quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz 2016!

Que todos os problemas fiquem em 2015, que o início de um novo ano traga renovação do que precisa, restauração do que necessita e mudança do que tem que ser mudado.
Que muita saúde e felicidade para nós e nossas pessoas amadas sejam fartas; e que águas tranquilas, sombra fresca e o carinho e as bençãos de Deus nos acompanhem todos os dias.
Abraços e um feliz ano novo para todos nós!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Brasil do PT não gosta de Israel, mas adora a Venezuela

Um país é o resultado das escolhas dos seus cidadãos. A realidade de um país é o resultado das escolhas dos governantes escolhidos por estes cidadãos.
O que o Brasil passa hoje é consequência direta do bonitão que votou no PT porque a boquinha está boa, da bonitona que votou no PT porque ainda espera uma boquinha boa e dos panacas que acreditaram nas mentiras, calúnias e difamações contadas por Dilma Rousseff na sua escolha por ser uma pessoa desprezível, porém reeleita "presidenta".
Daí que a política externa brasileira, essa usina de vexames e diplomacia de galinheiro, é consequência direta do tipo de gente que os brasileiros escolheram colocar no poder. Não há mais uma política de estado, mas uma politicagem de partido.
Há cinco meses este picadeiro petista em que foi transformado o Ministério das Relações Exteriores brasileiro se recusa a receber as credenciais do embaixador israelense Dani Dayan, porque este seria um "defensor dos assentamentos ilegais".
Nem vou me alongar aqui dizendo que Israel tem direito a estar na Judeia e Samaria, e que, portanto, não existe "assentamento ilegal" e nem que exigir dos israelenses que um estado "palestino" que prega sua destruição seja decretado sem que eles possam dizer nada sobre isso é um absurdo, vou ficar apenas na atitude do Itamaraty.
Não acredito que conviver na corte de Brasília e se encontrar com Dilma Rousseff seja bem um prêmio para o embaixador, mas é direito de Israel indicar seus representantes sem constrangimento e seria do interesse do Brasil aceitá-los, visto que somente de janeiro a novembro de 2015 o Brasil exportou US$ 851 milhões para Israel e importou US$ 24,7 milhões, um superávit favorável portanto de US$ 826 milhões.
Quer dizer, um país que tem se notabilizado por doar dinheiro do seu pagador de impostos para empreiteiros ladrões fazerem obras em Cuba, na Bolívia, no Equador ou na Venezuela, deveria, ainda que por puro interesse no dinheiro, preservar uma relação que, só para variar, dá lucro.
Mas o problema vai além.
Israel é um estado democrático com uma pujante economia de mercado, com inovação, tecnologia, liberdades individuais, imprensa livre e uma justiça não aparelhada que ainda neste final de 2015 confirmou uma sentença de prisão para um ex-premier. Já imaginou o horror que essa gente que infesta os palácios desse governo sente desse tipo de exemplo?
Escolher o embate com um país assim e ao mesmo tempo estabelecer parcerias com tiranetes bolivarianos como Nicolás Maduro, que neste momento aplica um golpe contra um parlamento opositor eleito democraticamente - já ouviu isso antes? - demonstra bem o tamanho do buraco onde o Brasil se meteu e só sairá à custa de muita luta.
Escolhas, escolhas.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Um petista

Oi, sou um petista.
Vivo no mesmo país que você, piso no mesmo esgoto que vaza do bueiro ali na rua, chuto o mesmo lixo que a coleta mal feita deixou na calçada, ando olhando para os lados para não ser vítima da violência urbana.
Como ainda não arrumei uma boquinha, sigo defendendo o PT por teimosia. A presidente é incompetente, mas não admito nem sob tortura.
Meu salário também é comido pela inflação, a carga tributária me sufoca, tenho que pagar plano de saúde para minha família e escola particular para meus filhos, mas tudo bem, desde que o meu vizinho coxinha se ferre também.
Tenho um amigo filiado. Tem empregão público, passa a tarde na praia, paga cerveja no bar pra todo mundo com o dinheiro dos outros, troca de carro independente da taxa de juros, já andou até em jatinho de empreiteiro, mas ele é do mesmo partido que eu, então é trabalhador.
Ordinário explorador é meu cunhado fascista que tem uma loja de material de construção e mal termina o mês no azul depois de pagar tudo o que deve. Só deve estar reclamando do governo porque queria ser senhor de escravo.
Me acostumei a chamar artista medíocre de patrimônio nacional, crítico de cinema e roqueiro estatizado de formador de opinião, ator canastrão lei rouanetdependente de proletário, blogueiro sustentado por dinheiro sujo de jornalista e gente que não sabe a diferença de "pousa" para "posa" de intelectual.
E só para não dar razão para os outros, esses golpistas que acham que a constituição e as leis valem para os companheiros, defendo corrupto, ladrão, mentiroso, liberticida, fanfarrões que acham que política serve para fazer pé de meia para a família e até parasitas e sanguessugas que invadem e ocupam prédios, fecham vias públicas e atrapalham a minha vida, mas para defender o partido.
Relativizo tudo, justifico absurdos com os absurdos dos outros, minto e espalho mentiras, calúnias e difamações mesmo sabendo que são falsidades, mas faço em nome do partido.
Não tem um terrorista, assassino, incompetente, medíocre e desonesto que eu não seja capaz de defender se for para ficar ao lado do PT.
Mas é você, não petista, que não presta, que é ignorante e que precisa ler e melhorar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!


