quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O eleitor de castigo

A moda na Baixada Fluminense (e não tenho por que duvidar que tambem seja no resto do país) são prefeitos que perderam a reeleição ou não conseguiram eleger seu sucessor abandonando completamente as suas cidades.

Coleta de lixo, manutenção do calçamento, pagamento de funcionários, fornecimento de material para escolas, postos de saúde e hospitais, tudo suspenso e o cidadão largado à própria sorte.

Alguns desses alcaides não aparecem para trabalhar há dois meses, mais ou menos o tempo que levou da eleição até agora.

Não tem retrato melhor da mentalidade política brasileira do que esse. Suas excelências assaltam o cidadão em impostos e taxas, usufruem desse dinheiro dos outros como uma verdadeira corte de Maria Antonieta e acham que fazem um grande favor quando se dispõem a prestar algum serviço mal e porcamente.

Dessa forma cortam o "favor" quando o eleitorado "não se comporta" direito.

Nunca mais poder exercer qualquer cargo público, eletivo ou não, pelo resto da vida é o mínimo que poderia acontecer com essa gente.

Mas conhecendo a já citada mentalidade política brasileira, que também, infelizmente, pertence ao eleitor, é capaz dessa gente voltar como deputado na próxima eleição.

Pobre país sem vergonha e sem esperança.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O círculo absurdo

World Trade Center, Paris, Bruxelas, Nice, Berlim e tantos outros locais atingidos pela perseguição religiosa e étnica, sim, porque o que acontece no mundo hoje é uma perseguição religiosa contra cristãos e ocidentais, e o mais bizarro é que você vê mais preocupação com as suscetibilidades dos seguidores do islã do que com as vítimas dos seguidores do islã.

São os aviões que bateram nas torres gêmeas, é a bomba que explodiu, é o caminhão que atropelou as pessoas e curiosamente ninguém se incomoda muito com o fato de aviões, bombas e caminhões não matarem pessoas sozinhos, mas precisarem de outras pessoas operando-os para fazer isso.

Mas todo o cuidado é pouco, afinal, a pior parte de um atentado cometido por um terrorista islâmico é que isso pode aumentar a "islamofobia" e dar discurso à "extrema-direita".

A sequência dos fatos parece ser monótona e absurdamente igual. Ocorre um atentado, as pessoas fazem uma hashtag "#PrayFor", trocam a foto de perfil nas redes sociais pela bandeira do país vítima da vez, surgem textões cobrindo o ocidente de culpa, a coisa cai no esquecimento e logo vem um novo atentado.

E você não pode nem se indignar, exigir medidas de segurança, sentir o medo natural de quem já foi mordido uma, duas, três vezes, não, o politicamente correto vai te dizer que você deve se sentar à mesa junto com a fera e o seu medo e preocupação são errados, você deve aceitar, aceitar, aceitar.

Obrigar os outros, através da culpa, a amar e tolerar quem os odeia é a obra mais macabra da esquerda.

Coragem e covardia

Em 2008 os republicanos levaram uma surra. Perderam a presidência, o senado, a câmara e a narrativa. Ao invés de acenar para a esquerda, ceder ao politicamente correto, pedir arrego para a grande imprensa ou tentar ser quem não são, fizeram o oposto dessa atitude tíbia, que seria a escolhida por 10 entre 10 partidos brasileiros.

Cerraram fileiras, perderam votações seguidas no congresso mas sempre votando em bloco, marcando posição, criticando na imprensa, obstruindo, fazendo barulho e no final recuperaram a câmara.

Mais adianta recuperaram o senado mas nem por isso amoleceram, pelo contrário, foram pra cima com tudo e a despeito do nariz torcido dos caciques do partido para Trump, bancaram sua candidatura contra todas as previsões e venceram.

Hoje, oito anos depois, ainda de certa forma liberal economicamente, conservador por princípio e anti-politicamente correto, eles tem a Casa Branca, o congresso, a maioria dos governos estaduais e a maioria das legislaturas estaduais. Eles simplesmente dizimaram eleitoralmente os democratas, com Obama, os Clintons, Al Gore, a grande imprensa e tudo.

Coragem paga dividendos, covardia só traz prejuízos, como a "oposição" que tínhamos no Brasil e que agora é um governo envergonhado (e com razão) provam.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O bolo da esquerda

Todos os elementos estão lá: brancos contra negros, mulheres contra homens, nordeste contra sudeste, héteros contra gays.
Mas vem o esquerdodoido e diz:
- Ai, coxinha, você não leu.
- Li sim, é uma bosta como todos os outros textões.
- Então você não sabe interpretar, seu ignorante.
É como se você se deparasse com um bolo de fezes mas o sujeito quisesse te obrigar a comê-lo antes de dizer que está ruim ou solado.

A estratégia perdedora da esquerda

Quem sou eu para dar conselho pra esquerdista e principalmente feminista - elas não precisam de nada vindo de "omi" - ainda mais porque quero mais é que sigam nesse caminho maneiro que elas estão, mas pensa comigo: como fazer uma posição prosperar na sociedade?

Um jeito é pela força. Outro jeito é pelo convencimento.

Não imagino gente que corre de bomba de efeito moral fazendo nada pela força, então vamos analisar o caminho do convencimento.

Quem deseja chamar os outros para si, angariar apoio, simpatia e adesões age como? Dialogando, ouvindo, respeitando, cedendo, mudando de rumo e encaixando um discurso que aglutine, ou berrando, xingando, ofendendo, mandando os outros calarem a boca?

- Você não pode falar disso, você não é mulher.
- Você tem que calar a boca, você é branca.
-  Isso não te diz respeito, fique quieto e aceite.
- Não está conosco? Vamos nos juntar, atacar e destruir a pessoa.

Não me parece uma estratégia muito boa, tanto que nem entre mulheres o femidoidismo de DCE é maioria.

Essa postura raivosa, surda ao mundo que a cerca, que constrói bolhas que só são habitadas por quem pensa exatamente igual é que gera surpresas como "não sei por que meu candidato perdeu, todo mundo que eu conheço votou nele".

