segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A imigração no Brasil

Como vocês devem estar saturados de notícias, furos e opiniões sobre o mandado de prisão do marqueteiro-em-chefe do país, o vendedor de estrume João Santana, resolvi falar de outra coisa que me espantou muito durante minha última passagem por São Paulo.
A quantidade de imigrantes haitianos e africanos espalhados pelas ruas da cidade, dependendo de ajuda do governo, de ONGs ou instituições privadas e cidadãos é impressionante.
Isso é muito sério, é muito grave e muito errado.
Entenda, eu não sou um insensível que prefere ver seres humanos morrendo de fome em seus países do que emigrando e buscando uma vida melhor, meu único porém é: vida melhor onde?
O Brasil jamais poderia aceitar esse tipo de imigração. Alguém com uma profissão definida, que venha já trabalhar, empregar, pagar impostos - não interessa se angolano, muçulmano ou japonês - é uma coisa, mas gente que necessita até mesmo de educação formal, preparo profissional, sem contar até mesmo roupa e comida, não.
E me repito, não é por maldade que digo isso, é por justiça.
Um presidente do Brasil deveria ser o primeiro a vir a público e dizer:
- Este chão que eu piso ainda tem gente que não possui água encanada, esgoto sanitário, luz elétrica, saúde básica, educação mínima. Este país que agora presido foi incapaz de levar isso a todas estas pessoas e eu não tenho o direito de pedir que elas esperem mais uma ou duas gerações para ter uma torneira com água em casa, só para o seu presidente fazer proselitismo diplomático, receber elogios de chefes de estado estrangeiros e depois que terminar o mandato ser convidado para algum grupo de estudos ou ONG onde vai debater sobre os problemas que não foi capaz de resolver quando teve a oportunidade.
Este sim, mereceria o meu respeito. Porque não será logo o Brasil, porra, o BRASIL, que vai resolver o problema dos outros, quando não resolve nem os seus.
Não é o caso de deixar imigrantes passando fome fora das fronteiras para que nossos jovens educados e bem nutridos possam ter outro iPhone, mas de olhar pela multidão de miseráveis que está presa neste fim de mundo onde nasceu.
Mas quem teria coragem de falar e fazer isso?
0 Comentários