sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Você fugiria da Venezuela para o Brasil?

O Brasil só não está passeando no trem fantasma bolivariano porque é uma de suas atrações bizarras.
Basta ler notícias da América Latina e comparar que você facilmente vai concluir: o Brasil só não está mais venezuelizado porque falta ao PT competência até para isso.
Só esses dias vi que a PDVSA, estatal de petróleo aparelhada, saqueada e semi-falida da Venezuela, não tem mais dinheiro para patrocinar uma equipe de fórmula 1, por isso o piloto venezuelano Pastor Maldonado ficaria sem um carro para correr em 2016.
A primeira coisa que vem à cabeça de qualquer pessoa normal ao ler algo assim deveria ser: mas como um país com a maior taxa de inflação do mundo, o pior crescimento do continente, índices de violência assustadores, escassez de produtos básicos, caos político, econômico e social, pode desperdiçar dinheiro numa aventura na fórmula 1?
Mas aí você precisaria lembrar que a Petrobras andou enfiando dinheiro na equipe Williams há poucos anos.
Outra notícia dá conta de que os novos funcionários do governo Macri, na Argentina, ficaram chocados com o cenário encontrado na Casa Rosada. Para resumir, o governo de Cristina Kirchner foi definido como um projeto de marketing, uma estratégia de imagem sem nenhum conteúdo efetivo por trás, ou seja, propaganda, mistificação, pirotecnias e péssimos resultados.
Só que antes de ficar chocado com isso, todo brasileiro precisa lembrar que vive há 13 anos num país onde a educação é uma piada, mas o governo comemora números cada vez mais superlativos como se quantidade significasse qualidade.
Precisaria recordar também que vive no país dos slogans que não dizem nada - "país rico é país sem pobreza" ou "pátria educadora" - das obras do PAC que só prestaram para enriquecer ladrões, dos projetos apresentados com pompa e que não dão em nada, da propaganda enganosa do João Santana nas eleições e de um cenário de caos e destruição no mundo real, contrastando com o Brasil maravilha da publicidade estatal.
Você é obrigado a lembrar que vive no país do remendo, com um governo que ao invés de combater o mosquito da dengue e da zika, vai distribuir esmola para famílias afetadas pela microcefalia que é sequela da zika.
O país do governo que gastou e roubou tudo o que tinha e que não tinha e que agora apresenta como solução o aumento de uma carga tributária que já é imoral. Desemprego, recessão, empobrecimento e a maior preocupação da "presidenta" é permanecer no poder, se agarrar ao cargo que venceu mentindo, difamando e enganando o eleitor.
O país do governo que aparelhou tribunais superiores e que ao invés de tomar atitudes para frear a corrupção que campeia em seus quadros, ataca através de seus estafetas a imprensa ainda livre, a justiça e a polícia que investiga e pune corruptos.
Sabendo disso, eu pergunto: você fugiria da Venezuela para o Brasil? Porque não falta muito e vai dar no mesmo fugir do Brasil para a Venezuela.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O bunker petista

A queda do PT parece cada dia mais iminente. Conforme a lava-jato, a zelotes e a crise avançam, mais o partido frequenta páginas policiais e é retratado em notícias sinistras do que sua notória capacidade de mentir e distorcer fatos é capaz de dar conta.
Se as hostes e hordas bem adestradas do partido parecem com as tropas do fascismo, se o lulopetismo tem seu próprio "fuhrer", se possui até um Goebbels de Feira de Santana que materializa em propaganda a falta de pudor do PT em difamar adversários e enganar eleitores e se suas vitórias eleitorais conquistadas na base da blitzkrieg do assistencialismo e da militância paga faziam a companheirada parecer invencível, essa queda também tem mostrado todos os elementos da derrocada do reich alemão.
E nem tente abanar a Lei de Godwin na minha frente, não estou dizendo que petistas são nazistas, apenas que o ridículo dessa era da mediocridade brasileira ainda será lembrada com tanto horror quanto é lembrada a era da atrocidade na Europa.
O Instituto Lula é um brunker e o que resta do capital político do partido é uma Berlim arrasada. Em volta soldados esfarrapados, lunáticos apegados a uma grandeza que não existe mais, áulicos prontos para esconder a realidade e agradar, oportunistas tentando fazer um saque de última hora, covardes que só ficam porque não têm para onde fugir.
Veja que até a defesa dos petistas envolvidos nas gatunagens do Petrolão e de seus apaniguados - e a do fuhrer, claro - na imprensa e no congresso ficou a cargo de Wadih Damous, um sujeito que organizou um ato de desagravo a José Dirceu na OAB e que foi colocado na câmara através de arranjos, já que não teve votos para se eleger.
É o Helmuth Weidling - último comandante da defesa de Berlim - da companheirada, escolhido porque, a esta altura do campeonato, ainda tem a cachimônia de dizer por aí que fazer justiça é golpe.
Depois da destruição quase completa da cidade, do suicídio do fuhrer, de Goebbels e de grande parte da cúpula do regime, Weidling se rendeu em nome da Alemanha.
Sorte que o lulopetismo, apesar de também estar destruindo o Brasil, só precisa de um impeachment, uma renúncia ou uma sentença judicial para virar esta página da sua história.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Existe algo mais dedicado a atrapalhar a sua vida e tomar o seu dinheiro do que o Detran?