Mas o mais curioso é como insistem no erro. Intolerantes, cagadores de regra, patrulheiros da vida alheia, sem o menor senso de humor ou nuance, essa gente está perdendo a briga até para a turma da "zueira" na internet.

Com bom humor, sátira, deboche e métodos que ganham simpatia, gente que a esquerda chama de "burros, bolsominions, ignorantes, machistas, fascistas, etc." dá uma surra de comunicação.

Já ajudaram a eleger um presidente dos Estados Unidos e podem muito bem repetir o feito por aqui. E a esquerda, viciada em ideologias e práticas de 50, 100 anos atrás, segue cometendo os velhos erros, a ponto de a impressão que fica é que a esquerda só tem mesmo erros para cometer.

Mas como disse no início, quem sou eu para dar conselhos. Quero mais é que percam uma atrás da outra mesmo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Menos ocupação e mais gente se ocupando


Neste momento uma loja de móveis está sendo atacada por feministas e seus equivalentes nas redes sociais.

Mas vamos aos fatos: um cara relacionado à loja disse num grupo sobre design que acha que homens são melhores do que mulheres para projetar móveis. Uma opinião tosca, mas ainda assim é a opinião dele, o máximo que qualquer pessoa normal pode fazer é discordar e lamentar.

Segundo fato: a empresa resolveu fazer uma campanha utilizando modelos em trajes sumários e situações meio surreais - uma bela morena segurando um CABIDEIRO numa descida para uma PRAIA, por exemplo - para promover seus produtos.

Pronto. Os justiceiros sociais juntaram sua turba para fazer o que sabem melhor: linchamento e assassinato de reputações, dando falsas avaliações para fazer a empresa ficar com o filme queimado no Facebook.

Ao invés de fazer o que 99% dos social medias fazem e pedir desculpas beijando o anel do coitadismo, a empresa lançou um desafio: se eles conseguirem fazer a avaliação ficar abaixo de 1.1 (uma medida do Facebook) até o final de janeiro, eles doam 10 mil em compras para a moça que iniciou a confusão. Se a avaliação ficar acima disso eles doarão uma outra quantia para a AACD.

Assim a área de avaliações da empresa virou um campo de batalha de fazer inveja à batalha dos bastardos de Game of Thrones.

Mas isso é normal, essa gente do "mais amor por favor" transforma tudo em guerra. O curioso são as declarações dos justiceiros sociais.

Mulheres que não concordam com eles merecem apanhar e serem escravizadas pelos maridos. Homens que não concordam com eles merecem ser "expostos" e "sofrer" e a empresa que ousou desafiá-los merece "ir à falência".

Ou seja, em nome de uma subjetiva "objetificação da mulher" - não consta que a modelo das fotos tenha sido obrigada a estar ali - eles acham que várias famílias que dependem de uma empresa merecem perder seu sustento, apenas para "vencer o argumento".

Como se nota, feminismo, afro-coitadismo e qualquer justiçagem social em geral não passa de uma adolescência eterna ou tardia: uma idiotice que atinge a pessoa e quando aparecem responsabilidades, preocupações de verdade e contas para pagar, geralmente passa.

E quando não passa acontece isso que aconteceu com essa loja de móveis.



Quem estiver curioso, o link para a página deles está aqui: https://www.facebook.com/AlezziaMoveis/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Futuro quebrado

Vou me repetir: vocês notam que não tem um projeto que tire o país dessa desordem geral em que se encontra? Dessa beira da anarquia?
Desse caos e desordem moral, ética, política, econômica?
São ladrões de um lado, lunáticos de outro e gente inexpressiva por toda parte.
Um congresso preocupado em manter privilégios e em não ser preso, o sistema educacional formando idiotas úteis, um relativismo moral que faz alguém comparar a mãe de um jogador morto no acidente de avião da Chapecoense com o filho supostamente traficante de uma funkeira que foi morto numa suposta - haja suposição nessa terra - troca de tiros com a polícia, um sujeito que nem Jader Barbalho discursando na tribuna do senado contra a imprensa e a lava-jato enquanto chamava um outro sujeito como Renan Calheiros de "senhor presidente", um governo querendo botar o trabalhador na canga por 49 anos para se aposentar enquanto não corta uma mordomia de qualquer uma das castas de Brasília e uma eleição se aproximando seja em 2017 ou 2018 com opções que dão vontade de sentar e chorar.
O PT com suas alianças espúrias e sua profissionalização do "malfeito" não destruiu só a economia, mas também quebrou o futuro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Precisamos mudar tudo, mas mudar como?

Segundo o Datafolha só quem venceria o Lula num eventual segundo turno em 2018 seria a Marina Silva, ou seja, Lula usaria todo o dinheiro arrecadado pelo PT para comprar mais da metade do eleitorado que, muito ocupado contando as notas, esqueceria que a Marina também é petista.

2018 é o ano do desalento. Seria até mais fácil suportar a espera até lá se não soubéssemos que o PMDB, por exemplo, estará no mesmo lugar de sempre, ou seja, sendo assediado pelo eventual eleito para "compor a base" e "garantir a governabilidade".

O que pode levar o eleitor a se dirigir até a urna com sede de vingança, com vontade de punir. Isso é bom, porque traz mudança, mas não necessariamente bom, porque nem toda mudança é para melhor.

A impressão é que dentro desse arcabouço sobre o qual se apóia a democracia brasileira tudo está podre. Executivo, legislativo e judiciário são castas que vivem alheias à realidade do brasileiro médio, que simplesmente cansou delas, não as suporta mais, porém não descobriu o que colocar no lugar.

Sem lideranças ou projetos de país que enxerguem o futuro além da eleição de 2018, o que se tem é desesperança, que leva ao desespero, que leva à decisões perigosas.

Podemos ir assim para as mãos de um novo caçador de marajás ou de algum testa de ferro da mesma gangue que hoje e sempre domina Brasília, que hoje mais do que uma draga de recursos, virou uma draga de esperanças.

O sistema político brasileiro precisa ser implodido. Não há o que preservar nele. O problema é: substituído pelo quê?