Não vou te dizer que presentes e comidas não importam e nem que a tradição conta. Não vou tentar te dizer como você deve passar seu Natal, amar sua família, agradecer por tudo de bom que recebe todos os dias, pela sua saúde, pelo dom da vida.
Um dia, da melhor maneira possível, se é que ainda não enxergou isso, você enxergará. Deus tem seu tempo e seu modo e todos somos Seus filhos.
Venho apenas lembrar que hoje não comemoramos apenas mais uma data cristã, ocidental ou como você prefira chamar, hoje é o dia em que lembramos a chegada no mundo Daquele que nos amou mais do que jamais alguém nos amará, Daquele que é o alimento da nossa vida, Daquele que nasceu e viveu entre nós para nos mostrar o quanto Deus nos ama.
Jesus veio ao mundo através de Maria, Sua Mãe Santíssima, Rainha dos Céus, e deu Sua vida para que todos tenhamos vida. Nosso Salvador, Nosso Mestre, Nosso Irmão, Nosso Pai, Nosso Eterno Guia, Deus feito homem a nos tocar, a nos abençoar, a nos amar.
Que hoje e todos os dias Jesus Cristo possa estar ao seu lado, abençoando e protegendo sua vida, sua família e todos os que você ama neste mundo.
Só o amor basta. Só aqueles que você ama são a verdadeira felicidade. E Jesus é amor e felicidade.
São José, Bondoso Patriarca, rogai por nós. Maria, Nossa Senhora, Mãe Querida e Amorosa, rogai por nós. Jesus, pelo Seu Nascimento e pela Sua vida, abençoai nossas famílias. Deus Forte e Misericordioso, tende piedade de nós.
Um Feliz Natal!

Chico Buarque e os "coxinhas"

Chico Buarque foi abordado na rua por pessoas que falaram mal do PT. Chico Buarque respondeu fazendo o que todo petista faz, ou seja, falou mal do PSDB.
Artistas, engajados e gente que adora mandar os outros lerem - ainda que não leiam nada além de blogs sustentados por estatais - reclamaram dos "playboys" que foram fazer "discurso de ódio" contra o Chico Buarque, como se o próprio Chico Buarque não fosse ele mesmo um playboy.
Não concordo com essa tática de abordar e constranger pessoas na rua. Nem políticos, que nos constrangem e fazem até coisa pior, nem artistas que nos constranjam fazendo música, humor, cinema ou qualquer outra coisa ruim - geralmente com o nosso dinheiro através de leis de incentivo fiscal - e emitindo opiniões políticas piores ainda.
Chico Buarque me constrangeu gravando uma música em apoio a estudantes profissionais e professores militantes que invadiram escolas em São Paulo, assim como a chef Paola Carosella me constrangeu indo lá cozinhar para os - esses sim - playboys do PSOL, da UNE e da UJS.
Mas nem por isso acho que devam ser abordados na rua nos seus momentos de intimidade, nem mesmo se usarem - como usam - suas famas - merecidas ou não - para tentar influenciar pessoas e apoiar partidos de ladrões, gangues de liberticidas ou movimentos sociais que constrangem muitas vezes até mesmo o direito de ir e vir dos outros.
Não penso isso porque se trata do Chico Buarque ou de qualquer outro "famoso", mas para qualquer um.
Aí é que as reações indignadas ao episódio com o Chico Buarque me constrangeram ainda mais, porque vi gente dando ataques e bradando coisas como "mas até o Chico, esses coxinhas perderam o limite?".
Por que "até o Chico"? Não vivemos numa monarquia e mesmo que vivêssemos, a família real brasileira mora em Vassouras e Petrópolis, não no Leblon e não tem sobrenome "Buarque de Hollanda".
Quando se torna um agente político, Chico Buarque passa a ficar sujeito a qualquer crítica que qualquer agente político sofre.
Ele não é especial, não é "patrimônio nacional" e muito menos intocável. Chico Buarque pode ser unanimidade no Jobi, mas o Brasil não acaba no Jardim de Alá.
Pessoalmente acho o Chico Buarque um excelente compositor, um cantor ruim, um escritor medíocre (com uma exceção) e um cretino político.
Como tal não deve ser constrangido na rua, mas também não deve ficar imune à críticas. Pelo contrário, merece a grande maioria delas.
P.S.: Teve gente que não me entendeu - e só pode ser porque me expressei mal - e achou que eu estava aqui pretendendo dizer como os OUTROS devem agir, mas me permitam explicar melhor: EU, que tenho vergonha até de perguntar o preço das coisas para vendedores de loja, é que não faria isso, quem achar que deve, que faça.
Outra coisa, quando exerce suas atividades profissionais ou públicas, tanto o Chico Buarque quanto qualquer outro lei rouanetdependente merece ser interpelado e chamado de petralha ou o que equivalha, o que me incomoda um pouco - a mim, não precisa incomodar a você - é meter amigos e família dessas pessoas, que participam de seus momentos de intimidade, no meio, ainda que eles não respeitem a nossa família e os nossos amigos quando se unem a uma quadrilha de impostores.
Não desejar a eliminação física e social dos meus adversários é o que me diferencia dessa gente e não me impede de trabalhar pela sua eliminação política.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A solidez do que presta