Tudo bem, tem o PT, mas vamos continuar falando do Detran.
Esses dias uma amiga foi fazer uma daquelas provas que não são garantia de nada, porque se fossem o trânsito nas cidades brasileiras não se assemelharia a um autorama pilotado por chimpanzés.
Ora, você passa no minimo dezoito anos da sua vida proibido de pegar num volante, de repente vai numa auto-escola que finge que ensina, faz uma prova que finge que avalia e pronto, já pode sair por aí como a mais nova vítima da indústria da multa, dos DUDAs e do IPVA.
Fora tomar seu dinheiro como um cobrador de impostos medieval, os Detrans são mais uma das muitas formas do estado controlar a vida das pessoas. Sabem onde você está, qual carro dirige, quanto pagou, onde mora, etc., etc. Não servem para mais nada.
Uma gigantesca máquina estatal cheia de gente pendurada e mamando nas tetas do pagador de impostos com a única função de justificar sua existência criando dificuldades para vender facilidades.
Se amanhã essas repartições do atraso forem extintas e o serviço privatizado, ninguém vai sentir falta e a vida de todo mundo vai melhorar. Uma, duas, três agências que cobrariam para dar um atestado de que o sujeito está apto a dirigir, todas competindo através de preços, facilidades e prazos menores e sujeitas à fiscalização, multas e perda do direito de prestar esse serviço caso não sustentem um padrão aceitável.
O mesmo se daria com os automóveis, que seriam certificados e vistoriados pelas suas seguradoras e quem não quisesse comprar uma apólice procuraria uma agência semelhante às das carteiras de motorista para fazê-lo.
A pontuação na certeira serviria apenas para que bons motoristas tivessem desconto nas taxas e seguros, enquanto Dilmas do volante teriam que pagar outro carro se quisessem licenciá-lo ou segurá-lo.
Chega de gente levando multa porque passou a 25km/h numa "lombada eletrônica" que exigia a velocidade de 20km/h no meio de uma estrada deserta.
Tudo sem nenhum tipo de intervenção ou cobrança estatal, fora os impostos recolhidos relativos à atividade.
Mas a dúvida que fica é: quando algo assim aconteceria no Brasil?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Prepare os botes ou estoque gasolina para fugir para a Argentina com a família numa Kombi


(Clique na imagem para ampliá-la)

Prepare os botes ou estoque gasolina para fugir para a Argentina com a família numa Kombi.

O site de uma empresa de turismo passou recentemente a informar aos seus clientes que os preços dos pacotes sofrerão aumentos além da variação do dólar. O motivo? Uma medida provisória do governo que vai criar uma "nova hipótese de tributação" sobre viagens ao exterior.

Mas afinal, quem pode reclamar disso? Só coxinha que vai para Miami comprar na Apple Store ou então grã-finos que vão para a Europa renovar o estoque de panelas Le Creuset para bater na varanda gourmet.

Tirando isso tudo vai quase tão bem quanto para a corriola que assalta o país e viaja com a Dilma para o exterior em comitivas dignas de um rajá indiano às custas do pagador de impostos.

O problema é que se você sair do circuito João Santana-José de Abreu-Paulo Henrique Amorim-Chico Buarque, o país te dá um tapa de realidade na cara em cada esquina.

O filho do pobre já esqueceu o sonho de fazer mestrado lá fora e a empregada está enrolada com o rotativo do cartão para pagar a viagem de avião e o pior de tudo é que quando a classe C voltar para a D, vai descobrir que está mais caro viver nela do que era a B há uns anos.

Ando pelas ruas e vejo que algumas lanchonetes "bunda de fora", dessas que você come em pé no balcão, já nem se preocupam mais em pintar a tabela de preços. A coisa sobe tanto que eles vão colando uns papeluchos ali com a cotação do dia da empadinha ou do joelho.

E o carrinho da sopa? Isso mesmo, esses carrinhos que vendem sopa, mocotó e angu nas esquinas. Passei por um deles que também já avisou: a partir de agora é 9 reais o pote grande. Pra quê mais? A Dilma não perdoa ninguém e ainda cuida da sua forma, te obrigando a comer menos.

Na TV um telejornal anuncia que já faltam produtos nas prateleiras. Outro telejornal avisa que o petróleo no mundo só cai enquanto aqui a gasolina só sobe (afinal você precisa pagar o rombo). Chove sem parar há alguns dias e o consumo de energia cai em todas as regiões, mas a sua conta continua com a bandeira vermelha da sobretaxa hasteada. Fora todo o resto.

Enquanto isso o governo tem três preocupações: não cair, melar a lava-jato e manter o Lula fora da cadeia. O resto que espere, qualquer coisa é só espalhar que o adversário é cheirador, bate na mulher e que vai vender a Petrobras.

Só nos resta torcer para que esse governo caia logo de um jeito ou de outro e que alguém venda mesmo a Petrobras.

E de preferência enquanto ainda vale mais do que uma sopa, um mocotó ou uma empadinha.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Respeitar os animais é respeitar a Criação


Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que criou tudo o que nos cerca.
E quando insultamos a Sua criação matando, aprisionando ou escravizando animais para a nossa diversão, nos afastamos De Sua obra e Seus propósitos e nos afastamos Dele, que criou e não destruiu. Que é amor e não indiferença.

Seja um ministério, um banco ou uma empresa estatal e até mesmo o gabinete da presidência, veja como funciona o governo do PT


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O Cubão

No site da Abreu turismo, um aviso de que o governaço vai mesmo transformar isso em Cuba. Demitir comissionados que não fazem nada o dia inteiro? Cortar gastos? Roubar menos? Diminuir mordomias? Dizer a verdade só para variar?
Não.
Impostos, impostos, impostos. Vão meter a mão no seu bolso até te virar de cabeça para baixo e deixar cair as últimas moedas.
Viagem ao exterior? Coisa de coxinha.
Você está preso. Se quiser fuja de bote.

