT nutrem pelo Lula umafidelidade estilo goleiro Bruno e Macarrão, mas tal qual a dupla hoje engaiolada na cadeia em Minas, o máximo que poderão fazer é irem presos junto com o líder em sinal de solidariedade.
Aproveitem e tatuem nas costas a frase "Lula e Mortadela, amizade que nem mesmo a força do petrolão poderá destruir, amor verdadeiro como uma prestação de contas do Vaccari".

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Alfajor com recheio de lorota


O sempre atuante deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questionou na CPI da Petrobras o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, sobre dois encontros fora da agenda que teve com o procurador geral da República, Rodrigo Janot, em Buenos Aires e com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski junto com Dilma Rousseff, na cidade do Porto, em Portugal.

O encontro com Janot, ainda que importante, nem de longe desperta a mesma surpresa da reunião em Portugal, quando dois chefes de poder - Dilma e Lewandowski - que trabalham a 500 metros um do outro em Brasília resolveram se encontrar a 7.500 quilômetros dali, às escondidas, justamente na hora em que a operação lava-jato bate às portas do Planalto.

Conta a sabedoria popular que o mentiroso sempre dá muitos detalhes. Quanto mais detalhes, maior a mentira. A verdade é reta, explícita, não precisa de enfeites que a reforcem. Já a mentira precisa de minúcias que excitem a imaginação e transformem o inexistente em algo plausível.

Se foi o caso da resposta de Cardozo para a pergunta do deputado Onyx não posso afirmar, mas vejamos: Cardozo disse que estava em Buenos Aires, tomando café na Galeria Pacífico, comprando alfajores e encontrou Janot. Ambos conversaram, Janot convidou-o para um jantar em Puerto Madero, o que ele primeiro recusou para não invadir a intimidade do procurador, mas depois concordou.

Foram levados ao local por um taxista chamado Rafael, que presta serviços a Janot há mais de 20 anos e ali jantaram, mostrando até uma foto que foi sacada pelo ministro de uma pasta, como que para provar que não tinha nada demais, já que até o taxista Rafael - que o ministro fez questão de afirmar não ser um agente da CIA - aparecia. Só faltou dizer o sabor do alfajor.

Tudo coincidência, tudo acidental, nada demais, apenas conversaram amenidades enquanto saboreavam, quem sabe, um bife de chorizo.

Sobre o encontro de Dilma com Lewandowski em Portugal? Ah, foi a mesma coisa. Tudo coincidência, tudo acidental, nada demais. E mais não disse.

Então um ministro do STF que só faltou subir no lustre do plenário para aliviar o lado dos petistas pegos no caso do mensalão se encontra com a presidente que já, já estará encrencada em uma investigação parecida, mas muito pior, no exterior e nem tocaram no assunto? Só falaram sobre os salários dos servidores do judiciário? Lewandowski estava em Coimbra, Dilma na cidade do Porto, duas cidades distantes mais ou menos 110 km uma da outra, e se encontraram por acaso?

O taxista Rafael estava presente? Comeram o quê? Bacalhau com arroz de grelos? Pastéis de Belém? Conversaram sobre as belezas do Algarve? Sobre a situação do Sporting no campeonato português? Sobre a prisão do ex-primeiro-ministro José Sócrates? Não, talvez isso não, melhor não falar de corda em casa de enforcado.

E já que é pra me chamar de idiota e dizer que todos esses encontros foram por acaso, que tal o ministro da justiça me tirar pelo menos uma dúvida simplória: aqueles alfajores, eram Havana ou Jorgito?

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ouro, prata, bronze e sentido


Tirei esses dias para assistir os jogos pan-americanos na TV. Sei que tem muita gente que não dá muita pelota para essa competição, mas eu acho legal essa espécie de olimpíada café com leite ou, para ser mais justo com quem dá duro para estar ali, essas mini-olimpíadas.