O PT levou 13 anos para destruir o que Itamar e Fernando Henrique construíram em 9.
Mesmo com toda a corrupção, aparelhamento e incompetência crescente do estado, pilhagem e desmanche em estatais, entrega de ministérios para incompetentes, agatunados e gente abaixo da média, mesmo com tudo isso o PT precisou se esmerar na inépcia e basculheira para trazer de volta o descontrole na economia e jogar o país de volta para 30 anos atrás.
Se a década de 1980 é conhecida como a "década perdida", esta era petista pode ser considerado como a "década tungada".
Também é notório o pavor que lulopetistas, chavistas, kirchneristas e bolivarianos da mesma grei sentem de perder o poder.
Estes projetos totalitários, cleptocratas e populistas não resistem fora do bolso dos outros, sem a máquina do estado a financiar seus braços na sociedade e sua militância remunerada.
Veja na Argentina, onde o presidente Mauricio Macri em apenas uma semana já levantou taxas e impostos absurdos, tomou medidas para atrair investidores e saldar dívidas, implantou o câmbio flutuante, determinou uma faxina na fábrica de estatísticas falsas do kircherismo, tomou medidas para revogar a lei de meios, um tipo de censura aprovada por Cristina Kirchner e agora está enxotando militantes de cargos no estado.
O que se vê, em resumo, é que se um projeto de país erguido sobre base sólida como o Real pode resistir até uma década sob ataque do populismo das pedaladas fiscais, projetos personalistas, irresponsáveis e demagogos de poder pelo poder caem em questão de dias, basta que seus chefes sejam defenestrados pelo eleitor.
Nota-se o porque do desespero deles, condenados que estão a ser apenas uma nota de pé de página na história e uma definição tal qual "década perdida" ou, quem sabe, "década do transe".
Acorda, América Latina.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Como derrotar o PT?