Blackfish

Há uns quatro anos eu sequer pararia para assistir a um documentário sobre baleias orcas. Há uns três eu até assistiria, mas acharia tudo um "mambo jambo" de eco chato, afinal, pensaria eu, o ser humano está neste planeta para dominar tudo. Tadinhas das orcas, mas e a fome ali em Nova Iguaçu?
Até que há uns dois anos duas ratinhas, pra ser mais exato, duas hamsters (que são parentes dos esquilos e não dos ratos) me salvaram desta imbecilidade que é estritamente humana, realmente sem par na natureza. Priscila e Lisa (esses eram os nomes delas) chegaram e ficaram comigo um pouco mais de um ano, mas mudaram a minha vida para sempre.
Animais são um presente de Deus para nós. Através deles aprendemos e podemos mostrar o que de melhor temos como humanos, ainda que muitos humanos façam questão de mostrar o seu pior.
Calhou de ser depois dessa minha sensibilização animal que eu assisti ao documentário "Blackfish" (Netflix),que conta a história da vida das baleias orcas do parque Sea World, nos EUA, local em que estive quando criança ainda nos anos 80.
E "vida" é correto e eufemístico ao mesmo tempo, porque ainda que sobrevivam, aqueles animais são mantidos no que mais próximo existe hoje em dia de uma escravidão.
Se há 30 anos os filhotes eram simplesmente raptados para longe de suas famílias e levados para os parques - a cena da captura, com direito a vocalizações de desespero e aos animais adultos observando caçadores levarem suas crias é de fazer chorar - hoje eles são inseminados artificialmente, com fêmeas ainda adolescentes parindo filhotes até de tios.
Se só isso já seria aterrorizador, a coisa piora. Biólogos afirmam, entre outras coisas, que esses animais nadam centenas de quilômetros por dia na natureza, mas no Sea World são mantidos em espaços que equivaleriam a um humano passar a vida numa banheira.
Se tornam psicóticos, dependentes, entediados, quebram dentes mordendo barras de ferro e concreto e ostentam a nadadeira dorsal caída, sinal da falta de estímulo natural, coisa que só ocorre em 1% dos animais no oceano.
Conto tudo isso porque, claro, senti necessidade de levar essa história a mais pessoas e porque considero incrível que ainda possa existir alguém que ache que um animal está neste planeta para a nossa diversão. Não estão. Baleias e golfinhos pertencem ao oceano, como leões e tigres pertencem à floresta.
Manter animais em cativeiro com o propósito de divertir pessoas é algo tão absurdo quanto as lutas de escravos gladiadores, e um dia as gerações futuras ainda se perguntarão como pudemos aceitar isto por tanto tempo.
A partir daí surgiram propostas de regulação estatal na forma de projetos de lei que proíbem a captura, o transporte e a inseminação desses animais em cativeiro com o propósito de divertir pessoas em parques.
Nada ainda está aprovado, mas pouco importa, porque as pessoas de bem e do bem ficaram tão indignadas com o aprisionamento de cetáceos nesse tipo de local, que um parque na Finlândia fechou depois de ver seu público despencar e o próprio Sea World não só viu seu faturamento descer morro abaixo, como suas ações se desvalorizaram, seu lucro caiu 84% em 2015 e empresas parceiras como a Mattel encerraram os contratos que mantinham com o parque, não querendo mais ser associadas à escravidão animal.
A lei do mercado pode sim, funcionar e a mão invisível pode (e espero eu, deve) dar um tapa no traseiro desses molestadores de animais.
Dê sua ajuda: não vá ao Sea World ou a qualquer parque do gênero, tente ensinar aos seus filhos valores melhores do que esses e negue seu dinheiro a quem não merece o seu respeito.

Blackfish

Há uns quatro anos eu sequer pararia para assistir a um documentário sobre baleias orcas. Há uns três eu até assistiria, mas acharia tudo um "mambo jambo" de eco chato, afinal, pensaria eu, o ser humano está neste planeta para dominar tudo. Tadinhas das orcas, mas e a fome ali em Nova Iguaçu?
Até que há uns dois anos duas ratinhas, pra ser mais exato, duas hamsters (que são parentes dos esquilos e não dos ratos) me salvaram desta imbecilidade que é estritamente humana, realmente sem par na natureza. Priscila e Lisa (esses eram os nomes delas) chegaram e ficaram comigo um pouco mais de um ano, mas mudaram a minha vida para sempre.
Animais são um presente de Deus para nós. Através deles aprendemos e podemos mostrar o que de melhor temos como humanos, ainda que muitos humanos façam questão de mostrar o seu pior.
Calhou de ser depois dessa minha sensibilização animal que eu assisti ao documentário "Blackfish" (Netflix),que conta a história da vida das baleias orcas do parque Sea World, nos EUA, local em que estive quando criança ainda nos anos 80.
E "vida" é correto e eufemístico ao mesmo tempo, porque ainda que sobrevivam, aqueles animais são mantidos no que mais próximo existe hoje em dia de uma escravidão.
Se há 30 anos os filhotes eram simplesmente raptados para longe de suas famílias e levados para os parques - a cena da captura, com direito a vocalizações de desespero e aos animais adultos observando caçadores levarem suas crias é de fazer chorar - hoje eles são inseminados artificialmente, com fêmeas ainda adolescentes parindo filhotes até de tios.
Se só isso já seria aterrorizador, a coisa piora. Biólogos afirmam, entre outras coisas, que esses animais nadam centenas de quilômetros por dia na natureza, mas no Sea World são mantidos em espaços que equivaleriam a um humano passar a vida numa banheira.
Se tornam psicóticos, dependentes, entediados, quebram dentes mordendo barras de ferro e concreto e ostentam a nadadeira dorsal caída, sinal da falta de estímulo natural, coisa que só ocorre em 1% dos animais no oceano.
Conto tudo isso porque, claro, senti necessidade de levar essa história a mais pessoas e porque considero incrível que ainda possa existir alguém que ache que um animal está neste planeta para a nossa diversão. Não estão. Baleias e golfinhos pertencem ao oceano, como leões e tigres pertencem à floresta.
Manter animais em cativeiro com o propósito de divertir pessoas é algo tão absurdo quanto as lutas de escravos gladiadores, e um dia as gerações futuras ainda se perguntarão como pudemos aceitar isto por tanto tempo.
A partir daí surgiram propostas de regulação estatal na forma de projetos de lei que proíbem a captura, o transporte e a inseminação desses animais em cativeiro com o propósito de divertir pessoas em parques.
Nada ainda está aprovado, mas pouco importa, porque as pessoas de bem e do bem ficaram tão indignadas com o aprisionamento de cetáceos nesse tipo de local, que um parque na Finlândia fechou depois de ver seu público despencar e o próprio Sea World não só viu seu faturamento descer morro abaixo, como suas ações se desvalorizaram, seu lucro caiu 84% em 2015 e empresas parceiras como a Mattel encerraram os contratos que mantinham com o parque, não querendo mais ser associadas à escravidão animal.
A lei do mercado pode sim, funcionar e a mão invisível pode (e espero eu, deve) dar um tapa no traseiro desses molestadores de animais.
Dê sua ajuda: não vá ao Sea World ou a qualquer parque do gênero, tente ensinar aos seus filhos valores melhores do que esses e negue seu dinheiro a quem não merece o seu respeito.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Hillary x Sanders

