terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Não cometam genocídio com o genocídio

Que tal a academia, imprensa e demais setores da sociedade que discutem coisas diferentes de futebol e reality shows pararem de banalizar a palavra "genocídio"?
Na Irlanda sob administração britânica a população morria de fome enquanto o país continuava exportando grãos. Na Ucrânia os soviéticos mataram o povo de fome deliberadamente. Em Ruanda hutus assassinaram tutsis de forma massiva e sistemática.
O genocídio judeu, o armênio, o indígena nas Américas ou em Darfur, no Sudão são todos desastres da humanidade que se enquadram neste termo. Episódios nos quais o homem se mostrou ao mesmo tempo tão indigno e tão carente da Presença e do Perdão do seu Criador.
Aí você vê gente no Brasil dizendo que há genocídio nas favelas, no campo, nas cidades. Por favor, não.
Nada justifica um cidadão ser morto "por engano", geralmente por um funcionário público que é treinado e recebe para não cometer esse tipo de engano. Nada justifica o péssimo preparo das polícias do país ou seus salários ou suas condições de trabalho, mas isso tudo é causado pela inépcia e desonestidade das péssimas administrações públicas no governo federal e também nos estados.
Não há uma política formal ou informal de assassinato sistemático de negros ou qualquer outro grupo social ou étnico. Há negligência e incompetência gigantescas, há falta de cuidado, de atenção, de planejamento, de políticas públicas que tratem inclusão não como consumismo e meras estatísticas, mas como transformação de realidades, mas "genocídio", não.
O lado bom da total falta de atributos ligados ao planejamento, execução e eficiência de nossos governantes em geral é que isso os impede até mesmo de serem genocidas o que, por outro lado, não os impede de ser praticamente todo o resto do que não presta.
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