O que fazer para derrotar o PT?
Bom, pra começar me deixa te dizer que não há motivo para desânimo só porque, a despeito da péssima situação econômica do país e das denúncias de roubalheiras bilionárias, ainda exista gente que defenda o PT.
Tudo se compra, inclusive apoios sinceros e não custa lembrar que ainda hoje tem gente que defende o nazismo, o fascismo e o comunismo, logo não seria o lulopetismo que deixaria de ter seus fanáticos, alugados ou não.
Se até Charles Manson angariou seguidores, qualquer um pode. A diferença é que Manson não teve intelectuais da USP, artistas do Leblon, para chegar ao poder central do seu país e nem mensalões, petrolões e depois ministros do STF para financiar, estatizar e garantir a massificação da sua seita.
Diante disso você tem duas opões: se juntar à família Manson de macacão ou tomar atitudes contra ela. Ficar em casa, não fazer nada e dizer que não tem nada com isso equivale à se juntar à gangue, só que sem as benesses.
A oposição venezuelana enfrentou e enfrenta uma situação mil vezes pior. Lá fazer oposição é crime. Há pessoas encarceradas por fazer discursos contra o governo, por participarem de protestos e, atenção, tem gente presa e processada porque vaiou a esposa de Diosdado Cabello, um cruzamento de gorila com tiranossauro rex que é o segundo na hierarquia do chavismo.
Lá não há horário eleitoral, a imprensa é toda censurada e/ou comprada literalmente, vozes dissonantes são perseguidas, presas, exiladas, a polícia tem autorização para atirar com munição letal em opositores e os Sérgios Moros do país foram todos destituídos e presos.
Se a democracia brasileira está num buraco com esse congresso vendido e uma suprema corte composta por tarefeiros do petismo, a democracia na Venezuela sofreu algo bem semelhante à queda de Gandalf.
Ainda assim, com toda a fraude e abuso da máquina, o chavismo perdeu a última eleição.
Há que se unir, todos, há que se fazer oposição total e sem pausa e há que se oferecer alternativas e planos para o dia seguinte do fim do petismo.
A economia está mal, mas como Dilma - o fenômeno das finanças que nos colocou nessa situação - acha que sabe tudo, provavelmente ainda vai piorar.
Isso quer dizer que mesmo se Barrosos et caterva, mesmo se Renans et escumalha, mesmo se PCs do B et vassalagem conseguirem golpear as leis e manter Dilma Rousseff no cargo até 2018, ela chegará lá em situação igual ou pior do que Sarney em 1989.
Resta ao Brasil não permitir que a história se repita como comédia e um outro salvador da pátria apareça para recomeçar tudo de novo.
Depende também de você.

Você não dá seu voto, mas o empresta

Quando o PSDB diz que é "oposição a favor do Brasil", confesso que não entendo muito bem, afinal, não existe outra oposição que seja a favor do Brasil e também não seja totalmente contra o PT em todos os aspectos. Impossível ser um e não ser o outro.
Quando Aécio diz que Dilma não tem mais condições de governar, concordo com ele plenamente. Não tem mesmo. Mas quando diz que está disposto a "colaborar com o governo" caso seja necessário, volto a ficar confuso, porque a única colaboração com este governo que seja, como diz o seu slogan, "a favor do Brasil" é oferecer a caneta para que a presidente assine sua renúncia.
Qualquer outra coisa é a favor do PT, é a favor do complexo de esquerda do PSDB, da pusilanimidade com a qual se faz oposição num país onde todo mundo quer ser governo, mas a favor do Brasil não é.
Políticos gostam de dizer que "ganharam não sei quantos votos na eleição", mas estão errados. O eleitor não dá seu voto, o eleitor empresta.
Cabe ao político saldar essa dívida ou rolá-la durante seu mandato, merecendo novo empréstimo ou enrolando o credor, pedalando com o mandato.
Aécio recebeu 51 milhões de votos emprestados. Não sei quantos ainda teria hoje, mas com certeza Dilma não teria aqueles 54 milhões que recebeu.
Aécio precisa fazer valer o empréstimo que Dilma já perdeu. Ele tem o futuro pela frente para fazer isso, resta saber se o fará. Até lá milhões vão ficar por aí perambulando à procura de quem represente seus anseios e suas frustrações.
Dilma por enquanto não precisa se preocupar. Ainda que tenha perdido milhões de votos e tenha dificuldade de comprar 171 deles na câmara, ela ainda pode contar com 6 ou 7 ministros do STF que melam o jogo para salvar a chefe se for o caso.
Essa é a democracia em que você vive.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Governar é servir

"Governar é servir, é dar a vida aos demais, como faz um bombeiro, um professor, um médico, um policial, porque política é serviço, política para mim é servir".
Com essas palavras, Maria Eugenia Vidal - estrela ascendente da política argentina - iniciou seu discurso de posse como governadora da província de Buenos Aires.
Ela prosseguiu e disse a política para ela não é "escrever discursos e depois virar para o outro lado", como quem diz: há que se fazer o que se diz ou ainda "política não é demagogia", ainda que fique cada dia mais difícil de acreditar nisso.