De que outra forma incentivaríamos atletas de países como Bolívia, Equador, Peru ou Nicarágua, sem contar algumas modalidades da própria equipe brasileira como tiro ou canoagem, que tem poucas chances de pódio nas olimpíadas? Vale como incentivo, preparação e como diversão para quem gosta de assistir esportes e se cansa do monopólio do futebol.

Mas apesar de também ser esse, o assunto não é bem esse.

Se você também tem acompanhado os jogos pode notar que alguns atletas brasileiros prestam continência na hora do hasteamento da bandeira, com ou sem hino. Isso acontece porque são atletas militares. E eles são atletas militares porque foi a forma que encontraram de receber algum apoio no Brasil.

Modalidades que não aparecem tanto não atraem patrocinadores e vivem a mingua. Por isso as forças armadas resolveram patrocinar todos esses atletas. Eles recebem formação militar, patente, salário e treinam nas suas instalações.

E como parte da rotina e das obrigações de todos os militares, está prestar continência à bandeira nacional.

Pois um escriba da Carta Capital e outros esquerdistas que confundem o gesto militar com punheta, andaram reclamando que esses medalhistas "batem" continência por razões ideológicas, o que seria ou deveria ser proibido.

Nenhum espanto, claro, em esquerdistas sendo burros (bater ao invés de prestar continência), dando faniquitos com demonstrações de patriotismo (eles gostam de bandeiras vermelhas e vivas a la revolución) e querendo proibir algo (a continência em si).

Mas o mais incrível nisso é como são previsíveis. No mesmo instante em que vi um atleta fazendo aquilo, pensei: vai ter chiadeira. E não demorou nem um dia para vir a chiadeira.

O que essa gente detesta são valores, quaisquer atos que demonstrem que família, trabalho, disciplina, respeito, entre outros, formam vencedores, formam um país que não é apenas um ajuntamento amorfo de ovelhas â espera do próximo bando de barbudos para saqueá-las em tudo, desde seus bens, passando por estes valores que lhes são caros e indo até a sua liberdade.

Prestem continência sim, campeões, mostrem que esse país ainda não tem dono, a não ser aqueles que demonstram um mínimo respeito pela pátria.

E respeito começa inclusive por não assaltá-la.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O casamento forçado entre o cidadão e o Estado


A concessionária que detém a concessão do transporte marítimo no Rio de Janeiro, a CCR (Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, entre outras), presta um serviço que só poderia ser pior caso a escolhida fosse a empresa proprietária do Titanic. Mas só porque o Titanic afundou, que fique bem claro.

Quem viu e se lembra do filme estrelado por Leonardo DiCaprio recorda a classe Z em que seu personagem viajava, uma espécie de porão com o conforto de um caminhão de transporte de porcos. Pois este é o serviço prestado pela CCR aos usuários das barcas.

Quentes, superlotadas, desconfortáveis, lentas, as barcas são o melhor exemplo de transporte público no Brasil: ruim e caro.

De saco cheio, alguns moradores da Ilha do Governador resolveram buscar uma alternativa: um sistema próprio de transporte marítimo. A partir da Praia da Bica saem três viagens pela manhã e a partir do Centro mais três à tarde, para o retorno do trabalho. Os passageiros têm que usar colete salva-vidas, ninguém pode viajar em pé e o trajeto leva 20 minutos, ao contrário dos 55 minutos que as barcas gastam.

Uma passageira disse que de ônibus levaria duas horas, tempo que economizou para outras atividades. Um outro usuário do sistema alternativo definiu a novidade como "qualidade de vida". E não se trata de algo "pirata", pois é operado por uma empresa de turismo e a embarcação está com toda a documentação em dia. Os passageiros são pessoas que se reuniram e resolveram contratar o serviço, logo não é um transporte que aceite passageiros que chegam no seu ponto de partida, mas nada impede que outros sigam seu exemplo.

O preço da passagem é maior do que o das barcas (R$15,00 contra R$5,00), mas mesmo assim vale a pena no final das contas. Como você pode notar, relações privadas entre cidadãos.

