segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os democratas e o ENEM

Ontem tomei coragem - e um sal de fruta - e resolvi assistir um debate do partido democrata dos EUA.
Hillary Clinton, Bernie Sanders e Martin O'Malley disputam a indicação do partido para tomar o lugar de Obama como progressista-em-chefe e, como se espera, nada poderia sair que prestasse dali.
Já acostumado a audiências e ambientes menos lunáticos, juro que não acreditei que pudesse existir políticos que disputassem para ver quem defende mais a restrição à posse de armas, a ampliação de programas perdulários, o controle do estado, assuntos relacionados à reengenharia social como ideologia de gênero e demais obsessões da esquerda.
Não vou rememorar detalhes - minha mente tenta apagar experiências traumáticas - mas num determinado momento um mediador pode perguntar:
- O senhor é contra a proibição da venda de rifles a civis?
E enquanto eu espero ouvir coisas como "jamais, você está louco?" ou então "somente para quem tem antecedentes criminais", um candidato democrata é capaz de responder:
- Só rifles não, mas também pistolas, revólveres, facas e estilingues!
E a audiência explode em aplausos.
O mesmo se repete em quase todas as questões:
- Ninguém aqui defende maior controle estatal sobre a economia do que eu!
- Garantirei saúde pública, universal, gratuita e de qualidade!
- Precisamos IMPOR o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
- Temos uma dívida histórica com afro-americanos!
- Uma dívida não, devemos até a alma!
- O Irã só precisa de um abraço.
Terminei a noite com algumas conclusões. A primeira é que os EUA - e consequentemente o mundo - estão ferrados se outro democrata suceder o já péssimo Obama.
Depois que por mais lunáticos que sejam alguns candidatos republicanos, nenhum deles defende políticas tão deletérias para a liberdade individual, a livre iniciativa e a economia de um país quanto os democratas. Toda a cantilena ideológica da esquerda visa criar um "novo homem", moldando - à força, se necessário - a sua mente ao que eles consideram "bom".
E finalmente, concluí que um debate do partido democrata nos EUA é tão cheio de esquerdismo farofeiro e progressismo de botequim que parece até uma prova do Enem.
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