Se o destino reservará à bela governadora o posto de presidente da nação argentina um dia, temos que esperar, mas o sopro de ar fresco que tais palavras representam nos faz sonhar com uma América Latina diferente, ainda que mais adiante.
Vejamos o Brasil.
Um deputado, um senador, um governador, secretário, ministro, um presidente, conta com benefícios e mordomias que não existem sequer em algumas monarquias do mundo. Motoristas, apartamentos funcionais, despesas pagas, salários acima da média do país, aposentadorias especiais.
Por si só - e exercida honestamente - a política já seria uma excelente profissão, com um belo retorno financeiro. O problema é que nossas excelências acham isso pouco e querem ficar milionários, sem criar ou revolucionar nada que melhore a vida das pessoas para isso.
Quem inventa uma nova vacina, um novo meio de transporte, quem revoluciona a forma como as pessoas se comunicam, encurta distâncias, promove pessoas, encontra meios de preservar a natureza sem prejudicar a economia, gera riqueza, esses sim merecem ganhar muito dinheiro.
Os políticos devem atuar apenas como facilitadores destes. Devem servir a sociedade servindo a quem beneficia a sociedade.
Só que ao invés disso estes passam o tempo fazendo discursos que não têm conexão com suas atitudes, já que manipulam e se alimentam de uma gigantesca burocracia que apenas cria entraves e confisca riquezas, em suma, além de não servir, além de subtrair numerário alheio, ainda atrapalham. Já seriam caros se ganhassem um salário mínimo.
Mas ganham bem, muito bem, e não servem para nada.

sábado, 12 de dezembro de 2015

A memória do brasileiro

O Rio Amazonas é considerado o maior rio do mundo. Sua extensão ganha do Nilo em mais ou menos 100 km e seu volume de água também supera o gigante faraônico lá do Egito.
Dizem que a sua força, que faz o espetáculo da pororoca e leva água doce quilômetros mar adentro, não vem de um declive acentuado, pelo contrário, o Amazonas é monótono e desce poucos metros por quilômetro.
A força de sua água vem da quantidade de água que vem sempre atrás, empurrando para frente aquele verdadeiro rio-mar, deixando tudo pra trás em velocidade incrível (eu já estive lá e posso atestar: é uma velocidade de dar medo).
Não. Este não é um texto sobre geografia, sobre a necessidade da preservação das águas e nem sobre a Marina Silva.
É sobre o Brasil mesmo e sobre a monótona capacidade que o país tem de substituir um escândalo pelo outro, empurrando para o oceano os "velhos" escândalos, no seu igualmente monótono trajeto descendente.
Alguém sabe, por acaso, que fim levou o lobista brasiliense que sustentava a amante do Renan Calheiros? E o propinoduto do Rodrigo Silveirinha? O escândalo dos bingos? Os bilhões torrados na ditadura companheira de Cuba? As licitações milionárias no DNIT? A empresa do Dirceu num paraíso fiscal? Mensaleiros presos recebendo 7 milhões em salário? Do petista suspeito de lavar dinheiro do PCC? O assessor estuprador e pedófilo da Gleisi Hoffmann? Da internet do palácio do planalto sendo usada para difamar adversários?
Muitos destes escândalos eu tenho certeza que você nem lembrava, assim como eu, que tive que pesquisar para recordar e achei mais de cem.
E o filho do Lula que depois que o pai entrou na presidência virou milionário? Posso gastar linhas e linhas aqui com o Sarney, Collor, Renan, com a política do ABC paulista que é igual a uma "Chicago Tupiniquim", o "Zé" Dirceu, Celso Pitta, Maluf, o "Caso Luiz Estevão", o juiz Lalau, Banco Santos, Mesbla, dólares na cueca, é tanto escândalo que tem até verbete na Wikipedia.
Dizem que o brasileiro tem "memória curta". O Lula mesmo disse uma vez que "tudo acaba caindo no esquecimento mais dia menos dia", mas não creio que seja isso.
Acho é que o brasileiro não tem "hardware" disponível no seu cérebro para memorizar tantos escândalos e basculheiras que seus mandatários proporcionam. Brasília é como a nascente de um rio Amazonas de chorume que continua enviando mais e mais escândalos sem parar, dando pau na máquina, enchendo o HD, queimando a memória.
No país que se orgulha de possuir o "maior rio do mundo", o "maior estádio do mundo", a "maior festa popular do mundo", podemos nos orgulhar de possuir a "maior fábrica de ladrões, corruptos e escândalos do mundo".
Não é o povo que tem memória curta, é Brasília e os demais palácios nada nobres que agem como se a paciência do pagador de impostos, esse esquecido, não tenha limite.
E até aqui, infelizmente, eles estiveram certos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Lula e os pobres

Lula diz para o pobre - aquele que está indo pra faculdade, andando de avião e usando o mesmo perfume da madame - esquecer a carne e se contentar com arroz. E sem reclamar, seus pessimildos.
Onde fica agora aquela propaganda do João Santana que dizia que se a Dilma não fosse reeleita sumiriam os pratos de comida da mesa dos mais pobres?
Por falar nisso, e aquela história de que o Aécio plantaria inflação para colher juros?
"Apesar da crise" ainda vai ter arroz pra comer ou em breve os comissários dirão que o cidadão precisa comer grama e areia para passar pelo "período especial"?
Essa gente mais pobre, sofrida, não é "burra" como dizem por aí e tampouco "se vende" em troca de benefícios. É uma gente que se sente invisível, abandonada, que luta diariamente para sobreviver. E acredita quando mostram para ela que algo pode mudar e por isso vai em frente e termina sendo enganada, traída.
Nada é mais golpista do que isso.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sobre o impeachment e a carta do Temer