Mas não demorou e o secretário estadual de transportes, Carlos Roberto Osório, já apareceu para dizer que precisa investigar se "o transporte compartilhado é irregular". Sua preocupação, disse, é com a "segurança dos usuários" e com a "exclusividade que a CCR Barcas" tem nos roteiros que opera, sendo a Ilha um deles.

Como sempre o Estado age para cercear a liberdade e tolher a concorrência utilizando o argumento da "sua segurança". É pro seu bem, claro, que você precisa ser tutelado, tratado como um imbecil e ter sua vida importunada e dificultada para que te cobrem taxas pelo que você não precisava pagar em troca de serviços que não pediu.

Se, por exemplo, uma pessoa resolver construir uma estrada dentro de uma fazenda de sua propriedade, paralela à uma já existente, feita com as mesmas normas de segurança que todas as demais estradas do país e liberar a passagem por ali gratuitamente para que as pessoas não precisem pagar pedágio, em pouco tempo o Estado mandará seus achacadores para fechar a estrada alternativa.

E dentre todas as razões que dará para se imiscuir nesta relação entre entes privados, a "segurança" será uma delas e o "direito da concessionária", outra. Você precisa não só aceitar ser roubado e destratado, mas também está preso a este tipo de relação.

O que os usuários das barcas e o fazendeiro imaginário fizeram foi simplesmente "dar um tempo" numa relação abusiva para eles. Mas o Estado não aceita isso. 

Esse casamento é sem direito a divórcio e não tem Lei Maria da Penha. Pague, apanhe e cale-se.


Link da reportagem: http://oglobo.globo.com/rio/moradores-da-ilha-do-governador-criam-sua-propria-linha-de-barca-pela-baia-de-guanabara-16734299

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A indústria do ofendido

Hoje em dia pouca coisa é tão lucrativa quanto se ofender. Uma pletora de ativistas, revolucionários que cobram cachê, ongueiros, políticos e demais oportunistas vivem de se ofender e/ou defender os supostos ofendidos.
Esses justiceiros sociais estão sempre a postos para fazer uma gritaria muito superior à sua importância numérica e constranger empresas, personalidades e cidadãos comuns. Seja por causa de racismo, "apropriação cultural", "homofobia" ou qualquer outra causa que faça parte do repertório da orquestra da berraria, eles sempre estarão ali argumentando que o outro tem que se calar, afinal, "não entende a opressão alheia".
Cria-se, como eu mesmo já disse algumas vezes, a teoria perfeita, que jamais é refutada porque é proibido tentar refutá-la. E por essa teoria todo negro é oprimido, todo homossexual se envolve em problemas exclusivamente por ser homossexual e uma branca de turbante ou um artista que pinte a cara de negro merecem um tratamento que só não resolve para menores que cometem crimes: pau e cana.
Uma jovem - por acaso negra - anda pelo Rio de Janeiro com um penteado black power AZUL. Alguém a fotografa de COSTAS e comenta numa rede social: "nunca vi Smurf de black power". Note-se que se alguma cor é alvo da pilhéria esta é o azul e não o preto, mas a moça decidiu que aquilo era "racismo", fez escândalo, ganhou seus 15 minutos de fama num dos veículos de imprensa do país sempre prontos a servir de caixa de ressonância para os justiceiros sociais e até ameaçou processar a pessoa que fez o comentário.
"Acho que é muito fácil dizer que a pessoa está se fazendo de vítima quando não é você quem está sofrendo. Vou esperar colocarem fogo no meu cabelo?", disse ela. Note: saiu de um comentário sobre Smurfs e foi parar em "colocarem fogo no cabelo". Mas claro, ela não está se fazendo de vítima, afinal, só ela sabe o que sofre, então é vítima e pronto.
Adiante.
Uma exposição no Museu de Belas Artes de Boston foi cancelada porque os ofendidos resolveram que tirar fotos usando quimonos na frente das obras era apropriação cultural. Não só a exposição foi cancelada como o museu pediu desculpas pela "ofensa".
Cabe, é lógico, apontar a mistura de complexo de inferioridade, oportunismo e neurose social que é incutida nas pessoas cada vez mais cedo nos dias de hoje, a ignorância aliada à preguiça faz pulular esse tipo de gente que acha que o outro sempre ofende, simplesmente por não se sujeitar - atente para este verbo, sujeitar - aos seus conceitos. "Quem um branco pensa que é para dizer que o movimento negro exagera?", dizem os justiceiros sociais, como se o próprio movimento negro não vivesse por aí dizendo o que um branco deve ou não fazer.
Mas isso já é conhecido, e é ruim, mas nem é o pior. Como bem lembrou um dos moderadores da engraçada fanpage "Aventuras na justiça social", pior é quem se sujeita ao oportunismo histérico da indústria do ofendido. É a agência publicitária que cancela a campanha que "ofendeu" alguém, é o teatro que retira a peça de cartaz depois que meia dúzia de histéricas foram berrar na sua porta, é a universidade que tolera o sequestro de suas instalações por estudantes profissionais que passam o dia propagando lixo ideológico e atrapalhando os demais alunos, é o museu que cancela uma exposição porque terroristas intelectuais ameaçaram "botar a boca no trombone", como se já não o fizessem.
Quem cede a este tipo de histérico ao invés de se ver livre dele faz um convite para que seja sempre patrulhado e dá um exemplo de que a estupidez militante vale a pena, porque consegue censurar quem bem entende.
O produto da indústria do ofendido é a culpa e seu lucro são as cabeças entregues à sua ira dos justos, negue mercado consumidor, que ela vai à falência.
Deixe que esperneiem sozinhos.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Dilma e o soldado francês