Eu pessoalmente não sei a resposta.

sábado, 19 de novembro de 2016

Direitos iguais, mas um pouco mais iguais para suas excelências

Essa ordem judicial mandando o Garotinho para um hospital particular dada pela ex-advogada de campanha daquela senhora que sofreu impeachment - e que é um dos milhares de Lewandowskis deixados pelo PT como entulho nos tribunais superiores - torna urgente acrescentar um artigo na constituição avisando que o indivíduo que passa em concurso público para cargos que dão direito à comitiva e carro oficial ou o que consegue mandato eletivo tem salvo-conduto para subtrair o que bem entender sem ser importunado.
Afinal, se o SUS que está "bom demais" para a ralé não é bom o bastante para a turma do Sírio e Libanês e da Rede D'Or, se as escolas que servem para os filhos do populacho não são boas para suas proles aveludadas e se os transportes públicos que tão bem servem à chusma não são adequados aos seus traseiros acostumados com bancos de couro, as leis que valem para o "resto" não podem e nem devem valer para eles.
Seria muita espetacularização da justiça, atentado ao estado de direito e fascismo tratar todos igualmente perante a justiça (aspas aqui) brasileira.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

É na cadeia que suas excelências vão descobrir como vive o povo que eles infernizam

Já começaram a aparecer comentaristas políticos, celebs e vulgos repreendendo as pessoas que riram com o piti que o ex-governador Anthony Garotinho deu ao ser transferido de um hospital municipal para o presídio de Bangu.
Insensibilidade, humor macabro, bestialização, foram algumas das palavras usadas. Como se não fosse insensível, macabro e bestial um político que há décadas está em postos-chave no estado pedir transferência para um hospital particular porque o SUS, que "está bom demais" para o populacho, não serve para ele.
Ou como se não fossem insensíveis, macabros e bestiais os luxos em que vivem as famílias do Sérgio Cabral e demais "excelências" às custas exclusivamente do roubo, da corrupção e da falência econômica e moral do estado.
Essa gente não merece pena. Meu avô quando era vivo ficou no SUS. Passou dias numa maca e o banheiro do local tinha fezes no chão. Até ser transferido tive que PAGAR para que funcionários do hospital dessem atenção à ele e não o largassem ali sem cuidados. Nada se assemelhava à um tratamento humano para aquelas pessoas que já estavam ali fragilizadas, necessitadas, desamparadas.
E o mesmo com a segurança pública, as escolas, as gigantescas favelas fétidas que são as cidades brasileiras, ignoradas por suas excelências que andam para cima e para baixo em carros oficiais, que só frequentam recepções em locais tão refrigerados e assépticos que não parecem estar nem no mesmo país. Que se deleitam em banquetes pagos com o dinheiro dos outros, que educam seus filhos, futuros herdeiros dos seus impérios do crime, no exterior, para não se misturar com o populacho.
Pois a cadeia, as mesmas cadeias que eles construíram e gerenciaram, é o local adequado para que se encontrem com os indesejáveis, para que sintam como é a vida de quem almoça em quentinhas e bebe Tang, para que provem um pouco do inferno em que transformam a vida dos outros.
Eu nunca dei faniquito sendo levado pra cadeia, mas também nunca roubei dinheiro público e nem me aproveitei da miséria pra comprar voto.
Tentem isso da próxima vez, quando forem soltos. De preferência daqui a muitos anos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Temer, a queda é logo ali


Quando assumiu logo após o impeachment daquela senhora que ocupava a presidência, Michel Temer contava com uma grande dose de boa vontade de uma parcela considerável da população.
Mas ele não deveria ter se enganado: não era aprovação para ele, mas para qualquer coisa que não fosse o PT.
De lá pra cá é certo que Temer tomou algumas medidas que evitaram que o país caísse no abismo e que podem até ajudar a tirar o Brasil da crise em que os corruptos do PT o enfiaram, mas isso não é nada demais.
Qualquer coisa que não fosse o PT já seria menos pior do que o PT.
O problema é que fora isso nada mais que preste aconteceu. Jantares milionários para angariar votos no congresso, convescotes com shows de samba ao custo de milhares de reais, projetos para aumentar salários de servidores enquanto o resto do país aperta o cinto e é atingido por medidas amargas, farra com jatinhos da FAB, investigados na lava-jato conspirando abertamente para melar a operação com apoio tácito - e nem tanto - do planalto.
Não dá. Temer precisa entender que não tem capital político para isso. Foi eleito na chapa do PT numa eleição para com dinheiro sujo do petrolão. Não foi a opção da maioria que foi às ruas pedir a queda do governo petista.
O que ele faz cercando-se de gente como Renan Calheiros, Romero Jucá ou Moreira Franco é convidar a multidão de volta ao meio-fio, dessa vez para correr atrás dele.
E os movimentos pró-impeachment também precisam agora provar que não foram para as ruas só contra o PT, mas de fato contra a corrupção. Não temos tempo a perder com um governo novo formado por velhos políticos que fazem as práticas de sempre.
O presidente precisa escolher entre o Brasil e os seus companheiros corruptos pegos na lava-jato.
Se escolher os últimos, merece cair.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Dêem o exemplo

Tem um monte de "formador de opinião" malandrinho se juntando com político malandrão para criar um clima de fim de mundo e vender a reforma da previdência como o elixir da panacéia dos problemas do país.
Agora, se essa PEC 241, apoiada por muitos, já está causando esse rififi, imagine uma reforma draconiana da previdência, que 8 em 10 detestam?
Com juízes ganhando 70 a 100 mil por mês, parlamentares cheios de mordomias, Brasília - como sempre - se comportando como a corte de Maria Antonieta, falar em austeridade é cuspir na cara dos outros.

