terça-feira, 14 de julho de 2015

Ouro, prata, bronze e sentido


Tirei esses dias para assistir os jogos pan-americanos na TV. Sei que tem muita gente que não dá muita pelota para essa competição, mas eu acho legal essa espécie de olimpíada café com leite ou, para ser mais justo com quem dá duro para estar ali, essas mini-olimpíadas.

De que outra forma incentivaríamos atletas de países como Bolívia, Equador, Peru ou Nicarágua, sem contar algumas modalidades da própria equipe brasileira como tiro ou canoagem, que tem poucas chances de pódio nas olimpíadas? Vale como incentivo, preparação e como diversão para quem gosta de assistir esportes e se cansa do monopólio do futebol.

Mas apesar de também ser esse, o assunto não é bem esse.

Se você também tem acompanhado os jogos pode notar que alguns atletas brasileiros prestam continência na hora do hasteamento da bandeira, com ou sem hino. Isso acontece porque são atletas militares. E eles são atletas militares porque foi a forma que encontraram de receber algum apoio no Brasil.

Modalidades que não aparecem tanto não atraem patrocinadores e vivem a mingua. Por isso as forças armadas resolveram patrocinar todos esses atletas. Eles recebem formação militar, patente, salário e treinam nas suas instalações.

E como parte da rotina e das obrigações de todos os militares, está prestar continência à bandeira nacional.

Pois um escriba da Carta Capital e outros esquerdistas que confundem o gesto militar com punheta, andaram reclamando que esses medalhistas "batem" continência por razões ideológicas, o que seria ou deveria ser proibido.

Nenhum espanto, claro, em esquerdistas sendo burros (bater ao invés de prestar continência), dando faniquitos com demonstrações de patriotismo (eles gostam de bandeiras vermelhas e vivas a la revolución) e querendo proibir algo (a continência em si).

Mas o mais incrível nisso é como são previsíveis. No mesmo instante em que vi um atleta fazendo aquilo, pensei: vai ter chiadeira. E não demorou nem um dia para vir a chiadeira.

O que essa gente detesta são valores, quaisquer atos que demonstrem que família, trabalho, disciplina, respeito, entre outros, formam vencedores, formam um país que não é apenas um ajuntamento amorfo de ovelhas â espera do próximo bando de barbudos para saqueá-las em tudo, desde seus bens, passando por estes valores que lhes são caros e indo até a sua liberdade.

Prestem continência sim, campeões, mostrem que esse país ainda não tem dono, a não ser aqueles que demonstram um mínimo respeito pela pátria.

E respeito começa inclusive por não assaltá-la.
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