terça-feira, 17 de novembro de 2015

O Brasil é um desastre ambiental de proporções continentais


"O Brasil é um país lindo". Quem nunca ouviu isso, ainda que em propaganda ufanista com foto de mulher de bunda de fora?
E em parte não deixa de ser verdade, só que não graças ao brasileiro, mas apesar dele. Ainda.
O país tem uma natureza linda e exuberante e só. Belas praias, serras, rios, florestas, fauna. Mas o que se construiu em volta é feio, de mau gosto, sujo e só presta para atrapalhar e destruir o trabalho da natureza.

O rio Doce já estava poluído e sofrendo antes que fosse destruído pela negligência das mineradoras e do governo (que inclusive é acionista da Vale e deu um golpe na diretoria utilizando fundos de pensão para fazer uma reestatização branca).
A Baía de Guanabara - que já teve diversas espécies marinhas e águas limpas - é um gigantesco penico a céu aberto.
O rio Tietê ou o rio Carioca ou o Capiberibe ou o Guaíba ou praticamente qualquer outro que você cite, não passam de valões para despejo de esgoto sem tratamento. A natureza sofre no Brasil.
A Amazônia é desmatada como se não houvesse amanhã; nas capitais, o mar é impróprio, as praias imundas, a ocupação urbana descontrolada.
O Brasil é um desastre ambiental de proporções continentais e as pessoas ainda perguntam por que o mundo não dá tanta atenção ao que ocorreu em Mariana? A resposta é essa: porque ninguém se espanta.
É exatamente o que se espera de um país conhecido por destruir a natureza que o cerca, por exaurir recursos naturais e por tratar questões sérias na base da demagogia e da propina.
Paris, Nova York, Berlim não são lugares onde você espera que aconteça um atentado terrorista. Beirute, Damasco ou Bagdá, sim. Por isso atentados nos primeiros são recebidos com uma maior comoção, com espanto, com choque.
O Brasil não passa de um Paquistão ambiental, de um Iraque da natureza, de um califado da imbecilidade, negligência, ignorância e corrupção.
Não é à toa que sua natureza está cada dia mais parecida com os escombros das cidades destruídas nas zonas de guerra.
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