sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O sub do sub do sub do sub

Invadiram com um bloco de carnaval o saguão de um aeroporto no Rio de Janeiro, porque, claro, quem chega na cidade "maravilhosa" tem que estar no clima da bagunça organizada, do barulho, da invasão do espaço alheio, do chato expansivo, do deboísmo mala, do batuque repetitivo, da gente que toma banho no próprio suor, da alegria mequetrefe de quem mora numa cidade onde o cocô bóia na maioria das praias, o lixo se espalha pelas ruas e a segurança urbana é digna de Bagdá, sem contar o comércio ilegal, o transporte público péssimo, os serviços abaixo da crítica e os preços surreais.
Mas tudo bem, deixa de ser chato e vamos para o bloco. E quem não gostar a gente OBRIGA a aturar, fecha as ruas, invade os lugares e esfrega a folia na cara deles. É o melhor carnaval do mundo, seja lá o que isso quer dizer.
Crise, inflação, uma cidade destroçada para obras superfaturadas de uma olimpíada pífia, serviços públicos inexistentes, impostos escorchantes, IPTU e IPVA imorais, mas vamos pro skindô-skindô, ser carioca é isso. Torrar numa praia e correr do arrastão, pingar de suar num bloco e correr do arrastão, ir para o aeroporto e correr do arrastão.
Sinceramente, é pro sujeito descer do avião e já chegar com certeza de que está no sub-sub-subdesenvolvimento.
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