terça-feira, 21 de julho de 2015

O PSOL é uma ilha de insignificância cercada de patetas por todos os lados




Estava voltando para casa de madrugada e para afastar o sono resolvi ligar o rádio do carro para escutar as notícias e o que acabei ouvindo só não piorou o meu sono por causa do medo de pesadelos.

Uma reportagem ouvia o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) - um dos que acha que afastar Dilma Rousseff é "golpismo" - dizer que defende o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da câmara. 

O que pensa ou deixa de pensar Ivan Valente é quase tão irrelevante quanto a votação da Luciana Genro. Espantoso mesmo é a importância que a imprensa em geral dá ao PSOL, um partideco sectário que inexiste de fato longe de bairros de classe média repletos de revolucionários de playground e subcelebridades engajadas.

A maior prova de que a imprensa brasileira é esquerdopata sim, cheia de viúvas da utopia socialista e do tempo em que o PT não era um ralo de dinheiro dos outros é a atenção que dá a um partido como o PSOL, que tem menos deputados que o PROS e o PSC. 

Um partido que possui quatro deputados federais tem um peso político eleitoral digno de disputar atenção com o PRTB do Levy Fidelix - a outra ponta do extremismo histriônico que se opõe ao do ex-BBB Jean Wyllys - e não mais do que isso.

Mas não. Por ser uma agremiação caricata, porém queridinha de artistas viciados em Lei Rouanet e esquerdistas caviar, dão ao PSOL uma importância que ele não tem. Convenhamos, Gregório Duvivier, Clarice Falcão ou Tico Santa Cruz podem ter a capacidade de encher a paciência de milhões, mas continuam valendo somente um voto na urna cada um.

Marcelo Freixo, o queridinho do partido, não passa de um demagogo que aplica o mesmo velho discurso - no estilo "a solução é a educação" - que o Rio de Janeiro conhece desde os tempos do brizolismo e que só trouxe desordem, caos, favelização e violência para o estado.

Luciana Genro ou Randolfe Rodrigues são apenas dois políticos folclóricos e impregnados de ideologia imprestável, mais ou menos como esses professores militantes que infestam as salas de aula do país. Caso ambos não ficassem por aí na política repetindo palavras de ordem contra o "capital financeiro", poderiam muito bem estar molestando intelectualmente jovens em alguma escola, formando mais idiotas úteis com a ajuda do método Paulo Freire.

Não fosse pelos DCEs de universidades que aparelha, por sindicatos que domina e por elites culpadas que se deixam enganar, o PSOL seria uma completa nulidade. As duas primeiras prefeituras que o partido conseguiu em sua história são o melhor exemplo disso.

Em Itaocara, interior do Rio de Janeiro, o prefeito anda pela cidade com um Fusca equipado com alto-falantes vociferando contra a câmara dos vereadores, enquanto o município vive na inércia e no caos. 

De um lado o prefeito diz que o fracasso de sua administração se deve à "perseguição contra a esquerda" e de outro, preocupado com o dano que isso poderia causar à imagem do partido, o deputado Marcelo Freixo procura Anthony Garotinho para pedir que os vereadores ligados ao ex-governador "ajudem" a situação do prefeito.

Em Macapá, o prefeito Clécio Luis foi mais esperto e fez logo uma aliança com partidos tradicionais como o PSDB, o PTB e o DEM, o que lhe valeu a raiva da militância psolista purista e lunática que, segundo palavras do próprio prefeito, querem fazer do PSOL um PSTU do B, como se já não fosse.


O resumo disso tudo é que o PSOL, a linha auxiliar do PT, é igual a Cuba: uma ilhota insignificante que só chama atenção porque é pitoresca politicamente e encanta babacões cheios de culpa e dinheiro.
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