sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Macri e o conservadorismo

"Conservador é aquele que conserva" é uma das frases mais equivocadas que se ouve e lê por aí, e olha que a esquerda é campeã em frases e afirmações sem sentido.
Há vasta literatura online explicando porque o conservador não é "quem conserva", mas, ao contrário, é aquele que se baseia em experiências passadas para modificar para melhor o futuro.
O conservador não muda simplesmente por mudar, porque sabe que nem toda mudança presta. O conservador não sai de um bom restaurante para comer churrasquinho de gato na esquina, o que, afinal, seria uma mudança.
Lembra o caso do Hugh Grant? Casado com a belíssima Liz Hurley? Noves fora o erro da traição e a exploração da prostituição, ele a traiu com uma mulher no mínimo bem menos bonita do que a esposa. Foi mudança, não foi? Pois o ator britânico foi progressista. Fosse conservador naquele momento tinha ido para casa ver o avião que o esperava.
Adiante.
Toda a imprensa bolivariana e companheira chamou Maurício Macri de "conservador" e "reacionário", que levaria a Argentina "para trás". E o que aconteceu?
Em um mês de governo ele já aboliu uma ridícula restrição na compra de dólares pelos cidadãos, levantou o controle artificial do câmbio dando ao peso um câmbio confiável, iniciou o desmanche da censura à imprensa criada sob disfarce de "democratização" pelo governo anterior, normalizou as relações com o Uruguai, condenou a ditadura venezuelana, mandou os médicos escravos cubanos de volta pois não quer financiar tiranetes comunistas.
E ainda demitiu milhares de comissionados em boquinhas, retomou a negociação da dívida externa para limpar o nome do país, reduziu impostos e aboliu taxas para destravar a produção, trocou carros importados da ex-presidenta madame por carros argentinos, passou a viajar em aviões de carreira e anunciou que só vai se tratar no sistema público de saúde enquanto for presidente.
Aí eu te pergunto: o que é "conservar" ou "regredir"? Isso que citei ou o estado inchado e controlador, compra de apoios com cargos, assistencialismo rasteiro, protecionismo mambembe, nacionalismo fanfarrão, diplomacia de galinheiro e demais práticas mais condizentes com as décadas de 30, 40 ou 50 do século passado?
Por essas e outras é que "revolução" é isso o que está acontecendo na Argentina. Mudança, modernização e preparo para que o país avance na direção certa e a vida das pessoas não seja atrapalhada pelo governo.
Barbudos e delinquentes de farda de guerrilha ou macacão de operário de fancaria, liberticidas, hordas de vermelho sustentadas com o dinheiro dos outros e burguesias do capital alheio é que são o atraso.
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