segunda-feira, 23 de maio de 2016

Amor e propaganda

Uma cantora evangélica recomendou boicote às lojas C&A por causa de uma propaganda que mostra homens fantasiados de mulher e vice-versa, em mais uma dessas apologias forçadas à ideologia de gênero.
O ENEM já tinha dado o salve ano passado: depois do "casamento" de homem com homem e mulher com mulher, o progressismo de galinheiro pretende que homem se diga mulher só para casar com uma mulher que se diz homem, numa espécie de casal hétero depois da chuva ácida.
Se você não concordar com pessoas usando banheiros públicos de acordo com o sexo "ao qual se identificam", você é uma pessoa ruim que precisa estudar. Se a idéia de sua filha de 13 anos se deparar com um marmanjo no banheiro feminino te incomoda, você precisa de "mais amor, por favor".
Me deixe ser bem claro antes de continuar: não afirmo que ser gay é uma opção. Certamente fatores genéticos e psicológicos estão envolvidos, mas isso pouco me importa. Falar "contra gays" é como falar contra a chuva ou as estações ou as marés: inútil e ridículo.
Não tenho nada a ver com o que a pessoa faz na sua vida particular, até o momento em que ela resolve trazer sua vida particular para encher o saco da minha.
Gays são cidadãos como quaisquer outros. Merecem direitos, garantias, tudo o que qualquer outro cidadão tem direito - e também as obrigações - porque em nada diferem dos demais.
Se você não gosta, deve obrigatoriamente tolerar. E ainda que você tolere à força, também deve acima de tudo respeitar.
Mas alardear?
Porque o que acontece hoje em dia não é uma educação que vise a tolerância e o devido respeito, mas propaganda de um estilo de vida.
Beijo gay na novela, cantora de axé ressuscitando a carreira depois de "sair do armário" e "casar", deputado da bancada do cu-spe defendendo cartilha gay para crianças em idade pré-escolar, massificação de termos, trejeitos, comportamentos característicos de uma sub-cultura.
O que se faz hoje em dia é transformar o homossexualismo em produto a ser oferecido, cobiçado, vendido e comprado.
Outro dia vi duas meninas de colégio se tratando por "viado" no metrô. Duas mocinhas conversando e a cada dois segundos dizendo coisas como "olha isso viado", "viado, nem te conto", etc. Duas meninas. Meninas.
Isso não é normal e pode estrebuchar aí se quiser. Isso é, sim, fruto de uma política sistemática de enfiar um estilo de vida pela goela da sociedade abaixo não como algo que deve ser respeitado - que é o desejável - mas como algo que deve ser perseguido, buscado, admirado sobre todo o resto.
E isso sim, e não os gays, é que é uma aberração, e não tem nada a ver com amor.
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