sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O partido novo

"(...) se ser de direita é defender a privatização, nós somos de direita. Mas, se é pregar a intervenção militar, um Estado mais forte, não.”
João Dionisio Amoêdo, presidente do partido Novo.
Com essa explicação - com a qual concordo 100% - eu, que já acusei o partido de ser uma bola - sem lado e oco por dentro - por conta do seu "incômodo" em ser rotulado de "direita", retiro minhas objeções e saúdo firmemente o partido Novo.
Também não tenho a menor paciência para quem pede intervenção militar, muito porque, permita-me recordar, durante aquele período houve sim, censura à opinião e houve, sim, um estatismo desenfreado que originou vários destes paquidermes que o PT hoje usa para saquear o país.
Creio que, inclusive, como muito bem disse o sempre brilhante Alexandre Borges, dos quadros do Novo pode surgir um Maurício Macri brasileiro, mas deixo um alerta: o Macri possuía uma ampla aliança - a "Mudemos" - com políticos e partidos fora do seu Pro (Proposta Republicana).
O caminho para libertar o Brasil da esquerda farofeira passa, sim, por iniciativas como a do Novo, mas também passa por uma união da parcela do país que presta, algo parecido com a MUD (Mesa da Unidade Democrática) na Venezuela, uma coligação de forças que possa conquistar uma maioria no congresso e assim barrar o bolivarianismo de galinheiro do PT.
Muito mais importante do que eleger um presidente - ainda que seja algo importantíssimo - é desmontar a coalizão de canalhas que domina as duas casas legislativas do país.
No mais, boa sorte ao Novo e aos bons que mesmo com muitas razões para largar o país da canalhice de mão, ainda buscam forças para lutar e provar que tudo pode ser melhor do que a Era da Mediocridade nos faz pensar a que estamos condenados.
Onde houver muito estado, não me chame, não quero participar do fuzilamento da minha própria liberdade.
Menos estado e mais cidadão.
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