quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Eu não sabia de nada


Já notou a incrível dificuldade que um esquerdista tem de responder perguntas diretamente? Nada, absolutamente nada para eles é "sim" ou "não", nem mesmo questões que não admitem variações.

Por exemplo:

- O regime cubano matou opositores ou não?

-Veja bem...

Mas não para por aí. Se a pergunta for mais simples ainda, como, por exemplo:

- A bandeira da China é vermelha?

Eles começarão com uma aula:

- A escala CMYK...



E no final vão sair com algo do tipo:

- Enfim, para um rico explorador que vê tudo de cima de um helicóptero pode ser de qualquer cor, depende da subjetividade, mas para um pobre é a cor da igualdade social.

Nem coisas teoricamente impossíveis de se distorcer, como o relógio, estão imunes à esquizofrenia marxista:

- Poderia me informar as horas, por favor?

- Não sei, mas nesse exato momento algum trabalhador é espoliado pelo regime capitalista burguês cristão machista homofóbico que você apóia.

Chega a ser perigoso dar um simples "bom dia".

- Bom dia pra quem? Para você, homem branco cis de classe média ou para o resto dos oprimidos do mundo?


E quando mudam de assunto descaradamente para fugir do que seja desconfortável para eles?

- Dilma pedalou?

- A bicicleta é um importante meio de transporte alternativo e...

- As ciclovias do Haddad foram mal planejadas?

- Um carrocrata jamais vai entender que o Bolsa Família é importante.

- Lula é um camelô de empreiteira?

- O controle da mídia seria muito importante para impedir a xenofobia contra nordestinos.

A maquiagem de contas quando chegam ao governo, a mentirada para vencer eleições, as realizações que cabem muito mais num filmete de marketing mequetrefe do que no mundo real, tudo isso é apenas reflexo da desonestidade intelectual de gente que acredita que suas soluções são "melhores para o mundo" simplesmente porque eles estão dizendo que é e pronto. Não interessa se a prática já destruiu suas teses uma a uma.

Mas isso é quando eles ainda acreditam mesmo, né? Porque depois que passam para o cinismo seu repertório de frases enganadoras se resume a duas:

- Roubei, mas foi pelos pobres.

E:

- Dr. delegado, eu não sabia de nada.
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