O PT saiu, mas o petismo parece que ainda está aí, de abotoaduras.
Parem com isso.
Fica a sugestão para Temer, seus ministros, governadores, deputados e senadores: METAM A FACA NA PRÓPRIA GORDURA. Vocês têm um cupim inteiro, cada um, pra desbastar aí.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"O politicamente correto é a tirania com uma cara feliz" Chalrton Heston

Certa vez pedi informações sobre uma localização para alguém na rua e a pessoa me respondeu assim:
- Vai por essa rua, dobra à direita, segue reto, sabe uma praça que tem uma escola?
- Sei, sim!
- Então, não é nessa praça, continue reto e...
Lembrei disso ontem quando a conta do Twitter da Folha de São Paulo divulgou assim a reação da torcida pela vitória do Brasil no Mineirão: "sem gritos de bicha, torcida brasileira provoca argentinos". Foi como pedir informação para a pessoa da praça novamente.
Começar essa notícia com a informação "sem gritos de bicha" é como dizer "sem comer peixe, fulano foi na churrascaria". É a não notícia se enfiando na notícia para cumprir a agenda do politicamente correto.
A imprensa - não só a brasileira, mas a mundial - entendeu que não existe mais para dar notícias, mas para educar o povo direcionando seu pensamento, adestrando seu comportamento, moldando sua mente.
Nem falo só dessa nova obsessão pelos gritos de "bicha" que sempre existiram nos estádios ou pela, quem sabe, futura obsessão com o xingamento preferido às mães dos juízes, talvez associando-o à cultura do estupro, ao machismo ou seja lá o que essas cabeças doidas imaginem. Falo da reação que já começa a acontecer e que é preocupante.
Preocupante porque as pessoas encheram o saco da patrulha politicamente correta. Encheram o saco de justiceiros sociais dizendo para elas o quanto elas são racistas, machistas, odiosas, reprováveis e MANDAR no que elas TÊM que fazer para não serem chamadas assim.
E essa encheção de saco pode levar à um efeito rebote ruim, que é uma multidão de pessoas totalmente sem solidariedade com as outras, insensíveis, sem nenhuma empatia, porque resolveram que a resposta correta aos degenerados do politicamente correto é se tornar um degenerado que diz coisas horríveis com o intuito de chocar e mostrar que ninguém manda na sua boca.
Se conselho fosse bom, ninguém dava, mas fica o meu aqui: seja contra eles, mas não se torne eles (só que ao contrário).

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Presidente Trump


Ufa! Quem esperava isso? Confesso que eu esperava, aliás, torcia, mas não achava que seria possível. Não com esse massacre da grande mídia, dos artistas de sempre, do politicamente correto, dos globalistas.

Mas Trump acreditou, seus "deploráveis" (como assim Hillary definiu os eleitores dele) acreditaram e os Estados Unidos mostraram um dedo médio gigante para todos os que diziam, praticamente mandavam, em quem eles deveriam votar para provar que não eram racistas, machistas, homofóbicos, xenófobos, fascistas, enfim, deploráveis.

E aí está a primeira grande lição desta surpreendente eleição americana de 2016: o cidadão médio, aquele que acorda, trabalha, paga impostos, luta contra os problemas diários e quer apenas ser deixado em paz para tocar sua vida, criar seus filhos e cultivar seus valores, encheu o saco da reengenharia social da esquerda.

Teorias de gênero, banheiros mistos, luta de classes, pessoas sendo jogadas contra outras pessoas pela cor da pele, religião, sexo. O cidadão médio, cristão, de família, "de bem" - como a esquerda diz, quase xingando - cansou. E deu o troco. Big.

A esquerda dos Estados Unidos - assim como a do Brasil nas eleições municipais - foi sovada nas urnas, punida, doutrinada. Mas pelas suas reações aqui e lá, ainda bem, não aprendeu nada.

Sociólogos de DCE e cientistas políticos cheerleaders acham que o erro foi do eleitor e não deles. Seguem na sua arrogância e elitismo, na sua guerra ao pensamento das pessoas comuns, que é, sim, conservador.

O mesmo cidadão que é chamado de ignorante, burro, imbecil, fascista, retrógrado, que é mandado "ler, estudar, melhorar", como se marxismo de botequim fosse a solução para melhorar a cabeça de alguém, este mesmo cidadão é o que pega um trem lotado, mora numa casa modesta, paga crediário e desliga o ar-condicionado no meio da noite para economizar na conta de luz.

Prazer, esquerda, este é o verdadeiro oprimido.

Não a militante feminista, o militante gay ou o ongueiro afro da faculdade, que acha que escrever "fora Temer" no copo do Starbucks ou chamar Ivo de Eva é uma grande revolução.

Esse militante de esquerda, no DCE, na GloboNews, na CNN, no New York Times, na academia, que acha que pode "mudar o mundo" enfiando sua idéia distorcida de amor ou tolerância ou diversidade pela goela dos outros abaixo, prazer, esquerda, este é o verdadeiro opressor.

E ele é você. E é por isso que tudo está saindo do seu controle.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Eleição americana for dummies