O jornalista Jorge Bastos Moreno - mas não só ele - comparou a atitude da presidente Dilma Rousseff ao dar uma desastrada entrevista à Folha de São Paulo com uma frase dita pelo deputado Ulysses Guimarães: "minha filosofia é a do soldado francês, se estou cercado, ataco".
O que Ulysses não devia dizer logo em seguida é que a chance deste soldado ser abatido pelo inimigo é grande, já que uma medida desesperada não deixa de ser uma medida desesperada.
Para quem está com a aprovação na casa de um digito - provavelmente com viés de baixa, afinal o chão é o limite - dizer coisas como "não vou cair, isso aí é moleza" ou "eles que tentem" desafiando os adversários e a justiça que investiga traficâncias e roubalheiras no seu governo e na sua campanha eleitoral, é algo mais imprudente - pra não dizer idiota - do que a atitude do soldado francês citado por Ulysses.
Uma presidente ruim de governo, ruim de retórica, ruim de articulação política e péssima em popularidade fazer esse tipo de desafio pode açular suas milícias a soldo e o resto da minoria da minoria da minoria que ainda acredita nela, mas causa nos demais - nesse caso mais ou menos 90% do país - aquela sensação de "Ah é? Então vamos ver se cai ou não, queridona", para usar um desses termos de impaciência travestida de falsa simpatia e intimidade que Dilma usa quando dá entrevistas.
Como durante a eleição de 2014 Dilma ordenou que se fizesse uma campanha suja e agressiva contra Marina Silva e depois contra Aécio Neves e a estratégia funcionou, sua mente limitada pensa que agora bastará chamar a oposição de golpista, além de ser cada vez mais debochada, mitômana e agressiva para que a crise em que vive seu governo desapareça.
Esquece que não vai adiantar repetir que está tudo bem para o cidadão que cada dia mais sofre com a inflação, não vai bastar chamar o João Santana e preparar uma campanha difamatória qualquer e nem colocar o exército da mortadela na rua para que inflação, estagnação econômica, desemprego, alta no custo de vida e as consequências das investigações dos pixulecos e pedaladas que a cercam sumam.
Esses problemas reais não são eleitores manipuláveis que votam motivados por medo ou mentiras, dessa vez não há truque marqueteiro que a salve, apenas que prolongue seu ocaso deprimente, que virá independente dela dizer que cai ou não, que renuncia ou não.
Caso não entenda que a única saída digna é mostrar a bandeira branca e levantar acampamento, Dilma vai descobrir que está fantasiada não de soldado, mas de imperador francês, sem arma e sem munição, batendo com a testa no muro de um manicômio.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