- Temer pra Dilma: me deixa sentar nessa cadeira de presidente aí só pra testar um negócio.
- O traidor, golpista, baixo, conspirador, é o mesmo cara que há pouco mais de um ano o PT FEZ QUESTÃO que fosse o vice da Dilma?
- Respeite o mandato conquistado democraticamente contando mentira, maquiando dados, dando pedalada, difamando adversários e faltando com o respeito ao eleitor.
- Por sinal, somente um presidente "democraticamente eleito" pode ser destituído do cargo, caso contrário teria perdido a eleição e pouparia o trabalho.
- O Temer está reclamando de quê? A presidente também é decorativa.
- Quem votou na chapa Dilma-Temer deveria ficar feliz com a posse do Temer, porque assim os outros estarão respeitando seu voto mais do que eles mesmos.
- Os defensores da democracia contra o golpe quebram urnas para impedir votações. Então tá combinado assim.
- Falam que a oposição está prejudicando o país, mas Dilma pode ajudar o país agora se quiser, basta escrever "eu renuncio" no papel e mandar entregar no congresso.
- Pelo visto Dilma vai sair do palácio depois de aprovado o impeachment sob o coro dos 7% berrando "não vai ter golpe".
- Sempre que perde e ameaça virar a mesa no STF o PT demonstra como espera que o tribunal seja obediente e confirme o aparelhamento.
- Funciona assim: você gasta mais do que pode em ano de eleição pra não perder o cargo, infringe a lei, sofre impeachment e termina perdendo o cargo. Só isso.
- Vão fazer o que em 2016 e 2018? Invadir todas as seções eleitorais quebrando urnas e obrigando o eleitor a votar 13?
- Toda vez que o Fachin agir pra defender o PT como bom funcionário do partido que é, agradeçam a um de seus cabos eleitorais, o Álvaro Dias.
- "Não tenho conta na Suíça." Tudo bem, Dilma, então ninguém te tira por causa de conta na Suíça, só por causa do resto todo.
- Pedir impeachment do Collor, Itamar e Fernando Henrique não era golpe, mas pedir da Dilma é golpe sim, porque ela é do meu partido, ora bolas.
- Esperem mais ocupações, ruas fechadas, urnas quebradas. Não basta cair do prédio, eles vão derrubando varal, ar-condicionado, furando toldo.
- Brasil do PT, esse estranho universo onde desrespeitar leis, corromper e ser corrompido é democracia e tentar punir isso é golpe.
- Não vai ter golpe mesmo, gente, impeachment não é golpe. Dilma vai sair porque infringiu a lei e se cercou de desonestos. Golpe é outra coisa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

As compras de Merkel


A mulher mais poderosa da Europa comprando seu próprio queijo no supermercado. Igualzinho os manda-chuvas do Brasil.
Aí eu te pergunto: outro dia publiquei aqui uma foto do juiz Sérgio Moro esperando pacientemente ser atendido numa fila e muitos disseram "ah, não faz mais nada do que a obrigação".
Concordo. Mas quantas autoridades no Brasil se comportam da mesma forma? Esses dias mesmo circulou uma notícia de que o ministro Dias Toffoli furou fila num aeroporto, gerando confusão.
Dilma, Temer, Pezão, Alckmin, Marina, Lula, a lista é extensa e você pode adicionar quantos nomes quiser, quais condestáveis da República se dignam da mesma forma a se misturar com o populacho e frequentar supermercados, padarias, feiras livres ou estações de metrô sem estarem em campanha e cercados por um séquito de assessores?
O que me leva à uma outra pergunta: a atitude do juiz Sérgio Moro lembra mais a da Angela Merkel ou a de nossa "classe dirigente"? Qual nos aproxima mais da civilização?
Claro que não é nada além do que a obrigação, mas não deixam de ser dignos de aplauso aqueles que a cumprem.
Além de nos tirarem um pouco do subdesenvolvimento.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A vitória de Macri