Ontem tomei coragem - e um sal de fruta - e resolvi assistir um debate do partido democrata dos EUA.
Hillary Clinton, Bernie Sanders e Martin O'Malley disputam a indicação do partido para tomar o lugar de Obama como progressista-em-chefe e, como se espera, nada poderia sair que prestasse dali.
Já acostumado a audiências e ambientes menos lunáticos, juro que não acreditei que pudesse existir políticos que disputassem para ver quem defende mais a restrição à posse de armas, a ampliação de programas perdulários, o controle do estado, assuntos relacionados à reengenharia social como ideologia de gênero e demais obsessões da esquerda.
Não vou rememorar detalhes - minha mente tenta apagar experiências traumáticas - mas num determinado momento um mediador pode perguntar:
- O senhor é contra a proibição da venda de rifles a civis?
E enquanto eu espero ouvir coisas como "jamais, você está louco?" ou então "somente para quem tem antecedentes criminais", um candidato democrata é capaz de responder:
- Só rifles não, mas também pistolas, revólveres, facas e estilingues!
E a audiência explode em aplausos.
O mesmo se repete em quase todas as questões:
- Ninguém aqui defende maior controle estatal sobre a economia do que eu!
- Garantirei saúde pública, universal, gratuita e de qualidade!
- Precisamos IMPOR o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
- Temos uma dívida histórica com afro-americanos!
- Uma dívida não, devemos até a alma!
- O Irã só precisa de um abraço.
Terminei a noite com algumas conclusões. A primeira é que os EUA - e consequentemente o mundo - estão ferrados se outro democrata suceder o já péssimo Obama.
Depois que por mais lunáticos que sejam alguns candidatos republicanos, nenhum deles defende políticas tão deletérias para a liberdade individual, a livre iniciativa e a economia de um país quanto os democratas. Toda a cantilena ideológica da esquerda visa criar um "novo homem", moldando - à força, se necessário - a sua mente ao que eles consideram "bom".
E finalmente, concluí que um debate do partido democrata nos EUA é tão cheio de esquerdismo farofeiro e progressismo de botequim que parece até uma prova do Enem.

Os democratas e o ENEM

Ontem tomei coragem - e um sal de fruta - e resolvi assistir um debate do partido democrata dos EUA.
Hillary Clinton, Bernie Sanders e Martin O'Malley disputam a indicação do partido para tomar o lugar de Obama como progressista-em-chefe e, como se espera, nada poderia sair que prestasse dali.
Já acostumado a audiências e ambientes menos lunáticos, juro que não acreditei que pudesse existir políticos que disputassem para ver quem defende mais a restrição à posse de armas, a ampliação de programas perdulários, o controle do estado, assuntos relacionados à reengenharia social como ideologia de gênero e demais obsessões da esquerda.
Não vou rememorar detalhes - minha mente tenta apagar experiências traumáticas - mas num determinado momento um mediador pode perguntar:
- O senhor é contra a proibição da venda de rifles a civis?
E enquanto eu espero ouvir coisas como "jamais, você está louco?" ou então "somente para quem tem antecedentes criminais", um candidato democrata é capaz de responder:
- Só rifles não, mas também pistolas, revólveres, facas e estilingues!
E a audiência explode em aplausos.
O mesmo se repete em quase todas as questões:
- Ninguém aqui defende maior controle estatal sobre a economia do que eu!
- Garantirei saúde pública, universal, gratuita e de qualidade!
- Precisamos IMPOR o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
- Temos uma dívida histórica com afro-americanos!
- Uma dívida não, devemos até a alma!
- O Irã só precisa de um abraço.
Terminei a noite com algumas conclusões. A primeira é que os EUA - e consequentemente o mundo - estão ferrados se outro democrata suceder o já péssimo Obama.
Depois que por mais lunáticos que sejam alguns candidatos republicanos, nenhum deles defende políticas tão deletérias para a liberdade individual, a livre iniciativa e a economia de um país quanto os democratas. Toda a cantilena ideológica da esquerda visa criar um "novo homem", moldando - à força, se necessário - a sua mente ao que eles consideram "bom".
E finalmente, concluí que um debate do partido democrata nos EUA é tão cheio de esquerdismo farofeiro e progressismo de botequim que parece até uma prova do Enem.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Macri x Dilma

"Macri doará seu salário de presidente para cozinha que serve 1800 pessoas carentes por dia". Ele quer ver o Brasil todo cometendo harakiri.
Nem digo o salário como o Macri, mas você consegue imaginar a Dilma doando o miolo do pão 7 grãos que ela tira antes de entupir com queijo Babybel importado no café da manhã?

