quarta-feira, 17 de junho de 2015

Bancada da bala?

O Brasil tem uma taxa de violência de fazer inveja ao ISIS. E é muito mais seguro caminhar em Sderot, cidade de Israel localizada a 3 quilômetros da Faixa de Gaza, do que na avenida Brasil, no Rio de Janeiro.
Enquanto isso no mesmo estado, a Alerj, assembléia legislativa local - que só é lembrada por causa dos seus escândalos e palhaçadas - aprovava uma lei do deputado Geraldo Pudim - e o nome nem é o mais ridículo nesse estafeta de Anthony Garotinho enxertado em cargos que não interessam diretamente à "família" - que promovia o "desfacamento", ou seja, a proibição do porte de armas brancas em todo o estado.
E o pior é que isso nem é o pior.
Hoje o povo é um abandonado por tudo. Só o que funciona no país é a corrupção e o recolhimento de impostos. A bandidagem toma conta das ruas e moleques de 14 anos que já são bestas-feras incorrigíveis são tratados como "crianças". Ainda assim a maior preocupação da classe política é desarmar o cidadão porque ele "pode ferir alguém numa briga".
Quer dizer, os bandidos que JÁ ESTÃO FERINDO PESSOAS não importam, o que importa mesmo é o cidadão continuar sendo ferido porque um ou outro pode não ter equilíbrio psicológico.
Daí proíbe-se o porte de armas e agora até o de facas.
Nossa, já me sinto até mais seguro por isso! Afinal, graças a um gênio como o deputado Pudim agora o marginal vai sair de casa decidido a cometer um assalto ou sequestro e desistir no meio do caminho por medo de infringir a lei do "desfacamento".
Me perguntaram como um chef de cozinha vai andar por aí ou se um vendedor de coco vai precisar de autorização da polícia federal para usar seu facão. Não sei, mas minha sugestão é que o vendedor quebre os cocos na cabeça dos cretinos que aprovaram uma lei estúpida dessa.
Não se discute o direito ao porte de armas de forma racional no país. As duas abordagens mais comuns são a emocional - "isso aqui vai virar o Iraque!", como se já não fosse - e a reativa - "vamos proibir tudo", como se criminosos de repente fossem passar a respeitar alguma lei. Quer algo mais cretino do que o termo "bancada da bala"?
Ora, se os parlamentares que defendem que o cidadão possa se defender fazem parte da "bancada da bala", os que acham normal que apenas bandidos andem armados são o quê? A "bancada do PCC ou do comando vermelho"? A "bancada dos marginais"?
"Bancada da bala" é aquela que defende o seu direito de não ficar por aí só levando bala de bandido, mas de meter bala nele também.
Por isso a equação é simples: bancada da bala = a favor do seu direito de se defender = contra bandidos = legal, gente fina, bacana.
Bancada da bala neles.
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