quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dilma, a golpista


O ministro da defesa, Jaques Wagner, assinará uma portaria devolvendo aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica poderes que foram subtraídos pelo decreto 8515 assinado há poucos dias pela ex-presidente da República em exercício.

O resumo da ópera de botequim é bem simples: Dilma Rousseff assinou um decreto subtraindo dos comandantes militares o poder de transferência para a reserva remunerada de oficiais, reforma de oficiais da ativa e transferências para o exterior. Grosso modo isso iria entregar ao petista Jaques Wagner a prerrogativa de aposentar, reformar e enviar militares ao exterior.

É óbvio que se trata de uma intervenção séria do petismo sobre o funcionamento e a administração das Forças Armadas, um primeiro passo na bolivarianização, petização e esculhambação de mais uma instituição do país.

Pior é que não é nem o mais grave, porque Dilma fez isso sem sequer comunicar aos comandantes militares. E nem isso é o mais grave, porque tal intervenção se deu durante uma viagem do ministro da defesa. 

O nome de Jaques Wagner foi usado pela secretária-geral do ministério, Eva Dal Chiavon, que aproveitou a ausência do ministro para desengavetar a proposta desse decreto que estava há anos esquecida. 

A Casa Civil mandou o decreto, Dilma assinou "achando" que tudo tinha sido combinado com os militares e agora a solução encontrada pelo PT é "devolver" através de uma portaria tais prerrogativas aos comandantes, o que sem anular o decreto significa que a qualquer momento elas podem ser retiradas novamente.

Mas agora é que a baixaria fica interessante: Eva, militante do PT, é casada com Francisco Dal Chiavon, que "trabalha" - o correto seria "atua" - ao lado de João Pedro Stédile no MST. Ou seja, esse é um caso bem mais sério do que parece, porque se trata de um conluio entre a presidente, o ministro da defesa e a esposa de um estafeta dos delinquentes do MST para dar um golpe nas Forças Armadas. 

Só não vê quem não quer que a venezuelização do Brasil está sendo acelerada às pressas, já que os companheiros sentem no ar a iminência do impeachment e do desmantelamento do esquema de aparelhamento e pilhagem do Estado implantado por eles. 

O que o PT sonha é governar o país por decreto, é exercer sobre a sociedade o mesmo tipo de controle que psicopatas e ditadores suspeitos de associação com narco-terroristas como Nicolas Maduro e Evo Morales exercem em seus países. A esposa de um sottocapo do MST tentar uma manobra dessa ousadia na calada da noite é um forte aviso disso.

Se puder, o PT fará aquilo que acusa todos que se atrevem a fazer oposição ao partido: dará um golpe para não desinfetar do poder.

As dúvidas que restam são: tal personagem obscura será demitida? Dilma Rousseff vai anular seu decreto golpista que intervém nas Forças Armadas? Caso a ex-presidente em exercício não o faça, terá o Congresso a coragem de fazê-lo? 

Ou...
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