Macri e Dilma

"Macri doará seu salário de presidente para cozinha que serve 1800 pessoas carentes por dia". Ele quer ver o Brasil todo cometendo harakiri.
Nem digo o salário como o Macri, mas você consegue imaginar a Dilma doando o miolo do pão 7 grãos que ela tira antes de entupir com queijo Babybel importado no café da manhã?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Macri e o conservadorismo

"Conservador é aquele que conserva" é uma das frases mais equivocadas que se ouve e lê por aí, e olha que a esquerda é campeã em frases e afirmações sem sentido.
Há vasta literatura online explicando porque o conservador não é "quem conserva", mas, ao contrário, é aquele que se baseia em experiências passadas para modificar para melhor o futuro.
O conservador não muda simplesmente por mudar, porque sabe que nem toda mudança presta. O conservador não sai de um bom restaurante para comer churrasquinho de gato na esquina, o que, afinal, seria uma mudança.
Lembra o caso do Hugh Grant? Casado com a belíssima Liz Hurley? Noves fora o erro da traição e a exploração da prostituição, ele a traiu com uma mulher no mínimo bem menos bonita do que a esposa. Foi mudança, não foi? Pois o ator britânico foi progressista. Fosse conservador naquele momento tinha ido para casa ver o avião que o esperava.
Adiante.
Toda a imprensa bolivariana e companheira chamou Maurício Macri de "conservador" e "reacionário", que levaria a Argentina "para trás". E o que aconteceu?
Em um mês de governo ele já aboliu uma ridícula restrição na compra de dólares pelos cidadãos, levantou o controle artificial do câmbio dando ao peso um câmbio confiável, iniciou o desmanche da censura à imprensa criada sob disfarce de "democratização" pelo governo anterior, normalizou as relações com o Uruguai, condenou a ditadura venezuelana, mandou os médicos escravos cubanos de volta pois não quer financiar tiranetes comunistas.
E ainda demitiu milhares de comissionados em boquinhas, retomou a negociação da dívida externa para limpar o nome do país, reduziu impostos e aboliu taxas para destravar a produção, trocou carros importados da ex-presidenta madame por carros argentinos, passou a viajar em aviões de carreira e anunciou que só vai se tratar no sistema público de saúde enquanto for presidente.
Aí eu te pergunto: o que é "conservar" ou "regredir"? Isso que citei ou o estado inchado e controlador, compra de apoios com cargos, assistencialismo rasteiro, protecionismo mambembe, nacionalismo fanfarrão, diplomacia de galinheiro e demais práticas mais condizentes com as décadas de 30, 40 ou 50 do século passado?
Por essas e outras é que "revolução" é isso o que está acontecendo na Argentina. Mudança, modernização e preparo para que o país avance na direção certa e a vida das pessoas não seja atrapalhada pelo governo.
Barbudos e delinquentes de farda de guerrilha ou macacão de operário de fancaria, liberticidas, hordas de vermelho sustentadas com o dinheiro dos outros e burguesias do capital alheio é que são o atraso.

Mantenham a Fé

A FIFA editou uma foto para tirar o nome de Jesus de uma faixa na cabeça do Neymar.
Quem sou eu para dizer que o Neymar não tem o direito de usar o nome de Jesus em seu corpo? Quem é a FIFA para dizer que o nome de Jesus "ofende" alguém?
Mas confesso: em outra época eu ligaria, hoje não tanto.
Os romanos começaram as tentativas de apagar o nome de Jesus Cristo primeiro da vida, depois da história, isso há quase dois mil anos. De lá para cá houve invasões, perseguições, injustiças e, pasme, a Igreja de Jesus hoje é conhecida como Católica, Apostólica, ROMANA.
São inúteis as tentativas de apagar o Santo Nome, de renegá-Lo ou de suprimir Sua memória. Até o tempo é contado a partir da chegada Dele, que é o Senhor por todos os séculos dos séculos.
O que é a FIFA diante disso?
Mantenham a fé, todo o resto só depende dela.

Os coletores de impostos


"Reequilibrar o Brasil implica aumentar impostos", disse a Dilma em mais um de seus discursos lunáticos hoje, quando também disse que a lava-jato - as mesmas que podem colocar seu patrão na cadeia e chutá-la da presidência - são apenas "repetições".
Mas a sem-vergonhice, a mentira e a desconexão com a realidade já são notórias e não espantam mais ninguém, o pior é o completo desinteresse em diminuir o estado e cortar boquinhas e, inversamente proporcional, a sanha em meter cada vez mais a mão no dinheiro dos outros, que graças ao seu governo ridículo, incompetente e grotesco está cada dia mais curto.
Vejo essas notícias e só consigo lembrar daqueles filmes medievais onde os coletores de impostos chegam e levam as moedas, depois o gado, depois até as galinhas e por fim tiram até a comida do aldeão.

E tome imposto

"Reequilibrar o Brasil implica aumentar impostos", disse a Dilma em mais um de seus discursos lunáticos hoje, quando também disse que a lava-jato - as mesmas que podem colocar seu patrão na cadeia e chutá-la da presidência - são apenas "repetições".
Mas a sem-vergonhice, a mentira e a desconexão com a realidade já são notórias e não espantam mais ninguém, o pior é o completo desinteresse em diminuir o estado e cortar boquinhas e, inversamente proporcional, a sanha em meter cada vez mais a mão no dinheiro dos outros, que graças ao seu governo ridículo, incompetente e grotesco está cada dia mais curto.
Vejo essas notícias e só consigo lembrar daqueles filmes medievais onde os coletores de impostos chegam e levam as moedas, depois o gado, depois até as galinhas e por fim tiram até a comida do aldeão.

