terça-feira, 3 de novembro de 2015

A força ou a queda


Na Venezuela Nicolás Maduro declarou que mesmo se perder as eleições parlamentares de dezembro, não vai "entregar a revolução". No Brasil, os cappos do PT exigem que a polícia federal e o ministério público tratem a família Lula da Silva como se esta possuísse alguma imunidade especial.

Fora isso, setores da sub-imprensa e políticos de segunda linha andam por aí chamando os defensores do impeachment - instrumento legal e constitucional - de "golpistas", "vagabundos", chegando a mandar suas milícias a soldo para agredi-los nas ruas.

O problema é que o PT hoje não precisa de militantes, mas de seguranças de bordel. As prostitutas, claro, estão todas nos altos escalões.

Mas esse não é o assunto, o assunto é esta necessidade que a esquerda - lunática, fanfarrona, mais ou menos honesta ou completamente bandida, tanto faz a vertente - tem de dividir a sociedade e governar na base do estímulo ao ódio de classes.

Se alguém defende algo, é porque na verdade está atacando algum direito de outra pessoa. Se critica algo, é porque está incomodado com algum "privilégio" que perdeu. 

Assim homens e mulheres, brancos e pretos, pobres e remediados, héteros e gays, etc., passam a travar uma batalha onde o objetivo não é elevar a sociedade como um todo, mas, nessa ordem, prejudicar o outro e garantir alguma vantagem particular.

Nesse processo pontes vão sendo queimadas, canais de interlocução somem, famílias, amigos, vizinhos passam a se detestar e a sociedade não consegue mais se reconciliar.

E enquanto métodos ilegais ou questionáveis funcionam para comprar apoios e garantir uma base que dê os 50% +1 dos votos para que continue a assaltar o país enquanto finge que governa, a esquerda insiste nessa divisão, tornando-se intragável para o "resto".

Quando o dinheiro acaba - e sempre acaba, porque eles entendem de torrar e não de criar - tudo se complica. Passam à minoria e já não possuem condições mínimas de pedir "união nacional" ou qualquer coisa parecida. O cidadão até topa se unir e fazer sacrifícios, mas não com eles, jamais por eles.

Nesse momento se chega onde a Venezuela já está e onde o Brasil parece cada dia mais querer chegar: um governo autoritário, que se impõe na porrada por total incapacidade e impossibilidade de convencer.

Censuram, suprimem a opinião alheia, perseguem, subvertem as leis e aparelham o estado para usá-lo a seu favor. Fraudam a democracia.

E este é o caso brasileiro hoje. A divisão e o ódio plantados pelo PT inviabilizam qualquer entendimento. Ao partido sobrs usar a força ou sumir do mapa. Não é questão de "se" vai acontecer, mas apenas de quando vai acontecer. 

Resta saber apenas qual dos dois acontecerá primeiro.
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