sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A república das bananas bizarra e desolada


Mais um dado da crise que não existe: após acumular uma alta de 56% em 2015, a conta de luz dos clientes do Rio de Janeiro deve ser reajustada novamente em 16% em novembro.

Isso depois da estelionatária eleitoral que ocupa a presidência anunciar em 2013, numa peça de propaganda fajuta na TV, um desconto na conta, em mais uma de suas mentiras e empulhações sob medida para ser reeleita.

Mas não é sobre isso que pretendo falar, não vou fazer aqui mais um rol das mentiras e empulhações que o partido do mensalão, do petrolão, do eletrolão, do BNDESão e outros ãos se utilizou para continuar com a chave do cofre. O assunto é outro.

Não sei você, mas eu, mais do que asco ou ódio, estou cansando do PT. É um fastio de quem conviveu praticamente toda a sua vida adulta com essa presença nefasta que nunca passou de um contra-peso para o país.

Antes que me chame de tucano ou pense que eu acho que antes estava muito melhor, me deixe explicar: seja na oposição raivosa, seja no governo corrupto, o PT sempre privou o país de fazer escolhas saudáveis, equilibradas e sensatas.

Em 1989, milhões de pessoas votaram no Collor não porque se apaixonaram por aqueles belos olhos injetados e punho erguido dando uma "banana" para o mundo, mas para se livrar de Lula. Nas eleições seguintes, idem, até que em 2002 a mentira conseguiu fazer com que as pessoas acreditassem que o PT tinha deixado de ser o PT.

E de certa forma deixou mesmo. 

O "partido da ética" virou o partido da conversa ao pé do ouvido, da liberação de emendas em troca de votos, da corrupção instrumentalizada.

A partir daí o eleitor que quer se ver livre do PT começou a correr em direção a qualquer candidato que tivesse mais chance de derrotar o partido - qualquer um - sendo novamente privado da escolha saudável, equilibrada, sensata.

Entre impedir o PT de chegar ao poder e entre se livrar dos seus parasitas que se agarraram ao poder, gerações de brasileiros passaram a vida apenas votando contra algo. Contra os coxinhas, contra a elite, contra os pelegos, contra os ladrões, contra os bolivarianos, contra a elite branca, contra, contra, contra.

Porque o discurso divisivo e odiento do PT levou o país a não pensar em si, mas contra o outro. Hoje mesmo, no meio dessa crise que não existe mas que nunca passa, em Brasília só se fala em derrubar Dilma Rousseff ou salvar o mandato podre de Dilma Rousseff, em fugir de investigações, em salvar a própria pele, nada se fala sobre o que será do país além de taxar mais o já combalido bolso do cidadão.

Há mais de trinta anos somos reféns desses personagens, muito bem representados pela mediocridade política e intelectual de um Lula da Silva ou de uma Dilma Rousseff, com seus discursos repetidos, seus argumentos pilantras, suas falas peculiares, suas retóricas bizarras.

O Brasil foi sequestrado pela mediocridade e segue no cativeiro.

Uma união de forças da imprensa, com partidos e justiça, todos amarrados pelos mesmos laços obscuros, mantém o país nessa situação.

Não fosse o Brasil uma república das bananas bizarra e desolada, a dúvida não seria se essa gente teme ser cassada ou presa, mas quando esperaria ser solta.

Mas infelizmente o Brasil é. Até quando?
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