A revolução macrista

"Conservador é aquele que conserva" é uma das frases mais equivocadas que se ouve e lê por aí, e olha que a esquerda é campeã em frases e afirmações sem sentido.
Há vasta literatura online explicando porque o conservador não é "quem conserva", mas, ao contrário, é aquele que se baseia em experiências passadas para modificar para melhor o futuro.
O conservador não muda simplesmente por mudar, porque sabe que nem toda mudança presta. O conservador não sai de um bom restaurante para comer churrasquinho de gato na esquina, o que, afinal, seria uma mudança.
Lembra o caso do Hugh Grant? Casado com a belíssima Liz Hurley? Noves fora o erro da traição e a exploração da prostituição, ele a traiu com uma mulher no mínimo bem menos bonita do que a esposa. Foi mudança, não foi? Pois o ator britânico foi progressista. Fosse conservador naquele momento tinha ido para casa ver o avião que o esperava.
Adiante.
Toda a imprensa bolivariana e companheira chamou Maurício Macri de "conservador" e "reacionário", que levaria a Argentina "para trás". E o que aconteceu?
Em um mês de governo ele já aboliu uma ridícula restrição na compra de dólares pelos cidadãos, levantou o controle artificial do câmbio dando ao peso um câmbio confiável, iniciou o desmanche da censura à imprensa criada sob disfarce de "democratização" pelo governo anterior, normalizou as relações com o Uruguai, condenou a ditadura venezuelana, mandou os médicos escravos cubanos de volta pois não quer financiar tiranetes comunistas.
E ainda demitiu milhares de comissionados em boquinhas, retomou a negociação da dívida externa para limpar o nome do país, reduziu impostos e aboliu taxas para destravar a produção, trocou carros importados da ex-presidenta madame por carros argentinos, passou a viajar em aviões de carreira e anunciou que só vai se tratar no sistema público de saúde enquanto for presidente.
Aí eu te pergunto: o que é "conservar" ou "regredir"? Isso que citei ou o estado inchado e controlador, compra de apoios com cargos, assistencialismo rasteiro, protecionismo mambembe, nacionalismo fanfarrão, diplomacia de galinheiro e demais práticas mais condizentes com as décadas de 30, 40 ou 50 do século passado?
Por essas e outras é que "revolução" é isso o que está acontecendo na Argentina. Mudança, modernização e preparo para que o país avance na direção certa e a vida das pessoas não seja atrapalhada pelo governo.
Barbudos e delinquentes de farda de guerrilha ou macacão de operário de fancaria, liberticidas, hordas de vermelho sustentadas com o dinheiro dos outros e burguesias do capital alheio é que são o atraso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O carro PT

Você anda num carro usado, mais ou menos uns 13 anos de uso - ainda que o automóvel em si tenha sido inventado bem antes - e o carro vive dando problema.
Um dia gasta gasolina demais, no outro queima óleo, no outro falham os freios, o velocímetro está adulterado, a embreagem ficou gasta e até a lataria que você achou que estava boa na verdade era só massa e tinta vagabunda.
Cada vez que surgia um problema, aparecia o mecânico botando culpa na marca da gasolina, no fornecedor dos freios, nos fabricantes de peças, na montadora do carro.
E você lá, pagando, sendo enganado e roubado.
Por que resolvi contar com essa historinha que todo dono de um velho Uno, Chevette, Fusca, Fiat 147, Corcel ou outro carro qualquer conhece bem?
Porque o Brasil é um carro velho e a cada defeito que aparece, a culpa é de um parafuso chamado José Dirceu, de uma porca chamada Erenice, de uma arruela chamada André Vargas, de um coletor de admissão conhecido por João Vaccari, de um óleo queimado da Petrobras.
E o mecânico, o sujeito que colocou esse monte de peça de mercado paralelo, que engatilhou o carro e engana o cliente, continua livre, leve e solto.
Quando é que a PGR vai pegar o Lula pelo macacão e enxergar que o defeito desse automóvel é o mecânico?
Você pode perguntar "mas e a Dilma?". A Dilma não passa de um macaco hidráulico: mantém o carro imóvel no lugar enquanto o mecânico "opera".

Peguem o mecânico

Você anda num carro usado, mais ou menos uns 13 anos de uso - ainda que o automóvel em si tenha sido inventado bem antes - e o carro vive dando problema.
Um dia gasta gasolina demais, no outro queima óleo, no outro falham os freios, o velocímetro está adulterado, a embreagem ficou gasta e até a lataria que você achou que estava boa na verdade era só massa e tinta vagabunda.
Cada vez que surgia um problema, aparecia o mecânico botando culpa na marca da gasolina, no fornecedor dos freios, nos fabricantes de peças, na montadora do carro.
E você lá, pagando, sendo enganado e roubado.
Por que resolvi contar com essa historinha que todo dono de um velho Uno, Chevette, Fusca, Fiat 147, Corcel ou outro carro qualquer conhece bem?
Porque o Brasil é um carro velho e a cada defeito que aparece, a culpa é de um parafuso chamado José Dirceu, de uma porca chamada Erenice, de uma arruela chamada André Vargas, de um coletor de admissão conhecido por João Vaccari, de um óleo queimado da Petrobras.
E o mecânico, o sujeito que colocou esse monte de peça de mercado paralelo, que engatilhou o carro e engana o cliente, continua livre, leve e solto.
Quando é que a PGR vai pegar o Lula pelo macacão e enxergar que o defeito desse automóvel é o mecânico?
Você pode perguntar "mas e a Dilma?". A Dilma não passa de um macaco hidráulico: mantém o carro imóvel no lugar enquanto o mecânico "opera".

