terça-feira, 29 de setembro de 2015

Se a Cachinhos Dourados participar de um arrastão, podem prender, por favor


Alguém, por favor, me responda: no que um "playboy" da zona sul "fumar" ou "cheirar" desculpa o fato de um rapaz pobre ir para a praia roubar os outros? E qual o nexo de justificar o ato de um marginal no fato de sua vítima supostamente ser uma "patricinha burguesa"?

Já ficou decidido por aqui - sim, eu decido o que eu escrevo - que a esquerda é a ideologia do fracasso ressentido, da inveja, do ódio travestido de justiça, da ausência de nexo. Mas certas coisas nos fazem repetir o que já dissemos uma, duas, três ou duzentas vezes.

E uma delas é a seguinte: o perfil de jovens que fazem arrastões nas praias do Rio de Janeiro é público e notório. É fácil saber qual é, basta ver as fotos dos jornais ou os vídeos que estão disponíveis na internet.

Isso quer dizer que TODOS os indivíduos que praticam arrastões são do sexo masculino, negros e das favelas ou da periferia? Não. Pode ser que exista uma menina loira de cachinhos, vestida de tirolesa e comendo apfelstrudel que de repente resolva participar de um arrastão e roubar telefones celulares, mas a descrição mais comum dos meliantes que cometem estes crimes não é essa.

Em qualquer lugar do mundo um pouco mais civilizado e onde a esquerda não tenha transformado o debate sobre qualquer coisa numa luta no esterco, é sabido que o combate ao crime se faz com prevenção e não existe melhor forma de prevenir do que, sim, observar atitudes e tipos habituais na prática deste ou daquele determinado crime e agir a partir daí.

Responda rapidamente: se você estiver na frente de uma escola e vir duas pessoas distribuindo balas para menininhas, qual das duas vai achar que é um tarado: outra menininha da mesma idade ou um sujeito suado, de sobretudo e olhando nervosamente para os lados?

A prova de que esse tipo de prevenção funciona é que diferente da semana anterior - quando por ação de uma defensora pública que não defende o público a PM ficou de braços cruzados - neste final de semana (26/09/2015) a polícia passou a revistar ônibus, recolhendo menores desacompanhados e gente sem documentos, viajando em bando ou fazendo algazarra e o número de arrastões foi zero.

Exigir que se "espere que algo aconteça" primeiro para só depois agir, a título de "não discriminar" ou "não ser preconceituoso" é o mesmo que ensinar para um filhote de antílope que nem todo leão é malvado, que ele não pode generalizar os leões, que sair correndo é politicamente incorreto.

Ora, "discriminar" quer dizer diferenciar, especificar. O antílope corre do leão porque o diferencia de outro antílope.

A polícia revista e observa jovens negros de favelas porque, sim, é esta a descrição mais frequente quando falamos de arrastões nas praias. A menina loira vestida de tirolesa pode estar no meio, lógico, mas procurar a Cachinhos Dourados fazendo arrastão só para não ofender o eleitorado do PSOL e as mentes molestadas dos DCEs da vida é dar bom dia para o leão.

Eles se quiserem que façam isso, mas não têm o direito de obrigar o resto da sociedade a fazer igual.
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