terça-feira, 28 de julho de 2015

As universidades não formam mais acadêmicos, mas ativistas


Um excelente artigo publicado no site Spotniks diz que as universidades não estão mais formando acadêmicos, mas ativistas. O texto menciona os livros que são recomendados para leitura extraclasse de universitários americanos, que cada vez mais substituem os clássicos por livros de "escolha" dos acadêmicos, em temas como ativismo social, racismo, imigração, entre outros.

E se é assim nos Estados Unidos, imagine no Brasil, onde, dependendo do curso frequentado, as matérias são basicamente "marxismo I, II, II", "marxismo aplicado à questão do campo", "marxismo das cidades", "marxismo de gênero", "comunismo jedi" e por aí vai?

Talvez mais grave do que o conteúdo, é essa ilusão de que tais temas são "escolha" dos alunos. Será mesmo que isso é uma "escolha"? Porque tal coisa pressupõe analisar alguns lados, ponderar e aí sim escolher o que mais interessa. Como alguém pode realmente "escolher" algo no atual ambiente universitário?

Como disse William F. Buckley Jr., citado recentemente pelo grande Alexandre Borges, "esquerdistas alegam querer conhecer visões diferentes, mas depois ficam chocados e ofendidos quando descobrem que existem visões diferentes". É justamente isso que acontece nas universidades brasileiras, onde o que menos existe é respeito por visões diferentes de mundo.

Qualquer afirmação ou mesmo pergunta que questione os preceitos da esquerda é tratada com espanto, como coisa de gente ignorante que precisa estudar mais.

O indivíduo chega e metodicamente é enquadrado na cartilha do pensamento único. Sei disso porque presenciei essas metamorfoses algumas vezes. O aluno entra cheio de idéias indesejáveis, falando de livre mercado, defendendo algum tipo de conservadorismo social ou não tratando privatizações como se fosse um palavrão, por exemplo, e pouco a pouco é "liberado de suas reproduções de ideologia burguesa".

Eles começam sendo ignorados, depois são chamados para uma "conversa" pelos alunos veteranos, em seguida sofrem deboches e desqualificações e finalmente são agredidos verbal e até fisicamente, sendo mal vistos. Geralmente o sujeito entra na linha na primeira ou na segunda etapa, muito porque vê o que acontece com aqueles que teimam e sofrem a terceira e a quarta.

Assim gente que passa para uma universidade interessado em estudar Mises, aprender sobre Thatcher ou ostentando alguma posição contrária às militâncias gay, racialista, feminista, etc., em breve estará defendendo cotas, colocando fotos de arco-íris nas redes sociais ou falando em "opressores e oprimidos". O que diferencia é o grau, uns mais timidamente, outros deixando logo crescer os cabelos no sovaco ou a barba mal lavada, ocupando reitorias e berrando contra o sistema.

Claro que tal fato poderia se dar devido à um convencimento natural de uma ética superior, ainda mais porque universidades supostamente fazem a pessoa evoluir intelectualmente, rever conceitos, enxergar de forma diferente o mundo à sua volta.

Mas o que levanta justas suspeitas de que nada disso ocorre, mas mera doutrinação ideológica é um fato simples: todas, literalmente todas as mudanças ocorrem numa única direção: à esquerda.

Você não vê um babaquara do PSOL juvenil entrar numa federal e sair dali acreditando nos benefícios da meritocracia, mas é comum um sujeito criado brincando no play do condomínio virar um Che Guevara de tênis da Vans no máximo até o quarto período da faculdade. 

E quase todos saem dali não acadêmicos, mas ativistas, que vão formar novos ativistas e assim alimentar a linha de montagem de repetidores de discurso que é a esquerda.

Link do artigo: http://spotniks.com/universidades-estao-formando-ativistas-e-nao-academicos-alertam-especialistas/
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