terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ronda Rousey vence os Jogos Vorazes


Estimulada por uma polêmica sobre a diferença do valor dos prêmios pagos pelas seleções australianas de futebol masculino e feminino, uma repórter resolveu perguntar para a campeã do UFC, Ronda Rousey, o que ela achava dessa discrepância de pagamento entre atletas homens e atletas mulheres.

Como se sabe a nova "luta" do feminismo é para que homens e mulheres ganhem o mesmo, não importando muito bem o peso que cada um tenha dentro da atividade que exerce.


Por exemplo, Jennifer Lawrence - e nada pode ser mais esquerda caviar do que a "ativista" que ganhou 52 milhões de dólares apenas em 2014 e ainda assim reclama do salário - esperneou por causa do milhões a menos que recebeu em relação aos seus colegas homens protagonistas do filme "Trapaça". 


Num artigo que foi amplamente divulgado em todo o mundo ela chegou a se perguntar: "por que esses caras ganham mais que eu?".


Bom, ela aparentemente não achou "injusto" que em "Jogos Vorazes 2" seu cachê fosse de 10 milhões de dólares, enquanto seus companheiros de cena -  Liam Hemsworth e Josh Hutcherson - ganhassem 2 e 5 milhões respectivamente, ou seja, cinco vezes menos e a metade do que ela meteu no bolso.


Mas como a outra moda é dizer que sem "vivência" não podemos opinar sobre determinado assunto, nada melhor do que voltar ao início deste texto e dizer qual foi a resposta da Ronda Rousey - mulher, linda e que ganha a vida derrubando adversárias no octógono e não se estabacando durante a cerimônia de entrega do Oscar - para a repórter:


- Eu acho que o quanto você recebe deve ter a ver com a quantidade de dinheiro que você produz. Eu não sou a lutadora mais bem paga porque o Dana (White, presidente do UFC) quis fazer algo legal pelas damas, ele faz isso porque eu porque eu ganho muito dinheiro para ele.


E ela está certa. Nivelar as pessoas artificialmente por conta do sexo, da cor da pele ou de qualquer outro critério que não seja a competência apenas estimula quem não produz a produzir cada vez menos e faz quem realmente produz se perguntar: pra que tudo isso, se no final todos valem o mesmo?


O feminismo farofeiro não precisa lutar pela Ronda. Pelo visto ela dá conta sozinha do recado, dentro do octógono e também fora dele. Valorizar as mulheres quer dizer bem mais do que berrar slogans por aí, mostrar os peitos e reclamar de "fiu-fiu". Valorizar as mulheres é oferecer ochances reais e permitir que elas vençam sozinhas. 


O feminismo de Ronda é aquele que luta pela oportunidade de mostrar seu valor, de continuar feminina sem precisar ser tratada como "mulherzinha" mas também sem virar uma caminhoneira caricata, é se dar ao respeito sem que para isso perca o respeito pelo resto do mundo, é conquistar seu próprio sucesso sem ressentimento pelo sucesso alheio.


É, enfim, um exemplo para todas as mulheres, que ao invés de ficarem por aí brigando com espantalhos podem vencer lutas bem mais importantes na vida. E para a maioria delas não falta inteligência, competência, capacidade e disposição para isso.


Nessa Ronda Rousey venceu os "Jogos Vorazes" por nocaute.


Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=w5xRHz8Su6E&feature=youtu.be
0 Comentários