terça-feira, 15 de março de 2016

Fora empregos!

ra quem estava viajando e não sabe da nova polêmica da babacolândia brasileira, uma foto de uma babá empurrando um carrinho na manifestação anti-PT do dia 13 de março virou bandeira na mão do pessoal que berra "Dirceu guerreiro do povo brasileiro".
A foto provava, de forma cabal e inapelável, que a "classe média" brasileira é escravagista, racista, fascista e só não gosta do PT porque odeia pobres. Aquela era a perfeita representação dos senhores de escravos brancos oprimindo uma negra há 500 anos. Isso porque tão certo quanto os bobalhões pedindo intervenção militar, em todo protesto anti-PT também aparecem os fiscais da melanina.
O casal que contratou a babá já apareceu dizendo que assina a carteira e paga hora-extra e que não a obrigou a ir ali, a própria babá já apareceu e disse que gosta dos chefes, que faz isso para ajudar nas despesas de casa, que se estivesse de folga e pudesse iria na manifestação por conta própria e até mesmo que ela própria tem uma babá para seus filhos.
Tem quem trabalhe como babá para pagar seus estudos, para ajudar o marido a abrir um negócio, para dar mais conforto para seus filhos.
Mas não adianta, os justiceiros sociais já decretaram que ela é uma proletária oprimida e pronto, ela tem que ser nem que seja a força.
A galera de humanas precisa defender mesmo quem não quer ser defendido por eles. Mesmo que a foto mostre apenas uma relação de trabalho entre um casal que precisa de alguém para tomar conta de seus filhos e uma babá que provavelmente ganha mais do que a maioria dos bolsistas de iniciação científica/mestrado/doutorado que estão dando chilique. Só que essa babá efetivamente produz algo em troca do que recebe.
A sugestão é simples: os armandinhos e mafaldinhas de federais, "coletivos" e demais reuniões de playboys que brincam de pique opressor-oprimido no playground podem começar lavando as próprias cuecas e calcinhas, lavando a louça, limpando a latrina onde defecam, recolhendo o lixo da sua rua, varrendo a calçada, enfim, exercendo aquelas atividades que, segundo eles, são "vexatórias".
Fico só me perguntando se o Chico Buarque, o Tico Santa Cruz ou a Mônica Iozzi passam um esfregão no banheiro no final de semana, jogam um cloro no box e na pia e dão uma ariada na cuba de inox.
Mas tudo bem, já que empresários e patrões só servem para explorar pessoas e roubar riquezas, sugiro também que passemos a medir o PIB a partir de trabalhos de conclusão de curso e monografias inúteis que saem de faculdades de ciências sociais, filosofia ou algo do gênero. Aquilo é que deve gerar riqueza.
E quando os armandinhos e mafaldinhas quiserem fazer seu mochilão na Europa para virar cidadão do mundo, que paguem com um "paper" que escreveram para o jornaleco do DCE, com algum título inteligente como "Fora empregos! Pessoas que trabalham não passarão!".
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