quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Jerusalém e Palmira: quanta diferença


Vamos falar sobre "multiculturalismo", sobre a "terrível" existência de Israel e sobre a "religião da paz".

Muito bem, depois do domínio britânico e alguns conflitos, Israel passou a zelar por toda Jerusalém. 

Não vou entrar aqui em minúcias da história de uma cidade que data do 4º milênio a.C., o que precisamos saber no momento é: há 48 anos a polícia e as Forças de Defesa de Israel patrulham e guardam esta que é a terra santa de três grandes religiões.

Num espaço pequeno, dentro da já diminuta cidade velha, convivem o Muro das Lamentações, local sagrado dos judeus, a Mesquita de Al-Aqsa, terceiro lugar mais sagrado dos muçulmanos e a Igreja do Santo Sepulcro, local sagrado para cristãos.

Estive em Jerusalém e posso afirmar: lá você tem total liberdade não só de visitar os locais sagrados como, se for o caso, de rezar naquele que corresponde à sua religião sem o MENOR constrangimento por parte de quem quer que seja.

A cidade permanece aberta para todos e, tirando algumas medidas de segurança necessárias a um local tão visado por terroristas, você andará por onde quiser com a mesma sensação: de que é bem-vindo ali e de que pode sentir-se seguro.

Agora vejamos outra cidade histórica - obviamente sem chegar nem perto da importância, imponência e significado que tem Jerusalém - que é a cidade de Palmira, na Síria. 

Fundada no 3º milênio a.C., foi uma cidade-estado tão importante que chegou a achar que poderia desafiar o Império Romano. Derrotada numa guerra com Roma, passou a ser uma cidade daquele império e adotou um estilo de vida correspondente.

Possui edifícios públicos e sítios arqueológicos considerados patrimônio da humanidade e está, desde maio de 2015, ou seja, há mais ou menos três meses, sob domínio do ISIS, grupo terrorista muçulmano que deseja implantar um "califado" na região e viver de acordo com sua leitura do alcorão.

Pois alguns desses tesouros arquitetônicos já foram destruídos pelos tarados maometanos e nenhuma pessoa de outra religião deve ousar chegar perto do local, sob pena de ser morto a tiros ou explodir pelos ares ou ser queimado vivo ou ser jogado do alto de um prédio, entre outras formas de execução.

Você pode dizer: ah, mas é o ISIS, o ISIS não representa o islã.

Pergunte então sobre as igrejas da Arábia Saudita ou quantas sinagogas existem em Teerã. No Paquistão a destruição de igrejas é legalizada sob o manto da “Lei contra a Blasfêmia”, na Turquia um cristão convertido é acusado de "insultar a identidade turca" e somente em 2010 um tribunal europeu ordenou que o país deixasse de identificar a religião nas carteiras de identidade.

Exemplos de intolerância, perseguição, tortura e genocídio não faltam, mas a imprensa ocidental - sempre de cócoras - prefere denunciar Israel, onde apesar de haver, sim, uma minoria ortodoxa intolerante, há liberdade religiosa plena e total, amparada pelas leis.

E você nem precisa concordar comigo, basta não lutar contra fatos como este: se Palmira estivesse ocupada pelas Forças de Defesa de Israel, nada teria sido destruído e você poderia, amanhã, se quisesse, viajar para lá a turismo.

Mas como é a turma da "religião da paz" que anda por lá, você não pode. E nem deve.
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