Para você que não sabe a diferença entre Alaska e Nebraska, um pouco sobre a eleição americana.
- A eleição americana é sempre na primeira terça depois da primeira segunda de novembro, ou seja, é sempre de 2 a 8 de novembro.
- Isso porque como o país era rural, os deslocamentos longos e a eleição não podia atrapalhar os dias religiosos e o dia do mercado (quarta) era preciso dar tempo para as pessoas das áreas rurais se deslocarem até os centros e voltar a tempo de participar dos mercados na quarta.
- Cada lugar do tem cédulas e sistemas de votação diferentes. Pode ser touch screen, cartão perfurado, bilhete marcado, etc.
- A contagem é feita localmente, para diminuir os riscos de fraude.
- Nos EUA o resultado da eleição não "espera o Acre". Conforme finaliza o horário (de acordo com o fuso) em cada estado, a apuração começa e os números saem mesmo com outros estados ainda votando.
- Fato curioso: ao saber os primeiros resultados nos estados que terminam primeiro, eleitores de estados que ainda estão com a votação aberta correm para votar e "ajudar" seu candidato.
- Além de eleger presidente, congressistas, governadores, juízes e até xerifes, eles votam referendos sobre tudo, desde maconha até impostos e orçamentos do governo.
- Essa quantidade de escolhas pode fazer com que as cédulas de votação cheguem a ter tamanhos bem consideráveis com até mais de uma página.
- Etiquetas de alimentos, casamento entre pessoas do mesmo sexo, impostos para custear bolsas estudantis, TUDO vai para a cédula e o eleitor decide.
- Em 2012 somente a Califórnia teve 11 proposições na cédula. Cada estado coloca o que quiser resolver ali, independente do governo central.
- Boca de urna? Pode. Tirar foto do voto? Pode. Votar antes do dia da eleição? Pode. Se arrepender e depois cancelar para votar de novo (no voto antecipado)? Pode.
- Astronautas americanos na estação espacial podem votar do espaço.
- Mesmo assim eles podem decidir não votar, já que o voto é facultativo no país, o que faz com que os partidos dediquem muito esforço na operação "GOTV - get out the vote", ou "busque o voto".
- Nem sempre quem ganha o voto popular leva. Cada estado tem direito a um certo número de votos eleitorais de acordo com o tamanho de sua população e este colégio eleitoral é que elege o presidente.
- Alguns estados utilizam o sistema "winner take all", onde o vencedor fica com todos os delegados do estado (por exemplo, a Flórida e o Texas) e outros dividem estes delegados de acordo com os distritos eleitorais, como o Maine.
- A Califórnia é um estado considerado "sólido" para os democratas, que ganham seus 55 votos eleitorais desde a eleição de Bill Clinton em 1992.
- Já o Texas é uma fortaleza dos republicanos, que ganham seus votos eleitorais desde 1980, com Ronald Reagan.
- Essa característica faz com que os candidatos a presidente sequer façam campanha em estados tradicionalmente vencidos pelo adversário, já que perder por um voto ou um milhão não faz diferença.
- Por isso praticamente não há campanha em estados como Oregon (democrata) ou Idaho (republicano).
- Desde 1968 o Kansas só dá a vitória aos republicanos.
- Desde 1964 o democratas vencem no Distrito de Columbia.
- O símbolo dos democratas é um burro, o presidente Andrew Jackson (1828) era chamado por adversários de "burro" e passou a adotar a imagem como desafio, que se popularizou.
- Em 1872, o cartunista Thomas Nast fez uma charge colocando um burro na pele de um leão e assustando os animais no zoológico, no mesmo desenho ele colocou um elefante correndo com a legenda "voto republicano", partido que acabou adotando o elefante como seu símbolo.
- Hillary não é a primeira mulher candidata a presidente, mas Victoria Woodhull em 1872, pelo "partido dos direitos iguais". Ela foi uma "sufragista", ativista pelo direito das mulheres ao voto.
- Franklin D. Roosevelt foi eleito presidente quatro vezes, antes da 22ª emenda constitucional limitar a dois mandatos as reeleições.
- Uma vez eleito e reeleito nos Estados Unidos, um presidente nunca mais pode se candidatar ao cargo.
- Antes de 1804, o segundo colocado ganhava o cargo de vice-presidente como prêmio de consolação.
- Quem será que leva esse ano?

sábado, 5 de novembro de 2016

Não seja um ET


Em muitos filmes de ficção científica os alienígenas são retratados como seres com tecnologia superior, indiferença total à subjetividade da raça humana e disposição total para nos tomar tudo o que puder sem se importar com o sofrimento que isso cause.
Confrontados com seus planos de destruir a Terra, sequestrar, aprisionar e escravizar pessoas, espalhar seu lixo, sugar todos os recursos ou simplesmente nos destruir apenas por que "podem", nossa reação no cinema vai do pavor à angústia, do medo à raiva, do sentimento de auto-preservação ao desejo de vingança.
E os personagens dos filmes geralmente fazem tudo isso para satisfazer a sede do público. Mas o que sobra no final é: eles não tinham o direito de fazer isso e merecem ser punidos.
Agora, me diga qual a razão de pensarmos diferente quando humanos vão até o oceano ou às florestas do mundo e retiram daquele habitat natural animais para serem aprisionados e expostos em zoológicos, aquários ou parques aquáticos?
Não é uma necessidade vital, já que não comemos golfinhos e nem tomamos sopa de leão, é pura diversão, disfarçada de interesse científico. Fazemos apenas porque podemos.
A ciência hoje não pode afirmar que, por exemplo, peixes sintam algo quando removidos do cardume para ficar circulando numa caixa de vidro sob olhares curiosos. Mas não pode afirmar também que não sintam nada.
Já baleias, golfinhos e vários outros animais sim, eles sofrem com essa ação. Assim como sofrem com a poluição que produzimos, com o descaso com o qual utilizamos recursos naturais, com a destruição que invariavelmente cerca a presença humana.
Agora pense o seguinte: nem sequer alienígenas somos, mas agimos igualzinho aos ETs de filme que desejamos a morte quando fazem o mesmo conosco.
O planeta ser nosso, não significa que este nosso diga respeito apenas ao humano. É nosso. Nosso e deles.
Tente não ser um ET.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Seu dinheiro, seu conforto

(Clique na imagem para ampliá-la)

O mapa que aparece nesta imagem é do metrô de Caracas, pago em grande parte com o seu dinheiro via BNDES por ordem do PT.
Só te faço uma pergunta: o metrô da sua cidade no Brasil é melhor do que esse?

Os periquitos de realejo


Conceito de educar para a esquerda brasileira: extrair à fórceps tudo o que não interessar à "revolução", apelidar isso de "desconstrução" e rechear o espaço vazio que fica com um tal pensamento crítico que faz todos repetirem conceitos de esquerda como loros de bar ou, se preferir outra figura ornitológica, periquitos de realejo, retirando frases prontas de uma gaveta.
Milhares de pessoas que pensam criticamente, livremente e só por uma incrível coincidência, todas iguais umas às outras.
Mas não tem doutrinação alguma, claro. Isso é coisa de direitista que bate panela e "não lê" (o que eles mandam e de preferência comentado por eles mesmos).

