quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Governar é servir

"Governar é servir, é dar a vida aos demais, como faz um bombeiro, um professor, um médico, um policial, porque política é serviço, política para mim é servir".
Com essas palavras, Maria Eugenia Vidal - estrela ascendente da política argentina - iniciou seu discurso de posse como governadora da província de Buenos Aires.
Ela prosseguiu e disse a política para ela não é "escrever discursos e depois virar para o outro lado", como quem diz: há que se fazer o que se diz ou ainda "política não é demagogia", ainda que fique cada dia mais difícil de acreditar nisso.

Se o destino reservará à bela governadora o posto de presidente da nação argentina um dia, temos que esperar, mas o sopro de ar fresco que tais palavras representam nos faz sonhar com uma América Latina diferente, ainda que mais adiante.
Vejamos o Brasil.
Um deputado, um senador, um governador, secretário, ministro, um presidente, conta com benefícios e mordomias que não existem sequer em algumas monarquias do mundo. Motoristas, apartamentos funcionais, despesas pagas, salários acima da média do país, aposentadorias especiais.
Por si só - e exercida honestamente - a política já seria uma excelente profissão, com um belo retorno financeiro. O problema é que nossas excelências acham isso pouco e querem ficar milionários, sem criar ou revolucionar nada que melhore a vida das pessoas para isso.
Quem inventa uma nova vacina, um novo meio de transporte, quem revoluciona a forma como as pessoas se comunicam, encurta distâncias, promove pessoas, encontra meios de preservar a natureza sem prejudicar a economia, gera riqueza, esses sim merecem ganhar muito dinheiro.
Os políticos devem atuar apenas como facilitadores destes. Devem servir a sociedade servindo a quem beneficia a sociedade.
Só que ao invés disso estes passam o tempo fazendo discursos que não têm conexão com suas atitudes, já que manipulam e se alimentam de uma gigantesca burocracia que apenas cria entraves e confisca riquezas, em suma, além de não servir, além de subtrair numerário alheio, ainda atrapalham. Já seriam caros se ganhassem um salário mínimo.
Mas ganham bem, muito bem, e não servem para nada.
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