quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A saga de um usuário dos correios em tempos de PT


Imagine isso: você compra algo pela internet, paga o frete e é informado que em até quatro dias úteis sua encomenda chegará. O vendedor passa o código de rastreamento e no mesmo dia aparece o status como "postado".
Passam dois dias e você, otimista, entra no site dos Correios e checa sua encomenda: continua lá "postado". Tudo bem, você que se precipitou. Mais dois dias, ou seja, os quatro dias úteis combinados e você nem vai mais no site, chega na sua portaria e vai direto na caixa de correio. Nada.
Volta ao site e consulta de novo: postado.
Tudo bem, o site deve estar desatualizado, você é meio ansioso, se não chegou hoje é porque com certeza chegará amanhã. Mas nada. E no dia seguinte nada de novo e no outro dia a mesma coisa.
No sétimo dia útil após o prazo, você já está acessando o site dos Correios três vezes por dia, só para ver a mesma informação: postado.
Desiste de esperar e resolve ligar para a central de reclamações. Ali é orientado a fazer sua queixa pelo site, que só falta pedir o último exame de fezes seu e do remetente para, no final, dar erro. Liga outra vez e recebe a informação de que "por ali não podem fazer nada, melhor entrar em contato com o remetente".
Nesse momento, já se sentindo sortudo por viver num país tão eficiente, você pula algumas etapas e liga para a agência do seu bairro. É atendido por um funcionário:
- Correios.
- Bom dia, é que estou com uma encomen...
- Já sei - ele te interrompe - você e todo mundo está com o mesmo problema, ligue para esse número aqui e resolve lá com eles.
Tudo bem, você telefona e só dá ocupado ou chama e ninguém atende ou a ligação não completa, afinal, o sistema telefônico do país é tão bom quanto os Correios. De saco cheio vai até a agência pessoalmente, afinal, quem mais teria essa idéia brilhante de fazer o trabalho do carteiro?
A resposta está na fila de gente na central de distribuição. Contas, faturas, encomendas, tudo atrasado e as pessoas em fila para receber alguma informação.
Chega sua vez, pedem seu endereço, checam uma pilha de pacotes e lá está o seu, dormindo há dias no mesmo lugar. Te pedem sua identidade e liberam o pacote. Você está tão feliz que até agradece.
Aí no mesmo dia lê num jornal que os Correios têm um chefe para cada dois funcionários e nove mil estão de licença remunerada.
Preciso dizer mais alguma coisa?
P.S.: O caso aconteceu comigo, é claro e cabe deixar registrado que os funcionários que me atenderam na agência - todos provavelmente com salários bem menores que os parasitas que o PT colocou para quebrar a empresa - me atenderam com respeito e eficiência, ainda que aparentemente nada os ajude a trabalhar assim.
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