terça-feira, 8 de março de 2016

Tchau, PT

Sexta-feira, 4 de março de 2016, o ex-presidente Lula foi levado na marra para depor na operação lava-jato. Dentro do carro da polícia parecia um pivete assustado sendo levado para a Febem, na frente do delegado chorou e falou fino, mas saiu dali mentindo.
Sim, porque durante seu discurso para devotos da seita já na sede do PT, horas mais tarde, afirmou - entre ofensas e ameaças à justiça e ao Brasil que presta - que bastava ter sido convidado que iria depor sem precisar ser levado na força.
Mentira. Lula foge o quanto pode de falar em juízo, porque sabe que ali as mentiras do palanque não rendem aplausos dos subalternos e dos idiotas e muito menos votos dos pobres coitados chantageados pelo PT. Mentir em juízo dá cana e todo mundo sabe o que acontece quando Lula sente cheiro de cadeia: entrega qualquer um para se safar.
Tirando isso, o que vimos desde sexta-feira?
Vimos que a lei que indica ser crime incitar desordem e violência parece ter sido revogada, caso contrário o próprio Lula, Rui Falcão, Gilberto Carvalho, João Pedro Stedile, Vagner Freitas e outros mais irrelevantes estariam recolhidos ao xadrez, por incitar as milícias a soldo do PT a barbarizarem o país.
Vimos também que o PT tem fixação não só pelo ex-presidente Fernando Henrique, mas também pela Rede Globo e por Aécio Neves. Sempre que se vê em situação difícil por causa de suas correrias nos cofres públicos, os petistas saem atacando a empresa e os dois tucanos. Chegam a chamar uma casa de praia da família Marinho de "triplex", na esperança de fazer a população esquecer o verdadeiro triplex que o camelô de empreiteira diz que não é dele.
Também pudemos ver que o PT morreu.
Um partido que depende de uma nulidade como Jandira Feghali - que nem do PT é, mas de um de seus partidos-satélites - para açular sua militância que terminou agredindo jornalistas ou divulgar vídeos com Lula mandando a justiça "enfiar o processo no cu", é um partido morto.
Um partido que depende de um deputado biônico - entrou sem voto, mas no arranjo de gabinete - como Wadih Damous, que organizava atos de solidariedade à José Dirceu na OAB, para fazer sua obragem jurídica, tentando o tempo todo sabotar a lei e o processo da lava-jato com chicanas, é um partido morto.
Um Partido que tem como presidente regional um sujeito apelidado de Quaquá - que comete em Maricá, município do Rio de Janeiro, o que existe de mais próximo do caos na Venezuela - e que ameaça o tempo todo os opositores do partido de "porrada", ainda que tenha sido ele que apanhou ao vivo na TV, é um partido morto.
Vimos também que Lula se acha acima da lei e que pensa que a gritaria dos seus devotos vai impedir que ele seja preso caso essa seja a decisão da justiça. Vai descobrir em breve que as tropas vermelhas não poderão fazer nada quando chegar a sua vez de ir para a tranca.
Finalizo dizendo o que não vimos desde sexta-feira.
Não vimos nenhuma explicação convincente para as graves denúncias que pesam sobre Lula e sobre o PT. Não vimos nada que seja próximo de uma linha de defesa diferente de "jogar lama em todo mundo para que fiquem sujos igualmente".
E não vimos um partido - junto com seu bando de apaniguados - preparado para uma convivência legal, democrática, honesta, decente e cidadã.
O PT não combina com um país de bem e que respeite as regras, os direitos civis e a igualdade de todos perante a lei.
Por isso mesmo o PT - junto com seu líder que assombra o país há quase quatro décadas - já vai tarde.
P.S.: Dia 13 ou você vai ou eles ficam.
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