terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Brasil do PT não gosta de Israel, mas adora a Venezuela

Um país é o resultado das escolhas dos seus cidadãos. A realidade de um país é o resultado das escolhas dos governantes escolhidos por estes cidadãos.
O que o Brasil passa hoje é consequência direta do bonitão que votou no PT porque a boquinha está boa, da bonitona que votou no PT porque ainda espera uma boquinha boa e dos panacas que acreditaram nas mentiras, calúnias e difamações contadas por Dilma Rousseff na sua escolha por ser uma pessoa desprezível, porém reeleita "presidenta".
Daí que a política externa brasileira, essa usina de vexames e diplomacia de galinheiro, é consequência direta do tipo de gente que os brasileiros escolheram colocar no poder. Não há mais uma política de estado, mas uma politicagem de partido.
Há cinco meses este picadeiro petista em que foi transformado o Ministério das Relações Exteriores brasileiro se recusa a receber as credenciais do embaixador israelense Dani Dayan, porque este seria um "defensor dos assentamentos ilegais".
Nem vou me alongar aqui dizendo que Israel tem direito a estar na Judeia e Samaria, e que, portanto, não existe "assentamento ilegal" e nem que exigir dos israelenses que um estado "palestino" que prega sua destruição seja decretado sem que eles possam dizer nada sobre isso é um absurdo, vou ficar apenas na atitude do Itamaraty.
Não acredito que conviver na corte de Brasília e se encontrar com Dilma Rousseff seja bem um prêmio para o embaixador, mas é direito de Israel indicar seus representantes sem constrangimento e seria do interesse do Brasil aceitá-los, visto que somente de janeiro a novembro de 2015 o Brasil exportou US$ 851 milhões para Israel e importou US$ 24,7 milhões, um superávit favorável portanto de US$ 826 milhões.
Quer dizer, um país que tem se notabilizado por doar dinheiro do seu pagador de impostos para empreiteiros ladrões fazerem obras em Cuba, na Bolívia, no Equador ou na Venezuela, deveria, ainda que por puro interesse no dinheiro, preservar uma relação que, só para variar, dá lucro.
Mas o problema vai além.
Israel é um estado democrático com uma pujante economia de mercado, com inovação, tecnologia, liberdades individuais, imprensa livre e uma justiça não aparelhada que ainda neste final de 2015 confirmou uma sentença de prisão para um ex-premier. Já imaginou o horror que essa gente que infesta os palácios desse governo sente desse tipo de exemplo?
Escolher o embate com um país assim e ao mesmo tempo estabelecer parcerias com tiranetes bolivarianos como Nicolás Maduro, que neste momento aplica um golpe contra um parlamento opositor eleito democraticamente - já ouviu isso antes? - demonstra bem o tamanho do buraco onde o Brasil se meteu e só sairá à custa de muita luta.
Escolhas, escolhas.
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