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Imigrantes e imigrantes

Não dá mesmo para dizer que todo sírio ou iraquiano ou afegão que foge para a Europa é um maníaco, estuprador, terrorista e fanático religioso em potencial.
Este é um assunto árido para se tratar, porque cenas como as dos estupros coletivos na Alemanha ou as execuções do ISIS fazem brotar nossos instintos mais básicos e nossa tendência natural - inclusive a minha, confesso - é querer declarar guerra a todos eles e a tudo o que eles representam indiscriminadamente.
O problema é que quando você se levanta justamente contra o refugiado-muçulmano-maníaco, estuprador, terrorista ou fanático e não o faz racionalmente, você acaba atacando sem querer o sujeito simpático que veio da Síria e vende suas esfirras numa calçada de Botafogo, no Rio de Janeiro, um cara que apenas quer viver e se sustentar honestamente sem o risco de uma bomba cair na sua cabeça.
Mas não me entenda mal. Não falo isso inspirado num humanismo politicamente correto e frouxo que sacrifica o indivíduo - e aí falo do sírio da esfirra mas também de cada alemã estuprada por marginais - em nome de um conceito abstrato de "humanidade".
Falo do contrário, que é a supremacia do indivíduo sobre o coletivo, sempre. Que é tratar de problemas concretos sem se importar com conceitos abstratos.
É se recusar a declarar guerra a todo sírio, todo iraquiano, todo afegão que se espalha pelo mundo e ao mesmo tempo declarar guerra a todos eles que o fazem com intenções escusas.
É se preocupar com os estupros reais que aconteceram na noite de ano novo na Alemanha, com os atentados que ocorreram na França e nos Estados Unidos, com as cenas de violência protagonizadas por psicopatas que seguem uma religião que prioriza a guerra em detrimento da paz, é se preocupar com "zonas de sharia" na Inglaterra ou com a zona que virou a tríplice fronteira no Brasil.
E é também parar de perder tempo com "fiu-fius", com "apropriações culturais", "dívidas históricas", gente ofendida, com o cerceamento do direito alheio à defesa, com banheiros sem gênero. Enfim, é tratar do que interessa, que é tudo o que o politicamente correto não quer.
Fazendo isso, você controlará fronteiras, confinará bestas-feras no deserto de onde não deveriam ter saído, manterá a segurança de cidadãos de países que recebem refugiados e não importunará o rapaz gente boa da esfirra, que não tem nada com isso.
Parece simples, mas quem disse que a sociedade que perde tempo com o sovaco cabeludo mas não debate seriamente o terrorismo consegue ser simples?

Fazer o simples

Não dá mesmo para dizer que todo sírio ou iraquiano ou afegão que foge para a Europa é um maníaco, estuprador, terrorista e fanático religioso em potencial.
Este é um assunto árido para se tratar, porque cenas como as dos estupros coletivos na Alemanha ou as execuções do ISIS fazem brotar nossos instintos mais básicos e nossa tendência natural - inclusive a minha, confesso - é querer declarar guerra a todos eles e a tudo o que eles representam indiscriminadamente.
O problema é que quando você se levanta justamente contra o refugiado-muçulmano-maníaco, estuprador, terrorista ou fanático e não o faz racionalmente, você acaba atacando sem querer o sujeito simpático que veio da Síria e vende suas esfirras numa calçada de Botafogo, no Rio de Janeiro, um cara que apenas quer viver e se sustentar honestamente sem o risco de uma bomba cair na sua cabeça.
Mas não me entenda mal. Não falo isso inspirado num humanismo politicamente correto e frouxo que sacrifica o indivíduo - e aí falo do sírio da esfirra mas também de cada alemã estuprada por marginais - em nome de um conceito abstrato de "humanidade".
Falo do contrário, que é a supremacia do indivíduo sobre o coletivo, sempre. Que é tratar de problemas concretos sem se importar com conceitos abstratos.
É se recusar a declarar guerra a todo sírio, todo iraquiano, todo afegão que se espalha pelo mundo e ao mesmo tempo declarar guerra a todos eles que o fazem com intenções escusas.
É se preocupar com os estupros reais que aconteceram na noite de ano novo na Alemanha, com os atentados que ocorreram na França e nos Estados Unidos, com as cenas de violência protagonizadas por psicopatas que seguem uma religião que prioriza a guerra em detrimento da paz, é se preocupar com "zonas de sharia" na Inglaterra ou com a zona que virou a tríplice fronteira no Brasil.
E é também parar de perder tempo com "fiu-fius", com "apropriações culturais", "dívidas históricas", gente ofendida, com o cerceamento do direito alheio à defesa, com banheiros sem gênero. Enfim, é tratar do que interessa, que é tudo o que o politicamente correto não quer.
Fazendo isso, você controlará fronteiras, confinará bestas-feras no deserto de onde não deveriam ter saído, manterá a segurança de cidadãos de países que recebem refugiados e não importunará o rapaz gente boa da esfirra, que não tem nada com isso.
Parece simples, mas quem disse que a sociedade que perde tempo com o sovaco cabeludo mas não debate seriamente o terrorismo consegue ser simples?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O atraso estatal

