quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Os verdadeiros delinquentes



Sempre achei que seria questão de tempo até os justiceiros sociais virarem quadrilheiros sociais. Quem ostenta com orgulho um pensamento delinquente, só pode terminar chafurdando na delinquência.

E antes que me acusem de calúnia, pelo menos até ontem fazer apologia à delinquência ainda era errado, e a menos que esses 13 anos da Era da Mediocridade tenham revogado isso, continua sendo errado.

Ou como eu poderia chamar a defesa entusiasmada de arrastões, roubos e assaltos disfarçada de "consciência social" ou "compreensão da dívida histórica"? Primeiro que essa tal "dívida histórica" já virou agiotagem faz tempo, depois porque crime sempre será crime, não importa o que digam os eternos relativistas de plantão.

Chegamos ao ponto onde uma cretina questiona se roubar é mesmo errado e onde um patife afirma que um marginal com menos de 18 anos está "certo" ao tomar um telefone celular de um "playboy". Em outra postagem compartilhada com gosto por justiceiros sociais de todas as cloacas imagináveis, um travesti faz poesia de chiqueiro defendendo que se distribua tapas na cara e arranhões nos "playboys cornos".

Alguém duvida que um pederasta desses é o primeiro a berrar "homofobia!" se receber um olhar torto? Mas nestes tempos em que vivemos ele pode sair por aí defendendo que "playboys" sejam roubados, de preferência debaixo de porrada.

Não vou reproduzir uma a uma todas as boçalidades ditas nas três justiçadas publicadas nas redes sociais, mas colocarei os prints disponíveis neste post, para que a canalhice fique para a posteridade.

O que preciso dizer é que a atuação da esquerda sectária nas salas de aula e na imprensa, com seu trabalho sistemático de disseminação da culpa sobre uma parcela da população e do sentimento de ser credor da sociedade sobre outra parcela, está criando essa esquizofrenia ética no país, esse duplipensar facínora que transforma o certo em errado.

Por essa lógica bestial, um grupo de Facebook declarar na sua página inicial que "branco não entra porque palmitos não são bem-vindos" é tão certo quanto chamar um goleiro de "macaco" no calor de uma partida de futebol é errado.

Na prisão mental politicamente correta onde tentam trancafiar as mentes do país, alguns moradores de um bairro se reunirem para dar uns sopapos em vagabundos que estão roubando nas redondezas é um crime terrível. "Justiça com as próprias mãos", "fascismo", "nazismo".

Mas uma gangue de favelados combinar pelas redes sociais que vai fazer do pescoço das "madames" sua vitrine, que vai tomar celular no tapa e "invadir a praia tocando o terror" é uma "manifestação de adolescentes marginalizados", é um "problema social", é "culpa da sociedade".

Não quero aqui justificar milícias à margem do Estado, racismo, demofobia, etc. A maioria das pessoas que sai das favelas e subúrbios e vai para as praias da Zona Sul está apenas atrás de alguma diversão na única parte da cidade do Rio de Janeiro que não parece com um lixão ou com a Síria ou Bagdá pós-guerra.

O Rio é uma cidade feia, favelizada, sem opções de lazer e algumas das poucas coisas que não custam mais do que valem são as praias, que são de graça. Sujas, superlotadas, com transporte público caótico, mas de graça. Todos têm o direito de frequentá-las.

O que ninguém tem o direito é de sair por aí roubando e assaltando os outros só porque se considera "injustiçado". Este indivíduo pode ser mesmo vítima de um Estado que só cobra e nada devolve, mas nem por isso tem o direito de fazer outras vítimas.

E piores, muito piores do que esse ignorante brutalizado que apela para o crime são aqueles que, ao contrário dele, recebem algo do Estado. Recebem educação em universidades públicas, bolsas de iniciação e monitoria, bolsas de mestrado e doutorado, salários como funcionário público em troca de muito pouco trabalho e ainda têm a cachimônia de relativizar e defender ataques contra a mesma sociedade que o sustenta com seus impostos.

Esses são os piores delinquentes de todos. Não roubam cordões nem celulares, mas molestam as mentes de um país e deformam o ethos do seu povo.
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