A recente vitória de Maurício Macri na Argentina animou setores da sociedade cansados do clepto-populismo em todo o continente latino-americano e botou fogo nas hostes da esquerda bolivariana.
A direita está contra-atacando, dizem eles, como se Reagan, Thatcher, Stephen Harper e Benjamin Netanyahu estivessem batendo às nossas portas. Quem dera.
Mas a tal direita da qual eles tanto falam é composta por gente como Henrique Capriles, cujo partido se declara de "centro-esquerda" ou então Aécio Neves, que já disse uma vez que "para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".
O próprio Macri, que se declara de centro-direita, tirou fotos com a estátua de Peron durante a última campanha eleitoral argentina e se comprometeu a não privatizar empresas tão úteis para o pagador de impostos quanto as Aerolíneas Argentinas, reestatizada durante o governo da família Kirchner.
No Brasil essa direita de fantasia atende pelo nome de partido da "social democracia" e apesar de ter feito um tímido programa de privatizações na década de 1990, defende coisas como cotas, manutenção de estatais consideradas "estratégicas" e políticas de transferência de renda.
Como se vê, a tal "direita" que avança é tão destra quanto o canhoto Diego Maradona, o craque que tem uma tatuagem do Che Guevara no braço.
A verdade é que setores da imprensa e formadores de opinião pegam quem atrapalha os planos hegemônicos de certa esquerda populista, histriônica e liberticida - o que não quer dizer absolutamente o mesmo que se opor às idéias de esquerda - e transformam em "direita".
Estabelece-se assim o duelo mencheviques versus bolcheviques que há décadas permeia a política do continente, sem oferecer, com raríssimas exceções, uma opção realmente à direita.
Pior para o continente que só tem dois lados esquerdos e vive por aí andando torto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O impeachment é civilizatório

Finalmente o impeachment de Dilma Rousseff deixou de ser uma teoria e passou a ser um fato jurídico e político. Não interessa se Eduardo Cunha é ou não é um chantagista, achacador, corrupto, mentiroso, vingativo ou qualquer outro adjetivo que o PT e sua imprensa queiram imputar ao presidente da Câmara, quem será julgado no processo de impeachment não é ele, é ela.
Dilma agora é oficialmente uma presidente processada. Sua credibilidade, que já era baixa, assim cai mais um pouco e já está abaixo do PIB negativo que seu governo produziu.
Na rádio, na internet e nos jornais, é bonita a dedicação dos jornalistas em fazer de Dilma só uma vítima da mesquinharia do Eduardo Cunha, mas o fato é que não foi ele que infringiu a lei de responsabilidade fiscal, que nomeou Cerverós e Paulos Robertos Costas, que conviveu pacificamente com Vaccaris ou que se elegeu presidente com dinheiro de origem suspeita.
Foi ela e a ela cabe agora responder de acordo. Golpe seria o contrário.
Dizer que ela foi "eleita democraticamente" não é absolutamente relevante. Ainda que tenha sido uma eleição suja do ponto de vista moral, não é isso o que está em julgamento.
Afirmar que ela não tem contas no exterior também é irrelevante. Bradar sua honestidade, idem. Não se julga uma coisa ou outra, ainda que seja estranho uma pessoa tão honesta cercada do tipo de gente que ela se cerca.
Imagine você que se o Eduardo Cunha tivesse aceito esse pedido de impeachment pouco mais de uma semana antes, quem iria para a TV defender a Dilma como um dos líderes do seu governo e atestando a sua inocência seria o agora preso Delcídio do Amaral.
Somente democracias depõem presidentes de acordo com a Constituição. E somente ditaduras consideram crime investigar, julgar e punir os crimes de seus manda-chuvas.
O impeachment de Dilma provaria apenas isso: que ainda há democracia no Brasil, a despeito dos esforços do PT.
O maior problema é que todo mundo que vive no país sabe bem o que o PT fará agora para não sair do governo. A dúvida é no final quanto cada voto contra o impeachment vai custar para quem paga imposto. Porque o resto do país quer mais é se ver livre da Dilma, até muitos dos que votaram nela.
Militantes do partido ameaçam parar o país em caso de impeachment, mas ninguém deve se preocupar muito com isso, afinal o PT já parou o país faz tempo, agora está até dando ré.
Só quem perde com a sua saída é quem tem emprego público e negócios vinculados ao PT. Tirando isso, nem ela, que detesta o cargo, perde.
Talvez a Dilma não tenha descoberto ainda como sair da presidência será bom para ela, que detesta políticos, detesta política e não tem vocação para administrar equipes. O que a prende no cargo é o orgulho ferido, não quer sair assim tocada que nem gado.
Mas se o problema é esse eu tenho a solução: Dilma deveria renunciar logo e dizer "saí porque eu quis e não porque vocês mandaram".
Pronto. Todo mundo abaixa a cabeça, obedece e ela vai para casa feliz.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mãos limpas, depois o resto

