terça-feira, 3 de maio de 2016

Game of White House


Toda essa confusão e desarranjo político no Brasil está me impedindo de acompanhar como normalmente faço aquela que é uma das minhas maiores diversões desde que era um pré-adolescente e assisti Ronald Reagan surrar Walter Mondale vencendo em todos os estados menos um a eleição para presidente dos Estados Unidos de 1984.
Posso dizer que todo meu interesse por política surgiu a partir de dois eventos: as eleições americanas e o golpe militar de 1964 no Brasil e tudo o que veio depois dele.

Só que com Dilma, Lula, Temer, crise, mortadelas, etc., fica difícil se concentrar em qualquer outra coisa que não na luta para livrar o Brasil dos gafanhotos petistas.
Hoje, porém, um evento me obriga a dividir com vocês esse meu interesse: depois de ser derrotado em Indiana, o senador Ted Cruz suspendeu sua campanha e deixou o magnata Donald Trump sozinho contra o governador de Ohio, John Kasich, na disputa, o que é o mesmo que dizer que Trump será o candidato republicano para a sucessão de Barack Obama.
Há quase um ano, quando iniciou sua caminhada em busca da indicação republicana, 10 entre 10 analistas tratavam Trump como uma piada de mau gosto, como alguém querendo atenção para, quem sabe, estrelar algum novo reality show na TV.
O fato é que mesmo dizendo algumas coisas meio chocantes - expulsar milhões de pessoas do país ou banir a entrada de todos os muçulmanos, por exemplo - e tendo altos índices de rejeição, Trump foi vencendo barreiras e hoje tem 99,9% de chance de representar o partido neste ano.
Seus índices de rejeição mencionados acima representariam uma certeza de derrota na eleição geral, mas como todo vencedor precisa de um pouco de sorte, sua adversária será, salvo um desastre, Hillary Clinton, alguém tão controversa e rejeitada quanto ele.
Tanto isso é verdade que sua liderança frente ao milionário novaiorquino vem caindo há algumas semanas e hoje uma pesquisa do instituto Rasmussen já o mostrou na frente da democrata.
O que vai acontecer de fato não tenho como nem imaginar. Esta é uma eleição que já desafiou todas as convenções e continuará assim, mas comprem pipoca e guaraná, porque nem Game of Thrones será tão emocionante.
Apertem os cintos, porque uma briga de foice num galinheiro de luz apagada não seria tão feia.
P.S.: Entre os dois, votaria no Trump, claro.
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