O que esperou e espera cada um


O presidente Michel Temer tem agido nos bastidores para livrar Renan Calheiros dos seus problemas, dizem alguns blogs especializados em política.
Fora isso, a revista Época publicou uma reportagem perturbadora no final de semana, dizendo que Renan agiu em conluio com ministros do STF e membros do governo para simular uma crise institucional que desacreditasse a operação Métis, da polícia federal, que pegou o mesmo Renan utilizando a polícia legislativa como sua Gestapo particular ou FBI das bananas, como preferir.
É bom que Michel Temer entenda de uma vez que ele não tem capital político para queimar salvando um prontuário ambulante como Renan Calheiros. O país tem uma séria crise para superar e assim como chegou ao posto mais alto do país, ele pode cair dali num piscar de olhos.
Dilma Rousseff, por mais impopular que fosse, contava com o exército de movimentos sociais e braços armados do PT para fazer berraria em sua defesa. São jacarés sem dente, mas fazem bagunça suficiente no pântano para parecer que há um apoio na sociedade quando não há.
Com tudo isso Dilma caiu. Está agora em casa, esperando que a lava-jato a alcance.
Eduardo Cunha contava com um exército de 200 deputados que, segundo a lenda, "faziam o que ele mandasse". Desafiou todos os limites da prudência - como indo numa CPI sem ser convocado, mentir e ser pego na mentira - e deu no que deu.
Com todo esse apoio, Eduardo Cunha caiu. Está agora ocupando uma cela em Curitiba, esperando uma delação premiada.
Basta uma enxurrada de más notícias, basta que a grande parte da população que está tendo paciência com quem herdou a maior crise em 80 anos perca essa paciência, basta que a fuça de Renan Calheiros e seu riso pernóstico instiguem um "chega" no asfalto, que a rua enche e sabe o que acontece?
Com toda a paciência, com todo o apoio do PMDB, com todos os 300 e tantos deputados que agora estão na sua "base" e correrão para a oposição assim que sentirem o cheiro de sangue na água, Temer cairá.
E não se sabe qual lugar o esperará na história.
Renan Calheiros não vale tudo isso. O desaparecimento político desta figura sinistra só fará bem ao país. Não fará a menor falta.
Que um presídio o espere.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Chefe da tribo Carosella

A quantidade de auto-declarados descendentes de índios/negros na Lapa-São Salvador ou Vila Madalena só compete com a de brancos de raiz no country club.
É tipo uma roupa da moda.
Aquela cozinheira de ocupação, a Paola Carosella, mesmo é uma que se fosse brasileira votaria no PSOL e diria que é bisneta de índio.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O país e sua juventude sequestrada


Hoje um juiz de Brasília ordenou que a polícia militar cortasse a luz, água, gás e proibisse a entrada de alimentos e demais mantimentos nas escolas ocupadas por estudantes no Distrito Federal.
Logo sites a serviço do PT - o partido que insufla essa desordem através de seus braços sindicais - acusou a medida de "tortura". Convenhamos, tortura para esses playboys seria cortar o sinal do celular e o Wi-Fi.
Mas esse nem é o absurdo, o absurdo mesmo começa quando chamamos de "ocupações" o que na verdade são invasões. Esse pessoal - uma minoria estridente, como sempre - que está ali atrapalhando os outros pouco se lixa para a educação, seu negócio é a "revolução" que os doutrinadores botaram nas suas cabeças.
Para acabar com essas invasões bastaria colocar professores nas salas dando conteúdo relevante. Em coisa de cinco minutos eles sairiam correndo dali.
Piadas à parte - e isso tudo é uma grande piada de mau gosto - essa situação só chegou neste ponto por culpa da reação dos governos e da sociedade ainda em 2015, quando a palhaçada começou nas escolas de São Paulo.
Ao invés de reportagens, entrevistas e até a Paola Carosella cozinhando para os invasores, o que deveria ter acontecido eram mandados de reintegração de posse, presença da polícia e responsabilização dos pais de todos os menores que estavam ali servindo de massa de manobra.
E se você ainda acha um absurdo usar a polícia para retomar um patrimônio público turbado e garantir o direito da maioria, te respondo uma coisa: absurdo é a sociedade continuar assistindo passivamente o PT sequestrar o país e sua juventude só para não ter o fim que merece, o fim que buscou para si.

Militância virtual


Em 2013 o militante em tempo integral, aquele que se orgulha se acabar com os almoços de família e acha que tudo na vida - até a fila do pão - é um palanque colocou um twibbon "não é pelos 20 centavos" na foto de perfil do Twitter e do Facebook. Logo em seguida, revoltado com os coxinhas que invadiram a rua e estragaram a revolução, trocou por um "fascistas não passarão".
Em 2014 usou um "Copa das copas", "Dilma coração valente", "Dilma 13" e até um "Lacrei o 13".
Veio 2015 e com ele o "10% do PIB para a educação", "Dilma fica", "Redução não é a solução", "Fora Cunha", "Contra o golpe", "impeachment não", "Devolve Gilmar".

2016 foi frenético. "Fica, querida" e "não vai ter golpe, vai ter luta", "democracia sim, golpe não", "não reconheço governo golpista" e "fora, Temer".

Teve ainda "Haddad prefeitão", "Freixo 50" e, com as surras eleitorais o "Ocupa tudo" e "não à PEC 241", "escola sem pensamento crítico não é escola".
Meu, tu é chato, hein?

Quem ganhou e quem perdeu

Essa esquerda que foi às ruas com adesivos no peito e um discurso pronto defender o bolivarianismo de botequim do PSOL é, como bem observou Joel Pinheiro da Fonseca, uma gente que se acha portadora de uma moral superior e inatingível para aqueles que discordam dela.
São pessoas que, de verdade mesmo, odeiam pobres - religiosos, conservadores, "cabeças pequenas" - e a classe média - egoísta, elitista, atrasada, golpista, machista, fascista, homofóbica - mas esperam adesão total destas duas aos seus projetos de poder.