A burocracia e a máquina de atraso estatal não param nunca, conto isso porque tirei uma semana de férias, tentei ao máximo me afastar do que se passa na política, mas nem assim o Brasil deixou de me espantar.
Fui conhecer Tiradentes, na minha sempre querida Minas Gerais, e lá visitei Igrejas e prédios históricos belíssimos, sendo que um deles, o museu de Santana, me chamou a atenção pela conservação, qualidade das instalações e cuidado com o acervo.
Pode me chamar de vita-lata, mas na hora pensei: isso parece coisa de museu europeu.
Bom, não era, óbvio, europeu, mas era, claro, obra da iniciativa privada. Até aí nada demais, afinal 99% do que funciona no país só é assim apesar do estado, nunca por causa do estado.
Parei para elogiar o local para uma das funcionárias e ela me disse:
- Pois é, mas quase que isso não sai.
O motivo: foram tantos entraves, obstáculos e burocracia, que a doadora das 291 imagens de Santana lá expostas chegou a desistir do empreendimento.
Durante o processo a doadora das obras teve reduzida de 2,2 milhões para 1,5 milhões a autorização para captação de recursos para as obras no prédio via Lei Rouanet - o mesmo dispositivo que autorizou Maria Betânia a captar 1,3 milhões para um BLOG e 800 mil para a namorada do Chico Buarque produzir um CD - e precisou garantir ao Iphan que o projeto arquitetônico não seria descaracterizado.
Até ser aprovado, o projeto passou pela Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que são proprietárias do prédio da antiga cadeia onde o museu seria instalado, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em três instâncias (escritório técnico, superintendência e presidência), pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), teve que ser homologado pela consultoria jurídica do MinC e aprovado pelo Ministério da Cultura, além de apresentada comprovação da regularidade fiscal do proponente.
Finalmente, após um protesto dos moradores da cidade, o Ministério da Cultura liberou o projeto que em mais ou menos dois anos foi realizado, inaugurado e até hoje administrado pela iniciativa privada, deixando à disposição dos visitantes não só o acervo de imagens sacras, mas também a prisão onde Tiradentes ficou preso.
Como se vê, até quando o assunto é cadeia, o estado só presta se for para hospedar seus burocratas e corruptos ali.

A cultura estatizante

A burocracia e a máquina de atraso estatal não param nunca, conto isso porque tirei uma semana de férias, tentei ao máximo me afastar do que se passa na política, mas nem assim o Brasil deixou de me espantar.
Fui conhecer Tiradentes, na minha sempre querida Minas Gerais, e lá visitei Igrejas e prédios históricos belíssimos, sendo que um deles, o museu de Santana, me chamou a atenção pela conservação, qualidade das instalações e cuidado com o acervo.
Pode me chamar de vita-lata, mas na hora pensei: isso parece coisa de museu europeu.
Bom, não era, óbvio, europeu, mas era, claro, obra da iniciativa privada. Até aí nada demais, afinal 99% do que funciona no país só é assim apesar do estado, nunca por causa do estado.
Parei para elogiar o local para uma das funcionárias e ela me disse:
- Pois é, mas quase que isso não sai.
O motivo: foram tantos entraves, obstáculos e burocracia, que a doadora das 291 imagens de Santana lá expostas chegou a desistir do empreendimento.
Durante o processo a doadora das obras teve reduzida de 2,2 milhões para 1,5 milhões a autorização para captação de recursos para as obras no prédio via Lei Rouanet - o mesmo dispositivo que autorizou Maria Betânia a captar 1,3 milhões para um BLOG e 800 mil para a namorada do Chico Buarque produzir um CD - e precisou garantir ao Iphan que o projeto arquitetônico não seria descaracterizado.
Até ser aprovado, o projeto passou pela Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que são proprietárias do prédio da antiga cadeia onde o museu seria instalado, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em três instâncias (escritório técnico, superintendência e presidência), pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), teve que ser homologado pela consultoria jurídica do MinC e aprovado pelo Ministério da Cultura, além de apresentada comprovação da regularidade fiscal do proponente.
Finalmente, após um protesto dos moradores da cidade, o Ministério da Cultura liberou o projeto que em mais ou menos dois anos foi realizado, inaugurado e até hoje administrado pela iniciativa privada, deixando à disposição dos visitantes não só o acervo de imagens sacras, mas também a prisão onde Tiradentes ficou preso.
Como se vê, até quando o assunto é cadeia, o estado só presta se for para hospedar seus burocratas e corruptos ali.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Férias


Sei que a Dilma jura que só vai ter dinheiro para a saúde quando te assaltar com uma nova CPMF, sei que o Pezão jura que não tem dinheiro para pagar salários, sei que o PT não vai parar de bolivarianizar, sei que o PMDB não vai decidir se prefere ter 7 ministérios com a Dilma ou uns 30 com o Temer, enfim, notícias velhas num ano novo.
Mas sei que a política dá um tempo em janeiro, principalmente nestes primeiros dias do ano e tudo o que vemos são as chamadas "flores do recesso", notícias que não seriam notícia caso o país estivesse funcionando e que só servem para preencher espaço nos noticiários.
Por isso vou tirar uma semaninha de férias e retorno para ver as flores do recesso da semana que vem.
Um excelente 2016 para todos nós, se esse ano o PT começar a cair, o país começa a levantar.
Até a volta!

Férias

Sei que a Dilma jura que só vai ter dinheiro para a saúde quando te assaltar com uma nova CPMF, sei que o Pezão jura que não tem dinheiro para pagar salários, sei que o PT não vai parar de bolivarianizar, sei que o PMDB não vai decidir se prefere ter 7 ministérios com a Dilma ou uns 30 com o Temer, enfim, notícias velhas num ano novo.
Mas sei que a política dá um tempo em janeiro, principalmente nestes primeiros dias do ano e tudo o que vemos são as chamadas "flores do recesso", notícias que não seriam notícia caso o país estivesse funcionando e que só servem para preencher espaço nos noticiários.
Por isso vou tirar uma semaninha de férias e retorno para ver as flores do recesso da semana que vem.
Um excelente 2016 para todos nós, se esse ano o PT começar a cair, o país começa a levantar.
Até a volta!