O juiz Sérgio Moro escreveu um artigo sobre a operação mãos limpas, que mudou o cenário político na Itália ao processar figurões da República, no qual dizia que houve uma deslegitimação do sistema então em vigor, o que propiciou ímpeto às investigações.
O pós-guerra italiano estava dominado pela disputa ideológica entre os blocos democrático-liberal e socialista-comunista e a queda do bloco socialista arrefeceu o debate ideológico tornando as falhas e a corrupção do sistema partidário mais evidentes, o que levou à sua total implosão com partidos de todos os lados do espectro ideológico perdendo apoio e influência.
Note aqui o importante: o arrefecimento do debate entre socialistas-comunistas e seus adversários foi o que retirou a cortina de fumaça que abrigava a corrupção generalizada de ambos os lados.
Recentemente uma pesquisa demonstrou que a corrupção é a maior preocupação dos brasileiros e deve ser mesmo. O problema do Brasil nunca foi geração de riqueza ou recolhimento de impostos. Dinheiro tem de sobra, o problema é que existem muitos ralos e dragas que o levam a bolsos indevidos e não permitem que este seja devolvido na forma de serviços.
Paga-se muito, mas rouba-se mais ainda. O problema é que perdemos tempo demais discutindo questões subjetivas ou nos engalfinhando em guerras ideológicas que só servem a quem deseja se esconder na fumaça.
Não é curioso que somente na América Latina, viveiro de populistas e corruptos, esta guerra ideológica entre direita e esquerda seja realizada ainda nos termos do final do século passado? Que questões sociais acessórias façam a sociedade perder tanto tempo? E que a luta contra a corrupção que destrói vidas seja ridicularizada e rebaixada a "assunto de ignorante"?
Debater casamento, ciclovias, conceito do que é ou deixa de ser arte, liberação de drogas ou então se Marx foi deturpado ou não é uma verdadeira loucura num país onde pessoas moram em favelas no meio de lixo e valas negras, a violência urbana é digna de países em guerra, a saúde e a educação são vergonhas nacionais.
O que separa o Brasil da civilização é, sim, a corrupção sistêmica e disseminada em todos os níveis da sociedade. Desde o guarda que rouba do motorista para não aplicar multa até o senador pego roubando milhões para o partido, passando pelo professor do sindicato que recebe dinheiro para fazer greve e doutrinação e pelas ONGs que a despeito das duas últimas letras da sigla não vivem sem dinheiro governamental, a corrupção é o atraso do Brasil.
Todo o resto é diversionismo, é distração, serve apenas para que os de sempre continuem roubando o país.
Não é o caso de dizer que são todos "farinha do mesmo saco", porque uns são piores do que os outros e alguns menos piores do que estes, mas de exigir que o país deixe o show de lado e passe a cuidar do que importa.
O dinheiro do pagador de impostos não pode mais parar no bolso do sugador de recursos.
Depois cuidamos do resto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Não cometam genocídio com o genocídio

Que tal a academia, imprensa e demais setores da sociedade que discutem coisas diferentes de futebol e reality shows pararem de banalizar a palavra "genocídio"?
Na Irlanda sob administração britânica a população morria de fome enquanto o país continuava exportando grãos. Na Ucrânia os soviéticos mataram o povo de fome deliberadamente. Em Ruanda hutus assassinaram tutsis de forma massiva e sistemática.
O genocídio judeu, o armênio, o indígena nas Américas ou em Darfur, no Sudão são todos desastres da humanidade que se enquadram neste termo. Episódios nos quais o homem se mostrou ao mesmo tempo tão indigno e tão carente da Presença e do Perdão do seu Criador.
Aí você vê gente no Brasil dizendo que há genocídio nas favelas, no campo, nas cidades. Por favor, não.
Nada justifica um cidadão ser morto "por engano", geralmente por um funcionário público que é treinado e recebe para não cometer esse tipo de engano. Nada justifica o péssimo preparo das polícias do país ou seus salários ou suas condições de trabalho, mas isso tudo é causado pela inépcia e desonestidade das péssimas administrações públicas no governo federal e também nos estados.
Não há uma política formal ou informal de assassinato sistemático de negros ou qualquer outro grupo social ou étnico. Há negligência e incompetência gigantescas, há falta de cuidado, de atenção, de planejamento, de políticas públicas que tratem inclusão não como consumismo e meras estatísticas, mas como transformação de realidades, mas "genocídio", não.
O lado bom da total falta de atributos ligados ao planejamento, execução e eficiência de nossos governantes em geral é que isso os impede até mesmo de serem genocidas o que, por outro lado, não os impede de ser praticamente todo o resto do que não presta.