sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Os golpes do PT na Câmara

Preste atenção nestes nomes: João Paulo Cunha, Severino Cavalcanti, Aldo Rebelo, Arlindo Chinaglia, Michel Temer, Marco Maia, Henrique Alves e Eduardo Cunha.
Todos presidentes da câmara dos deputados no período negro da Era da Mediocridade lulopetista.
Um é um criminoso condenado que passou um período no presídio da Papuda. Outro foi acusado de cobrar um "mensalinho" do restaurante da câmara. Outro foi acusado de receber doações de patrocinadores da CBF, entidade com interesses no ministério que ocupou. Um outro ainda foi acusado por Roberto Jefferson de tentar encobrir o mensalão e foi envolvido nas investigações da operação fratelli sobre a máfia do asfalto. Um outro foi comensal tão importante do projeto de poder lulopetista que virou vice-presidente da República. Outro foi eleito presidente da casa enquanto era alvo de processo eleitoral em seu estado. E outro é acusado de receber dinheiro do petrolão.
Destes, somente dois tiveram seus mandatos na presidência da câmara ameaçados: Severino Cavalcanti e Eduardo Cunha.
Esqueça por um momento o que você pensa de ambos. Deixe seus sentimentos de lado por um segundo e pense no que os dois têm em comum: o fato de chegarem ao cargo contra a vontade do PT e de seus braços nas instituições e na imprensa.
Você pode até achar que são todos mais ou menos da mesma cepa, alguns um pouco melhores, outros um pouco piores, não importa, mas seus "crimes" imperdoáveis e incontornáveis não foram de natureza ética, mas de natureza política, eles atrapalharam os planos do PT.
Severino se elegeu contra Luiz Eduardo Greenhalgh, um capa preta do PT paulista que tem papel obscuro e incerto no caso Celso Daniel. Cunha se elegeu contra o mesmo Chinaglia que não passa de um estafeta da cúpula da companheirada.
O fato claro, independente da culpa ou não de Eduardo Cunha, é que se ele fizesse genuflexão para a seita, seria poupado do sacrifício como tanta gente também denunciada foi salva da mesma situação.
O PT possui duas máquinas: uma de lavar reputações e abafar "problemas" e outra de enlamear nomes e sujar adversários. Ajudado por seus militantes na imprensa e no judiciário tudo tem dado certo até aqui.
Se eles gostam do presidente da câmara, ele fica, mesmo que vá levar os filhos para ver um jogo do Barcelona usando o dinheiro dos outros.
Não estou defendendo a impunidade, que qualquer um que cometa ilícitos responda na medida dos seus atos, mas na Era da Mediocridade esses conceitos são elásticos e geralmente não se aplicam quando o elemento interessa ao "projeto".
Se eles não gostam, o sujeito cai antes do mandato terminar. Simples e direto desse jeito.
E os outros é que são golpistas.
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