Um assaltante foi amarrado num poste, linchado e morto pela multidão num subúrbio de São Luís, no Maranhão.
O jornal Extra - cada vez mais parecido com um panfleto de DCE - publicou uma capa na qual compara o fato aos castigos corporais recebidos pelos escravos no Brasil.
A primeira observação a se fazer sobre o ocorrido na capital maranhense é que o pobre não é tolerante com o crime. Ao contrário do que a esquerda dos Jardins e da Zona Sul pensa, o pobre está mais para coronel Telhada e Jair Bolsonaro do que para Marcelo Freixo e Maria do Rosário.
Outra coisa a se reparar é que as pessoas estão cansadas da impunidade generalizada, de serem roubadas de todo lado por bandidos de gravata ou de bermuda. Por isso recorrem a este tipo de expediente lamentável, bárbaro, chocante.
O que aconteceu ali é condenável sob todos os aspectos, que fique bem claro. Dar uns tapas é bem diferente de matar uma pessoa a pauladas no meio da rua. Meu limite não é capaz de ir tão longe.
Não esqueço que se não tivesse acontecido o linchamento, talvez o assaltante tivesse matado alguém, senão neste dia, em algum momento mais adiante. Também não ignoro que se fosse preso talvez já estivesse solto em pouco tempo, pois no país das "vítimas da sociedade" a leniência com o crime gera a sensação de que este compensa.
Tudo errado. Tudo literalmente errado.
Mas sempre pode piorar. Basta que o ativismo rombudo se encontre com o jornalismo militante e, ao invés de dar uma notícia e analisá-la com o mínimo de equilíbrio, um veículo de imprensa escolha partir para o grito de guerra, o slogan de passeata, o sensacionalismo panfletário.
Comparar pessoas que foram retiradas à força de seus países, trazidas para outro continente e obrigadas a trabalhar em troca de pão, pano e pau com um assaltante não é só o cúmulo da desonestidade intelectual, mas também do mau gosto típico da imprensa marrom.
Catacumbas de um cérebro baldio é pouco.

As previsões de Dilma

Não vou aumentar juros e taxas.
Não vou cortar verba da educação.
Não vou mexer em direitos trabalhistas ou dos aposentados.
Não vou cair.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A moral geralmente basta para se moralizar algo

É relativamente fácil moralizar as doações de empresas para campanhas, basta aplicar uma regra simples: a empresa e suas subsidiárias - além de seus controladores e diretores como pessoas físicas - só podem doar para um único partido e até x dias antes da eleição.
Isso evitaria a prática de doar para todos e estar sempre em posição de pedir favores ou de só doar para o líder das pesquisas.
Pronto, podem tirar a mão do meu bolso.