Caso sejam contrariadas uma enxurrada de xingamentos, ofensas e de uma genuína indignação por ter que dividir o mesmo país com essa gente que não se enquadra é posta para fora como um vômito de ressentimento, sentimento que não só compõe a rima, como é a principal característica do seu pensamento.
Mas outra coisa que a esquerda é, e você dificilmente irá discordar caso não seja de esquerda, é chata. Uma foto de uma moça segurando um cartaz onde se lia "até que você acorde nós vamos lutar por você" é a cara dessa esquerda.
Eles simplesmente não acreditam que o outro possa tomar uma decisão contrária às suas visões de mundo de forma consciente, clara e objetiva. O outro é sempre o burro, o que não lê, o manipulado, afinal, quem iria discordar do que é, para eles, o bem que luta contra o mal?
Dessa forma, como bem observou no Twitter a paulista Fernanda Tanaka, um rico que vota em um partido que jura que vai taxá-lo ao limite da espoliação é "esclarecido", mas um pobre que vota em quem promete asfaltar a sua rua é "burro".
Só mesmo sendo membro de uma família Manson vermelha para não perceber o absurdo.
Crivella certamente venceu no Rio, assim como João Dória venceu em São Paulo. Afirmar que suas vitórias não passaram de derrotas da esquerda é diminuir as campanhas inteligentes que fizeram.
Mas dá, sim, para afirmar também que a grande derrotada foi a esquerda. Uma esquerda arrogante, grosseira, messiânica, que interdita qualquer debate caso haja um contraditório. Que taxa de "atrasado" quem na verdade não quer "avançar para trás" como é tudo o que ela propõe.
Enfim, uma esquerda que, pelas suas reações e análises após a peia que levou nas urnas, pelo visto não aprendeu nada.
Ainda bem.

domingo, 30 de outubro de 2016

Sobre a eleição para prefeito do Rio

- 59% Marcelo Crivella, 45% Brancos, nulos e abstenção, 40% Marcelo Freixo. O PSOL é o partido que consegue ficar em terceiro até numa disputa entre dois.
- Onde votei hoje: um cara com uma camiseta "Bolsonaro presidente" e outro "Seja uma boa pessoa, não seja comunista". Minha vizinhança é boa.
- Freixo perdeu para aquele candidato considerado o adversário ideal, porque perdeu TODOS os segundos turnos que disputou. Isso quer dizer o quê? Que o PSOL se entende muito bem com a bagunça, mas não com a urna.

- Dúvida: se o Crivella ganhar, quando psoleiros e petoscos fatalmente pedirem "fora, Crivella", eles serão golpistas?
- O Reinaldo Azevedo se orgulha tanto daquele "petralha" dele que eu resolvi a partir de agora só usar "petosco". Dêem crédito ao citar. :P
- Haja mamadeira e chupeta amanhã para a choradeira desses revolucionários de playground do PSOL.
- Se o Facebook não tomar cuidado os seus servidores vão até cair com a quantidade de textão que vai ter depois da derrota do Freixo.
- O Rio se livrou do PSOL por mais quatro anos. Que a direita/centro-direita na cidade não seja burra de novo em 2020.
- Resultado: Crivella seguido da astenção e logo depois o Freixo.
O PSOL é tão bom de voto que mesmo com um exército de cabos eleitorais emporcalhando as ruas com adesivos até o "ninguém" ganha deles.
- Freixo disse que "só está começando", o que dá a entender que ele está mesmo decidido a ser um novo Lula, aquele sujeito que vive de ser candidato até o dia em que consegue enganar eleitores o suficiente para fazer terra arrasada. O Rio que fique esperto.
- A vice do Freixo, Luciana Boiteux, disse que não seria "vice", mas "co-prefeita".
- Imagina o pé no saco que seria aturar 4 anos uma doida se intitulando "co-prefeita" ao invés de "vice", tipo a Dilma com aquele "presidenta".
- Segundo a turma do DCE voltamos para a idade média. Depois do horário de verão, vem aí a ERA DAS TREVAS. Ajuste o seu relógio aí para o século V e saia na rua com forcados atrás de freixetes.
- Imprensa, DCEs e classe artística da zona sul esperneiam em posição fetal neste exato momento.
- O Rio já estava na bosta desde que saiu o resultado do 2º turno, o que o eleitor fez hoje foi tentar garantir pelo menos o papel higiênico.
- Bandeira do MST, bandeira do MTST, petoscos todos fazendo campanha feroz com aquele jeitinho meigo deles, mas não é linha auxiliar não.
- 249.580 mil votos. Um deputado federa. Foi o que o Freixo conseguiu crescer de 2012 para 2016 mesmo com toda a campanha suja e a ajuda da imprensa.

Dado interessante: era pra ter sido de uns 80%, mas o Crivella é um candidato muito, muito frágil. Sorte dele que encontrou um mais ainda.
- A turma dos cargos comissionados do governo federal do PT crente que iam arrumar um seguro-desemprego na prefeitura do Rio, mas deu ruim.

- PSOL, vocês perderam uma eleição para um BISPO DA UNIVERSAL. Será que agora viram como as pessoas têm pavor de vocês e das suas idéias?
- E de novo a urna não fechou com o Freixo.
- Tchau, PSOL!


Freixo da Silva

O Freixo está posicionado para levar uma surra monumental no Rio. E ainda que a surra não seja tão monumental, todas as aparências levam a crer que a partir do final desde dia 31 de outubro de 2016, Marcelo Crivella será o prefeito eleito do Rio de Janeiro.

Mas o que impressiona mesmo é o fanatismo digno de uma seita religiosa com a qual os militantes do PSOL, a turma do DCE e os frequentadores da zona sul da cidade tratam o candidato. 

Lembra os "bons" tempos do PT, quando a vestal rubra ainda não tinha virado a matrona da casa da luz vermelha e Lula era o ignorante iluminado que levaria o Brasil ao olimpo.

E o problema é justamente esse. Lula perdeu uma, duas, três eleições até um dia pegou o eleitorado desavisado e deu no que deu: o maior escândalo de corrupção da história e a maior crise econômica em oito décadas, fora a crise ética e moral que vive o país.

Nada impede que Freixo, que já perdeu uma e se prepara para perder outra, continue tentando uma terceira, uma quarta, uma quinta, tantas vezes quantas forem necessárias para sequestrar o Rio de Janeiro e transformar (mais) a cidade em bunker do esquerdismo farofeiro.

