quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Peguem o mecânico

Você anda num carro usado, mais ou menos uns 13 anos de uso - ainda que o automóvel em si tenha sido inventado bem antes - e o carro vive dando problema.
Um dia gasta gasolina demais, no outro queima óleo, no outro falham os freios, o velocímetro está adulterado, a embreagem ficou gasta e até a lataria que você achou que estava boa na verdade era só massa e tinta vagabunda.
Cada vez que surgia um problema, aparecia o mecânico botando culpa na marca da gasolina, no fornecedor dos freios, nos fabricantes de peças, na montadora do carro.
E você lá, pagando, sendo enganado e roubado.
Por que resolvi contar com essa historinha que todo dono de um velho Uno, Chevette, Fusca, Fiat 147, Corcel ou outro carro qualquer conhece bem?
Porque o Brasil é um carro velho e a cada defeito que aparece, a culpa é de um parafuso chamado José Dirceu, de uma porca chamada Erenice, de uma arruela chamada André Vargas, de um coletor de admissão conhecido por João Vaccari, de um óleo queimado da Petrobras.
E o mecânico, o sujeito que colocou esse monte de peça de mercado paralelo, que engatilhou o carro e engana o cliente, continua livre, leve e solto.
Quando é que a PGR vai pegar o Lula pelo macacão e enxergar que o defeito desse automóvel é o mecânico?
Você pode perguntar "mas e a Dilma?". A Dilma não passa de um macaco hidráulico: mantém o carro imóvel no lugar enquanto o mecânico "opera".
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