segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Curriculum Vitae, Luiz Inácio Lula da Silva


Lula é talvez a figura mais onipresente dos últimos 30 ou 40 anos da vida política brasileira. Muitos como Sarney, ACM, Brizola, Maluf ou Collor iam e vinham, ainda que por curtos períodos, mas Lula não, ele e sua seita de seguidores sempre estiveram por aí, ora berrando contra o governo do momento, ora tomando o país de assalto em nome de seu degenerado projeto de poder.

Mas tal como um desses carros alegóricos de escolas de samba, Lula não passa de isopor, plástico amassado, jogo de luzes e fumaça. É um gigantesco engana-trouxa, um conto do vigário, um terreno comprado no alto do Pão de Açúcar, um golpe de marketing.

Começou a trabalhar em 1959 e dali em diante ficou em alguns empregos, se acidentou em 1964, perdendo um dedo da mão, em 1968 se filiou ao sindicato dos metalúrgicos, em 1972 foi eleito para a diretoria do sindicato, cessando suas atividades de operário.

Em 1978 liderou greves e segundo livro do ex-delegado Romeu Tuma Jr., chegou a ser informante do DOPS (polícia política do regime militar).

Em 1980 fundou o PT, concorrendo (e perdendo) ao governo de São Paulo em 1982. Em 1984 participou das "Diretas Já", mas em 1985 mandou o PT expulsar de seus quadros os deputados do partido que votaram em Tancredo Neves. Em 1986 foi eleito deputado federal constituinte por São Paulo, sendo favorável à limitação do direito de propriedade privada, à estatização do sistema financeiro e outras idiotices de esquerda.

Ao final da Constituinte se negou, juntamente com os demais deputados do PT, a participar da homologação da nova Constituição.

Em 1989 concorreu à presidência e perdeu. Ficou quatro anos fazendo oposição, inclusive se recusando a participar do governo de união nacional do presidente Itamar Franco, logo após o impeachment de Fernando Collor. Em 1994 concorreu à presidente novamente e perdeu, sendo contra o Plano Real a fazendo oposição raivosa ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

Em 1998 concorreu de novo à presidência e mais uma vez perdeu. Meses depois da eleição o PT já estava nas ruas exigindo o impeachment ou a renúncia de FHC. A oposição aí foi então mais raivosa.

Em 2002 finalmente conseguiu se eleger presidente da República, sob tantas desconfianças que precisou assinar um documento - a "Carta do Povo Brasileiro" - se comprometendo a não transformar o país numa Cuba fora de época.

Tentou distribuir cupons de comida e fracassou. Manteve a política econômica do antecessor e teve sucesso. Juntou três programas sociais do antecessor - bolsa escola, vale alimentação e vale gás - e criou o "bolsa família", programa que levou renda às pessoas que viviam na miséria e que depois serviu, como observou o então senador Jarbas Vasconcelos, como o "maior programa de compra de votos do mundo".

Foi reeleito em meio ao escândalo do mensalão e terminou o segundo mandato com uma enorme popularidade ancorada numa bolha de consumo e em pesados gastos de propaganda. Em 2010 elegeu como sucessora a desconhecida, incompetente e incompreensível Dilma Rousseff, que hoje comanda este Titanic que é seu segundo governo, conquistado em 2014 com mentiras contra adversários e estelionato eleitoral.

Recebeu em torno de 30 títulos de "doutor" honoris causa, ainda que declare que "ler dá sono" e que sejam praticamente desconhecidos manuscritos de sua autoria. 

Hoje perambula pelo país fazendo a única coisa que fez a vida inteira: perseguir a presidência e falar mal de todos os demais que não fazem parte da seita que chamam de partido.

Resumindo todo esse notável currículo acima, Lula foi um sindicalista que é acusado por alguns de ter sido pelego, líder trabalhador que não trabalhou nem por 15 anos, foi X-9 do Tuma, deputado de um mandato, perdedor de eleições, presidente de escândalos que só deu certo no que copiou de quem antes falava mal, criador da Dilma e um doutor que não lê e nem escreve.

Com isso podemos concluir que o Lula inflável nos céus de Brasília foi mesmo o ponto alto de sua carreira. Literalmente.
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