Tempo para isso essa gente tem, não fazem mais nada da vida além de buscar loucamente a chave do cofre mesmo.

sábado, 29 de outubro de 2016

O tubarão vermelho

Essas invasões - vamos parar de tratar como ocupação e chamar pelo nome - de colégios pelo país não são, absolutamente, uma mudança da sociedade em direção a lugar algum e muito menos o surgimento de um movimento populista de expressão qualquer.

Isso nada mais é do que o PT, através de seus braços sindicais e linhas auxiliares, fazendo reserva de mercado e defendendo uma cidadela, a última que sobrou.

O PT não tem mais o governo federal, não tem mais a prefeitura de São Paulo, não tem mais um monte de prefeituras e mandatos de vereador país afora, não tem mais a marquetagem de fossa do João Santana, não tem mais o mito do Lula e em breve não terá mais um monte de governos de estado e mandatos na câmara dos deputados e no senado.

O que o PT ainda tem são sindicatos que foram engordados com o dinheiro dos outros durante seus 13 anos de clepto-desgoverno, movimentos estudantis sustentados por malandros de um lado e patetas doutrinados por professores do outro e alguns partidecos que vivem como rêmoras no entorno do grande tubarão vermelho, um tubarão agora meio desdentado, mas ainda faminto e voraz como sempre.

Basta que o peso da lei caia sobre os baderneiros, assim como caiu sobre mensaleiros que pensavam que tudo viraria "piada de salão", que todo mundo se enquadra e passa a entender coisas básicas como:

- Sindicato não precisa nem existir se for para continuar existindo apenas para defender os interesses do próprio sindicato, sua direção e os partidos que o bancam.

- Lugar de estudante é na escola, mas durante o horário de aula ou atividades extra-curriculares relacionadas, fora isso é delinquente e merece ser tratado como tal e os pais processados.

- O PT vai morrer, mas ainda vai se debater muito e causar muito mal ao país durante o processo.

E já vai tarde.

Loteamento e não loteamento

Para você que acha que o Crivella convidar o Indio e o Osório para a prefeitura caso ele vença é loteamento de cargos, vou explicar rapidinho a diferença:
Lotear: nomear gente do PMDB para roubar a Transpetro em troca de votos no congresso e depois chamá-los de golpistas porque eles resolveram que a Transpetro era muito pouco e decidiram ficar com a presidência logo.
Convidar Indio e Osório: chamar dois políticos que o apoiaram no segundo turno e que já foram secretários de governo em outras administrações. Antes de ver se e como vão atuar, não tem como chamar de loteamento.
Nem é muito complicado, né?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O vale-tudo eleitoral da esquerda


A estratégia de campanha da esquerda em QUALQUER ELEIÇÃO em QUALQUER PAÍS é a luta na lama, o vale tudo enlouquecido, a suruba no carro alegórico.
Basta ver o que o Marcelo Freixo fez no segundo turno no Rio de Janeiro. Ele usou despudoradamente dois expedientes: o primeiro é o arsenal de denúncias e dossiês que o Pedro Paulo tinha preparado e ficou encalhado. O segundo é o método João Santana de disputar segundos turnos, segundo o qual o caminho mais próximo para uma vitória passa pela fossa.

O PSOL como boa linha auxiliar do PT que é está fazendo seu dever de casa e praticando uma campanha sórdida de orgulhar o marqueteiro baiano lá em Curitiba, o problema é que o tempo em que isso dava certo com certeza passou.
O Freixo está posicionado para levar uma surra pedagógica no dia da eleição.
Agora, apenas imagine o que o PT não estaria espalhando sobre o João Dória caso tivesse segundo turno em São Paulo entre ele e o Haddad.

Floresta de pau seco


A esquerda deveria colocar um aviso assim na entrada das suas madraças: "deixai toda a esperança ó vós que entrais".

O Freixo é aquele cara


O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês ao estádio e no meio do coro de "viado" da torcida para o adversário diz "nada a ver homofobia.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês na academia e fica dizendo que prefere malhar o cérebro.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês num show de comédia e tenta puxar uma vaia quando o cara do stand up faz uma piada "insensível".
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês num bar e quando alguém diz que "comeu" uma mina, corrige: quem come é ela.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês num debate e passa o tempo todo interrompendo todo mundo pedindo "questão de ordem".
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês numa rave e quando você percebe ele está tentando organizar uma rodinha de violão.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês na praia e fica "problematizando" quando alguém comenta uma bunda bonita que passou.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês numa saída e você depois pede encarecidamente pro seu amigo nunca mais levá-lo de novo.

A Veja e o direito de resposta


A capa cretina - e mistificadora - da Veja mostrando o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, numa foto sendo fichado pela polícia, insinuando que este teria sido preso mereceu direito de resposta concedido pela justiça ao candidato.

E ainda que eu tenha achado a capa em si e o objetivo desta nauseante, acho que esta decisão sumária da justiça não é apenas um, mas uns 10 passos atrás dados pela democracia brasileira, já tão atacada pela fossa em que o PT transformou a política, gerando essa desconexão entre representados e representantes.

Ficam aqui três observações que servem como resumo dessa história toda:

1) Esta capa - histórica, inusitada e infame - é o resultado de uma lei autoritária que estimula a auto-censura e aproxima o Brasil perigosamente da Venezuela.

2) Nada que seja defendido ao mesmo tempo por Roberto Requião, Paulo Henrique Amorim e o PT - como foi o caso desta absurda lei - pode ser bom para o resto do Brasil que preste.

3) "Destrua uma revista em poucos meses, pergunte-me como". André Petry.

Que fique claro: a imprensa não deve jamais ficar impune quando difama alguém. O direito de resposta deve der proporcional ao destaque dado à ofensa. Mas não assim. Não sei ainda bem como, mas sei que assim não será bom para ninguém.

Atualização: a justiça suspendeu a decisão na tarde de hoje (20/10/2016), o que não torna nada disso nem um pouco menos sério.