Grécia, Alemanha e BMWs

Uma boa definição para o comportamento da Grécia foi apresentada por Ronald Reagan, quando este definiu que o Estado "é como um bebê: um canal alimentar com um enorme apetite numa ponta e nenhum senso de responsabilidade na outra".
Não é equilibrado pensar que um país onde existam aposentados com menos de 55 anos que custam mais de um bilhão de euros por ano possa ter suas contas públicas em ordem. Fora isso, a Grécia tem um governo caro e obeso, que já chegou a ser dono de seis mil empresas públicas com servidores ganhando 14º e 15º salários e aposentadoria integral.
A Alemanha não está na situação em que está porque sua seleção nacional foi campeã do mundo ou porque os alemães bebem muita cerveja, mas porque é um país onde se trabalha muito, gasta-se dentro das possibilidades e o governo não comete loucuras em nome de um populismo viciado em pesquisas de opinião.
Países europeus, como Portugal. Espanha, Itália e a Grécia pegaram muito dinheiro emprestado, gastaram mais do que podiam e acabaram com suas contas em frangalhos. Um italiano ou português médio gosta de andar numa BMW, passear nas férias, trabalhar poucas horas por dia, se aposentar cedo e viver de crédito.
O que Angela Merkel basicamente disse e fez desde que estourou a crise européia - que, diga-se de passagem, não atingiu a Alemanha - é que eles vão poder continuar andando de carrão, passeando nas férias e utilizando crédito, mas para isso terão que aprender a trabalhar e a gastar como alemães. Caso contrário não contem com o dinheiro destes.
Claro que a recessão é um fardo para qualquer país, ainda mais para a Grécia que já está em recessão há tempo demais, porém o governo grego deve ter em mente que continuar gastando o dinheiro dos outros da forma que bem entende não é uma medida de soberania, mas de pilantragem.
Com a vitória do "não" no plebiscito que decidiu se os gregos aceitariam ou não mais medidas de austeridade, a Grécia passou o seguinte recado: gaste mais do que tem, peça emprestado e não pague, convoque um referendo, decida dar um calote e depois chame isso de "dignidade".
Chamar os credores de "agiotas" e logo em seguida pedir mais dinheiro não é uma atitude sequer coerente, quanto mais digna. Por isso mesmo foi assustador ver um ministro grego na CNN dizendo basicamente que não pretendiam adotar medidas de austeridade e ainda assim queriam mais dinheiro dos credores, o que é mais uma prova de que o socialismo transforma países em manicômios.
O problema é que agora os socialistas da Grécia vão descobrir que até para assaltar banco alguém primeiro precisa ter colocado o dinheiro ali. Inclusive o governo já estuda fazer um confisco de 30% dos ativos depositados no país, ou seja, regimes de esquerda são maravilhosos quando não é você o assaltado.
Quando forem sacar dinheiro no banco, ao invés de notas de euro os gregos vão receber panfletos da UNE e exemplares da Carta Capital.
E sabe no que tudo isso te diz respeito? Todo esse caos na Grécia começou com governos gastando mais do que podiam e uma olimpíada sugando dinheiro. Agora adivinhem o resto.
O Brasil hoje tem 23 mil cargos comissionados, funcionários públicos ganhando muito mais do que a média salarial do país e se aposentando com condições melhores, o governo custa caro e é ineficiente, fora que se recusa a enxugar a máquina, preferindo soterrar quem produz em impostos e burocracia.
Fora tudo isso, o Brasil também conta com uma máfia sindical e uma esquerda totalmente descoladas da realidade, exigindo sempre mais, tal qual uma das pontas do bebê descrito por Reagan.
Junte todos os pontos e não será difícil imaginar o que sairá pela outra ponta: um presente de grego.

O financiamento público de campanha e o público que a financia

Datafolha: Três em cada quatro brasileiros são contra o financiamento de campanha por empresas privadas.
Agora conte para cada um desses três em cada quatro brasileiros que a outra opção é ELES pagarem pela farra dos partidos compulsoriamente e depois façam a pergunta de novo para ver quantos dos três em cada quatro brasileiros sobram.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Ubber e a sua liberdade

