quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Veja ou Vejx?

A Veja vai trocar de comando: sai Eurípedes Alcântara e entra André Petry. Se você, que lê a maior revista do Brasil, quer saber se é uma mudança boa ou ruim, te respondo com um fato: Petry já foi defendido pelo Brasil 247 como "jornalista progressista".
Contrário ao impeachment, à redução da maioridade penal e alinhado às idéias esquerdistas cheirando à naftalina, essa troca na direção de redação mostra a linha editorial que a revista possivelmente tomará: a de receber uma maior simpatia do PT e da esquerda farofeira e assim, quem sabe, receber mais anúncios de estatais que possam ter sido cortados como "castigo" pelo seu excesso de oposicionismo – leia-se, de liberdade.
Esperem mais capas como aquela peça ridícula sobre ideologia de gênero e "sexo fluido" e bem menos foco nas roubalheiras do PT e imposturas dos marxistas de galinheiro. No máximo uma tática morde e assopra: agradar o Jean Wyllys numa semana e a ala country club do PSDB na outra.
As saídas da Joice Hasselmann, do Ricardo Setti, do Rodrigo Constantino e a sutil mudança de estilo do Reinaldo Azevedo, que continua sendo um dos maiores colunistas conservadores do Brasil, mas parece não ter a mesma pegada de antes, já denunciavam que algo estranho acontecia na editora Abril.
Com essa mudança na redação, a Veja faz uma aposta arriscada, porque a esquerda de fanfarra não vai passar a gostar da revista e seus leitores habituais não passarão à esquerda de fanfarra, mas podem simplesmente abandonar a publicação.
Eu mesmo, que não entrava na internet sem conferir o site da Veja, já venho faz algum tempo até esquecendo de ir lá alguns dias.
Enfim, torçamos para que não, mas a Veja pode correr o risco de ir deixando de ser Veja e virando uma Veja Capital ou Vejx.
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