segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Discrimine sim, porque faz bem


O Olavo de Carvalho diz que "o remédio para o triunfo do mau-caráter chama-se DISCRIMINAÇÃO. Toda ordem social TEM de discriminar e marginalizar delinqüentes e psicopatas. Se ela se recusa a fazer isso, encoraja-os a sentir-se cidadãos de primeira classe isentos de todo dever e inflados de todos os direitos. Mas a sociedade brasileira vai até além desse ponto: protege quem a destrói e discrimina quem a defende".

Concordo totalmente com isso e vou além (quem sabe até mesmo a contragosto do autor): acho que todo mundo deve ser livre para discriminar quem bem entender pela razão que achar melhor.

Não entendo direito essa tara que algumas pessoas e grupos têm para serem aceitos por quem os detesta (ou, como adoram dizer, para obrigar os outros a engolir suas presenças). Ora bolas, eu quero mais é distância de quem não gosta de mim, seja lá porque razão for que se sintam assim.

Se não impedir meus direitos constitucionais (e dentre eles NÃO deveria estar o "direito" de comer em restaurante x ou y, de frequentar a boate y ou z ou de transar no motel x ou w), estou pouco me lixando.

Serviços e espaços públicos, acesso a bens universais, cuidar da saúde, ganhar honestamente o próprio sustento, tudo isso merece proteção legal. Comer um churros ou tomar um chopp não.


Não quero deixar meu dinheiro para o dono de um estabelecimento que só me atende porque a lei o obriga a isso. Quero é que ele se dane. Pessoalmente não comeria num lugar que impede a entrada de negros ou judeus, por exemplo, porque isso me ofende pessoalmente, ainda que eu não seja nem um e nem outro. 

Mas acho que um imbecil deve trilhar seu caminho rumo à falência sem que leis "anti-discriminatórias" o protejam de sua própria idiotice. Discriminação não é uma coisa totalmente ruim, é através dela que você pode manter os cretinos de um lado e você de outro.

Eu prefiro que o cara me discrimine, por qualquer razão, que não queira se misturar comigo, se dirigir a mim, sequer chegar perto, do que ficar perto de mim por força de alguma obrigação (social ou legal) contra a vontade e eventualmente vir encher a minha paciência.

Se o cara não gosta de mim, seja lá que razão ele tenha, eu pelo menos tenho que pensar com certeza que o filho da puta é ele, nem que isso seja única e exclusivamente pela total impossibilidade de cortar relações comigo mesmo.
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