A prefeitura do Rio de Janeiro fecha a via expressa do aterro do Flamengo aos domingos e feriados, transformando toda a região numa imensa área de lazer.
O canteiro central entre as duas pistas é uma larga faixa gramada com árvores em toda a sua extensão, que é ocupada só por algumas poucas famílias fazendo piqueniques, já que não há outra forma de comprar comidas e bebidas no local, pela falta de oferta.
Passando por ali imaginei: por que a prefeitura não permite que essa turma da modinha dos food-trucks estacione seus furgões por ali e sirvam refeições? Um acordo em prol da livre iniciativa celebraria o seguinte: eles não precisariam pagar licenças ou alvarás, apenas cuidar de todo aquele canteiro central se cotizando para pagar uma empresa privada de limpeza e conservação que manteria toda a faixa central, liberando a prefeitura daquela tarefa, economizando dinheiro público e muito provavelmente realizando um serviço melhor.
Imagine uma grande praça de alimentação a céu aberto, sob a sombra de árvores e num cenário bonito? Sem burocracia, sem esperas, sem o Estado pendurado na jugular do empreendedor.
Pensei o mesmo em relação à polêmica envolvendo o aplicativo Uber, pelo qual dois cidadãos maiores de idade e em pleno gozo de suas faculdades mentais celebram um acordo de prestação de serviços que em NADA afeta o Estado ou a sociedade, logo não deve ser constrangida, mas acaba sendo pelos interesses corporativos da máfia sindical dos táxis.
A solução para isso não é mais Estado como estão fazendo em São Paulo, onde a prefeitura já prometeu colocar seus barnabés para criar arapucas e multar os motoristas que usam o aplicativo, mas menos Estado, tanto para os motoristas do Uber quanto para os taxistas.
Libere-se de uma vez o que nunca pediu para ser regulamentado e defina-se apenas que carros do Uber só podem fazer trajetos ponto a ponto, sem "pegar" passageiros na rua, como aliás já funciona. E quanto aos taxistas, diminuam impostos e burocracia, criando sistemas de taxas regressivas onde a cada vistoria que identificar menos infrações, exigências e multas faria diminuir o valor a ser pago.
Permita-se ainda que em determinados horários de pico eles possam fazer serviço de lotada, sem precisar pagar nada ao governo por isso e flexibilizem o valor da tabela do taxímetro, deixando que eles ofereçam descontos no horário em que a concorrência for maior e cobrem mais quando a demanda for maior.
O problema do governo é o transporte de massa, mas pra isso é preciso trabalho e não só fúria arrecadatória.
Enfim, parem de tratar cidadãos como palermas que precisam de alguém cuidando da sua "segurança", porque a questão da "segurança" é normalmente a maior desculpa do Estado para se enfiar nas suas vidas, cobrar caro pelo que não foi solicitado e criar dificuldades onde elas não existiam.
É claro que muitos taxistas que se uniram contra o Uber estão é defendendo seu "direito constitucional" de oferecer um serviço de merda cobrando vinte vezes mais do que ele vale, mas existem aqueles que apreciariam mais liberdade na sua profissão e veriam vantagens em poder empreender sem constrangimentos do Estado.
Para aqueles que preferem prestar um serviço ruim e ganhar muito por isso sempre sobrará alguma carreira estatal.

sábado, 4 de julho de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Em parceria com as séries "cadeia sim, MENOS se o criminoso for menor" e "ninguém merece ser estuprado, MENOS se for coxinha".

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mais redução

Ainda sobre a redução da maioridade que foi aprovada pela câmara, uma palavrinha com nossa democrática e tolerante turma progressista:
Vocês sabem que o menor vai precisar matar ou estuprar alguém primeiro para ir preso, né? Não é como se o EduardoCunhafundamentalistagolpistafascistaetcetcetc fosse "mandar prender jovens", coitados, só porque estão por aí andando na rua cuidando da sua vida ou cometendo pequenos delitos como roubar frutas na feira ou desfilar com uma bandeira do PSOL ou da UNE, mesmo porque como muito bem li por aí, o estudante mais novo da UNE tem uns 25 anos.
O "jovem pobre, negro e etc." que não cometer crime bárbaro digno de filme de terror B não vai ser jogado num presídio a espera da "revogação da lei áurea" pelos capitalistas coxinhas que desejam privatizar presídios para viver do "comércio de carne negra", esse "jovem pobre, negro e etc." vai continuar livre e desfrutando das "oportunidades" que a excelente educação do país depois de 13 anos de PT oferece a ele.
Também vai continuar usufruindo dos excelentes transportes públicos para ir ao trabalho onde ganhará mal e para voltar para sua casa na favela ou periferia onde as cidades brasileiras parecem cenário de Mad Max.
No mais, se apenas 1% ou 2% dos "jovens" praticam esses crimes mais graves, então o argumento de que "presídios superlotarão" é furado, porque 98% ou 99% deles continuarão sendo tratados como sempre, para o sistema continuar falhando como sempre.
Tudo vai continuar essa perfeição aí que segundo a esquerda dá tão certo que não pode ser mudado em nada, MENOS para quem tiver mais de 16 anos e matar ou estuprar, aí o ASSASSINO ou ESTUPRADOR em questão vai preso, a menos, claro - e nesse caso a provocação é merecida - que algum progressista com pena resolva adotá-lo e levá-lo para a sua casa.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Cadeia só resolve se você discordar deles

