terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

E quando é o homem que apanha da mulher?


E agora, José, João, Joaquim? E agora, resto dos "omis" do mundo?

Uma parte está por aí, emasculada e escrevendo no peito "sou vadia" em apoio à namorada (ou amiga colorida, dele e de mais três) que também escreveu no peito "sou vadia".

O resto vive na dúvida entre pagar ou dividir a conta.

Parece bobagem, mas se paga pode ser acusado de machista querendo comprar a mulher. Se divide é pão-duro, mão-de-vaca, deve ser algum pobretão.

Fora o resto da relação. Tarefas do lar divididas? Ela trabalha ou fica em casa? Se fica em casa, quem manda na família e no orçamento? Se for ele, é um "troglodita da sociedade patriarcal", mas se for ela que manda, depende. Pode ser um "excelente marido" ou então "aquele banana que merece levar um chifre".

Se o cara demonstra personalidade, é mandão. Se quer bancar o sensível demais, é frouxo.

E por aí vai o macho moderno, se equilibrando no fio de uma navalha que ainda por cima pode cortar-lhe o saco (já que raspar o sovaco é opressão).

Pensei nisso revirando velhas reportagens que guardo para ler depois e encontrando uma que foi publicada pela revista Época em 2011 intitulada "Elas batem. Eles apanham".

O primeiro parágrafo do texto da revista já é bastante eloquente: "no quarto do namorado da estudante carioca L.M., de 17 anos, há um buraco no armário. É resultado do arremesso de um cinzeiro, lançado por ela. O alvo não era a mobília, mas a cabeça dele. Aconteceu durante uma briga, no fim do ano passado. Eles estavam juntos havia seis meses. O namorado de L.M. implicava quando ela conversava com outros garotos ou passeava sozinha. Na véspera de uma viagem dele, ela comentou que sairia com uma amiga. Ele reclamou. “Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro”, diz L.M. Por sorte, a garota não tem boa pontaria. O objeto arranhou o braço do namorado e quebrou o armário. O relacionamento sobreviveu, também com arranhões".

Pois é. Em tempos de Lei Maria da Penha (surgida para coibir abusos e transformada em instrumento de ameaças das mais variadas), são as adolescentes que estão batendo nos seus namorados.

Na reportagem mesmo, a menina que atirou o cinzeiro no seu namorado diz orgulhosa que suas amigas "são mais "macho" que os namorados. Xingam, empurram. Não dão mole para eles".

Por serem mais fracas, abusam da paciência do mais forte que teme revidar e passar da conta.

Exemplos no lar (mães submissas), mensagens na TV e na internet, debates na imprensa, o progressismo doentio que assola a sociedade brasileira e mundial, tudo isso explica esse tipo de coisa.

Um experimento filmou um casal de atores brigando na rua. Quando o cara pega a mulher com força, todo mundo se mete, mas quando é a mulher que o agride, quem passa ri e faz piada do "frouxo".

Nelson Rodrigues já dizia que as feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado. Não sei se todas, mas as militantes da turma do mimimi, sim. E o que temos em nossa sociedade atualmente é exatamente mimimi em doses cavalares.

Sendo assim, já não basta que as mulheres sejam apenas machos mal acabados. Precisam ser daqueles machos bêbados que chegam em casa e batem na família.

E tem gente que ainda acha que o mundo está ficando melhor, porque está mais "prafrentex". Você pode escolher o gênero e até a espécie (tem gente que abdica de ser gente para virar toupeira).

Só rindo para não chorar. Ou para não apanhar.
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