quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O "gabinete igualitário" canadense


O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, um progressista contra oligarquias que é filho de um ex-primeiro-ministro, resolveu criar uma coisa chamada "gabinete igualitário". O tal gabinete é formado metade por homens, metade por mulheres.
Isso mesmo, é o gabinete rei Salomão: 15 ministros, 15 ministras.
É lógico que a esquerda mundial - apaixonada por símbolos e pouco afeita a resultados concretos - já se apaixonou por esse cruzamento de Fernando Haddad com Jean Wyllys, que, inclusive, já fez o habitual desfile de sua iniciativa na imprensa, devidamente replicada nas redes sociais.
Mas vejamos, essa atitude do primeiro-ministro é o suprassumo da inclusão, do respeito às mulheres ou seria o oposto?
Contratar mulheres por causa de sua competência - ex.: Angela Merkel é muito mais competente do que o Lula - é uma coisa, mas contratar só porque são mulheres apenas para exibir nesse tipo de evento é mais preconceituoso do que não contratar pelo mesmo motivo.
Qual o coeficiente para o gabinete ser meio a meio? Porque não 90% de mulheres caso estas sejam mais competentes? Por que não um gabinete só de mulheres?
Pra que tratar cada mulher como um indivíduo se você pode logo marcar um gol com um monte de gente botando todas no mesmo saco? O primeiro-ministro do Canadá é "a favor das mulheres", pronto. Como se todo o resto fosse contra. Como se uma Dilma valesse a mesma coisa que uma Carly Fiorina.
Ah, o coletivismo.
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