Quando o ícone da esquerda caviar - que o exalta, mas não o imita - José Pepe Mujica propôs a liberação da maconha no Uruguai, uma das muitas coisas que disse a respeito foi: o que se tentou até hoje não deu certo, vamos fazer uma tentativa diferente, se não der certo nada impede de voltarmos atrás. Nossa! Isso foi saudado como a máxima expressão do progressismo, do governo esclarecido, da modernidade.
Pois bem, no Brasil discute-se este tema e muitos outros temas polêmicos, como é o caso da redução da maioridade penal. O que impede que isto seja encarado com a mesma "serenidade" que foi aplaudida no caso da liberação da maconha no Uruguai? Simples: o que se fez até aqui não funcionou, vamos tentar algo novo. Se der errado, voltamos atrás. Mas o buraco é mais embaixo, porque vemos nesse episódio dois dos aspectos mais deletérios do sistema político brasileiro: a minoria se impondo à maioria no grito e a sensação que um mandato dá a alguns políticos de que são uma nobreza que não deve satisfações a ninguém.
Agem como quem diz "amanhã você vai me agradecer por isso", mas na verdade fazem o que querem pura e simplesmente, fingindo que é assim pelo "interesse da nação". Brasília é um teatro. Ali se finge que o cidadão é a preocupação quando a única preocupação é enganá-lo e subverter sua vontade enquanto subtrai-se vasto numerário.
A máscara da representação política no Brasil não passa de uma maquiagem de prostituta ou, no máximo, uma pintura de palhaço.
Quem acompanhou os debates sobre a redução da maioridade pode observar isso. Nada menos do que 87% da população a favor, mas diversos deputados - maioria absoluta do PT e seus satélites como o PC do B e o PSOL - com a cara de pau de falar contra "em nome do povo".
E não só eles como também "artistas", "intelectuais" e os já habituais jornalistas tão isentos quanto um dirigente da UNE. Todos com suas mentes iluminadas dizendo ao povo o que o povo realmente quer.
- Você pensa que deseja isso, mas na verdade não deseja, pode deixar comigo, eu sei o que é melhor para você.
Como se a maior área de expertise de artistas e intelectuais não fosse angariar verbas públicas de patrocínio e como se quase todo jornalista e colunista não faltasse só usar uma estrela vermelha na lapela. Tudo ex-comunista e ex-petista viúva da utopia, chorando as mágoas da inocência perdida em doses de uísque 12 anos na beira da piscina.
Assistindo um desses discursos contra a redução vi um deputado dizer que "não importam pesquisas de opinião, eu voto com a minha consciência". Ora bolas, Deputado não vai pro parlamento "votar com a consciência", mas votar de acordo com o que o ELEITOR que é a fonte do poder democrático assim deseja. O mandato não é dele, foi emprestado a ele.
Menor de idade que anda dentro da lei não tem o que temer, seja rico, branco e de bairro nobre ou "pobre, negro e favelado". Não existe nenhum artigo na lei mandando prender negros circulando pela rua, esse artigo só existe na cabeça de empulhadores e rábulas do PT e seus partidos lacaios.
Mas a bancada do crime - não chamam os outros de bancada da bala? - está mais preocupada com a idéia abstrata de que a educação é uma cartola de mágico. Educação é solução para quem ainda não caiu na criminalidade, para estes a solução é cadeia mesmo.
Só que para a esquerda brasileira cadeia pelo visto só é solução se for para opositores em Cuba e na Venezuela.